
A credibilidade do sistema de saúde está intrinsecamente ligada à qualidade. Geralmente associada ao atendimento clínico do paciente, a qualidade passa, na verdade, por todos os setores da instituição e é fator-chave para garantir sua sustentabilidade e, principalmente, a manutenção dos serviços em tempos de custos crescentes.
Quando falamos em qualidade, falamos em segurança e, também, em gestão financeira. Se não fosse por falhas no sistema de saúde brasileiro, por exemplo, o setor teria um potencial de ganhos assistenciais próximo aos R$ 38,9 bilhões. Esse é um dos dados que constam no recente estudo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) sobre os desafios de qualidade em saúde no Brasil. Confira outras informações importantes!
Ao abordar conceitos sobre qualidade hospitalar, processos, segurança do paciente e tendências do setor, a publicação da Anahp reúne os principais aspectos que devem ser considerados no momento de avaliar a qualidade de hospitais e instituições de saúde.
Além disso, também fala sobre o papel da sociedade para impulsionar a melhoria da qualidade do sistema de saúde e evidencia quais são os pontos de atenção do setor, com questionamentos de como podemos transmitir de maneira transparente, objetiva e relevante informações sobre a saúde. Separamos 3 temas importantes.
A qualidade é uma questão fundamental para a sustentabilidade do sistema de saúde, porque impacta no atendimento clínico e também na saúde financeira da instituição. Para se ter ideia, um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que grande parte dos gastos em saúde são causados por desperdícios.
O órgão indica ainda que cerca de 30% dos recursos são perdidos em gastos indevidos, retrabalho ou cuidado de baixo valor. Outro fator que impacta na gestão financeira dos hospitais são os eventos adversos, por causa do custo adicional gerado pela permanência de pacientes na instituição de saúde. No entanto, o maior impacto está em provocar sequelas nos pacientes – ou até mesmo a morte.
Segundo o II Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, cerca de 30% a 36% dos óbitos determinados por eventos adversos graves poderiam ser prevenidos. E não estamos falando sobre falhas humanas, mas erros no cuidado de saúde e falhas em sistemas. Portanto, é preciso elevar o nível dos processos internos.
São mais de 6 mil instituições de saúde brasileiras e muitas já notaram a importância de focar no controle, processos, gerenciamento de riscos e mais uma série de fatores que elevam a segurança dos pacientes. Este é o caso da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Ribeirão Preto, que vem trabalhando para promover a confiança junto ao público com atenção redobrada na segurança do paciente e, consequentemente, em uma melhor experiência.
No entanto, sabemos que esse é um desafio, um longo caminho que exige soluções estruturadas e eficazes, principalmente em ambientes com recursos financeiros escassos e poucos profissionais capacitados para acelerar a transformação. A Anahp aponta, então, para a importância da capacitação das pessoas como base para esse desenvolvimento. Com equipes bem preparadas e habilitadas, é possível atingir melhor qualidade.
O manual também traz as dimensões pelas quais os cuidados com a saúde são avaliados. São “termômetros” definidos pelo Institute of Medicine em 2001 e que têm sido empregados em análises do setor, são eles:
Todas essas dimensões são válidas para todas as instituições do setor. Por mais que a qualidade seja o objetivo final, sabemos que há diversos fatores que se colocam como obstáculos para alcançá-la. Afinal, nem todas as instituições possuem a mesma estrutura e as mesmas possibilidades.

Se de um lado há hospitais com inteligência artificial e recursos atualizados para gerir dados, do outro vemos instituições filantrópicas que atendem majoritariamente o SUS (Sistema Único de Saúde), dependem da iniciativa governamental e se desdobram para chegar ao final do mês.
A Anahp traz como principal motor a difusão de conhecimento. O manual aponta que há pouca – ou quase nenhuma – disponibilidade de informações sobre o desempenho dos serviços. Não estão facilmente acessíveis ao público indicadores de qualidade e/ou iniciativas públicas e privadas para estimular a ampliação da qualidade da atenção prestada ao paciente. Neste sentido, a publicação em questão se torna um primeiro passo nesta direção.
Para corroborar com essa iniciativa de expandir acesso a informações sobre o sistema de saúde, a associação compartilha alguns dados obtidos por meio de uma pesquisa de opinião pública realizada em abril de 2022. O estudo intitulado “A saúde que os brasileiros querem” expõe um panorama sobre o que os usuários esperam das estruturas, desde os postos nas comunidades aos complexos hospitalares nos grandes centros, divididos em avaliações da saúde geral no Brasil, do SUS e da saúde suplementar:
Menos de 10% dos brasileiros consideram a saúde como ótima ou boa, 43% como ruim ou péssima, 45% como regular.
45% dos usuários avaliam o SUS como ótimo/bom. Contudo, 40% apontam dificuldades para fazer exames e a maior carência está na ausência de médicos nos postos de saúde.
Dentre aqueles que pagam um plano de saúde, mais da metade afirma que seu plano é ótimo/bom (53%) e que a qualidade dos profissionais é o fator mais importante na hora de avaliar um hospital (4 em cada 10 usuários).
Erros assistenciais, que prejudicam a qualidade do sistema de saúde, na maioria das vezes são causados por estruturas operacionais deficientes – e não por atos individuais. Essa é uma conclusão do médico Lucian Leape no artigo “Error in Medicine”, e que a Anahp traz em sua publicação.
As instituições precisam, portanto, trabalhar periodicamente para corrigir falhas e revisar processos. A tecnologia vem como grande aliada nesse sentido e contribui para reafirmar as três primeiras metas internacionais de segurança do paciente, que incluem:
Um sistema de gestão como o da Wareline armazena, compartilha dados e organiza rotinas fundamentais à segurança assistencial na instituição. Com isso, os profissionais têm acesso a um workflow completo de gestão clínica, com rotinas administrativas padronizadas, para que consigam focar naquilo que realmente importa: a qualidade e a segurança do paciente.
O conecte/w indicadores é ainda um forte aliado porque permite análises amplas e serve como um guia à gestão. Com os resultados, é possível identificar riscos que possam comprometer a instituição e criar soluções para corrigi-los.
Se você quer saber o que mais a Wareline pode fazer pela qualidade da sua instituição, entre em contato conosco! O nosso propósito é, junto com você, melhorar a saúde do nosso País!