Podcast da Wareline: confira entrevista com o presidente do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente

2021-04-20T16:03:05-03:00 08/04/2021|

A questão da segurança do paciente, assim como toda a área da saúde, sofreu impactos em meio à Covid-19. Antes da pandemia, 10% das internações que ocorriam anualmente no mundo eram decorrentes de eventos adversos — segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

E esses eventos vão desde administrações equivocadas de medicamentos até óbitos. Só que, em meio à pandemia, o que ficou ainda mais latente com relação à segurança do paciente e aos eventos adversos?

 

Falamos aqui sobre o que aconteceu dentro do hospital durante a Covid-19 e como instituições de saúde trabalham com núcleos específicos com foco em minimizar problemas e falhas que possam vir a ocorrer.

 

O Diretor Científico do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, Lucas Zambon, confirmou para a Wareline que a sobrecarga no sistema de saúde, causada pelo grande excesso de casos graves e complexos de Covid-19, trouxe muitos riscos e fez com que o cenário se tornasse propício aos eventos adversos.

 

Mas não foi só isso. Lucas Zambon aceitou participar da estreia do nosso podcast, o ConecteCast. Ele falou sobre segurança do paciente e trouxe reflexos e perspectivas diferentes sobre o assunto. Confira os principais pontos abordados pelo profissional:

 

O que acontece com a segurança do paciente na pandemia

O cenário é bastante desafiador porque o sistema de saúde está em seu limite em termos de capacidade de ocupação, com esgotamento de recursos e corpo clínico sofrendo com grande carga de trabalho.

 

E isso impacta na capacidade do sistema de saúde e das instituições de saúde em preservar a qualidade na execução das suas tarefas e, consequentemente, em viabilizar a segurança do paciente.

 

Sim, é possível diminuir acidentes

A segurança do paciente é extremamente dependente do fator humano. Os erros geralmente surgem por falta de treinamento, de conhecimento técnico, por sobrecarga de trabalho, volume de horas ininterruptas, indisponibilidade de recursos e até mesmo questões pessoais que vão para o ambiente de trabalho.

 

Então o ponto crucial a ser melhorado é o fator humano. Por um lado, identificar os erros para que não sejam mais cometidos; por outro, perceber como foram os acertos para tentar reproduzir e sustentar isso dentro de um sistema tão complexo como o da saúde.

 

Os 3 pilares principais para minimizar eventos adversos

Lucas Zambon elenca e discorre, no podcast, sobre os três fatores que considera primordiais para minimizar os riscos aos pacientes.

 

1º) Cultura de segurança do paciente

É o mais importante porque não está relacionado a só identificar os eventos adversos e tentar corrigi-los. É muito mais que isso. A cultura ideal é aquela em que absolutamente nada é colocado à frente da segurança do paciente, é aquela que privilegia a tomada de ação segura, que preza por uma comunicação e segurança psicológica em que os profissionais têm liberdade de expressar suas preocupações sobre o cuidado com o paciente.

 

Uma cultura de segurança do paciente ideal é aquela que privilegia a capacidade de resiliência do sistema frente aos eventos adversos, porque eles de fato existem. É a capacidade não só de evitá-los, mas de mitigar as consequências e buscar soluções para que não se repitam.

 

2º) Capacidade de reconhecer os eventos adversos

Nem sempre as instituições de saúde têm total visão sobre o que acontece nos corredores e no dia a dia. Se a literatura diz que 10% das internações são decorrentes de eventos adversos, os gestores precisam saber se essa proporção é parecida em seu hospital. É preciso ter precisão da informação do que acontece de fato, o que pode ser feito buscado nas comissões de óbitos, de prontuários e nas movimentações no SAC e ouvidoria, por exemplos.

 

3º) Capacidade de dar respostas aos problemas anteriores

Criar planos de ação e de melhoria. Diante de um problema, ser capaz de reagir e de implementar no sistema uma solução forte para que não haja recorrência.

 

A tecnologia vem como grande aliada

Parte das soluções de resposta aos eventos adversos passam por incorporação de tecnologia — em todos os segmentos. Na saúde, há exemplos para evitar danos e minimizar efeitos adversos, como as bombas de infusão e os monitores usados em centros cirúrgicos e UTIs.

 

O próprio Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) permite a criação de alertas ou travas dentro de prescrições que minimizem erros de dosagem e da via de medicação, por exemplo.

 

Então a incorporação da tecnologia vem como apoio ao fator humano e os indicadores são fundamentais para que os gestores não “naveguem às cegas em mar bravio”. Para Lucas Zambon, é impossível fazer gestão de segurança e de qualidade sem definição de indicadores. Se houver um sistema de gestão que incremente a informação, o resultado é ainda mais satisfatório.

 

Um software de gestão hospitalar que possua o módulo de BI integrado é fundamental para agrupar esses indicadores. A Wareline conta com a solução Conecte/w Indicadores, que gerencia indicadores estratégicos, reunindo-os em painéis, gráficos e dashboards dinâmicos e intuitivos, que possibilitam análises mais minuciosas e decisões mais assertivas.

 

Telessaúde: os benefícios e os riscos

Lucas Zambon explica que a telessaúde, embora tenha sido instituída às pressas no Brasil, tem sido praticada há mais tempo mundo afora e, por isso, é possível obter insights daquilo que funciona (ou não).

 

Para ele, as 3 principais vantagens, principalmente pensando no Brasil, são:

– Facilidade de acesso em um país de longas distâncias e disparidades;

– Otimização do uso de serviços físicos;

– Menos impactos secundários: deslocamento físico, engarrafamento, estresse, etc.

 

Mas, como em qualquer atividade, é preciso entender quais são os limites éticos e técnicos da telessaúde. Com protocolos e políticas bem estabelecidas e guiadas por um sistema de gestão hospitalar como o da Wareline, é possível mitigar riscos no ambiente virtual e usufruir dessa tecnologia que veio em um momento extremamente oportuno.

 

Assim que a pandemia começou, a Wareline passou a focar em adaptar o sistema para essa nova dinâmica do atendimento no País. Assim, adaptou seu sistema e criou funcionalidade que garantem a segurança que a telemedicina demanda, bem como a agilidade e praticidade que o médico e o paciente merecem. Saiba mais aqui.

 

E agora, o que podemos esperar para o pós-pandemia?

O presidente do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente tem uma visão esperançosa e otimista do pós-pandemia. Ele cita o papel da ciência e das instituições de saúde, que foram rápidas em dar respostas e resilientes em buscar soluções.

Neste artigo, fizemos apenas uma prévia do que Lucas Zambon abordou no podcast sobre segurança do paciente realizado aqui pela Wareline. Ouça o material na íntegra:

 

 

 

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