Hospital Padre Albino: núcleo de segurança do paciente bem estruturado há mais de 7 anos

2021-04-15T17:39:18-03:00 15/04/2021|

Os eventos adversos são bastante críticos para os hospitais. Eles podem impactar na gestão financeira devido ao custo adicional gerado pela permanência de pacientes na instituição de saúde, e, principalmente, provocar sequelas nos pacientes — ou até mesmo a morte.

 

Adotar estratégias para minimizar os riscos a um mínimo aceitável — especialmente no que se refere a infecções — é fundamental para a segurança do paciente. Algumas instituições de saúde já vêm fazendo isso antes mesmo da Covid-19, o que deixou ainda mais latente a importância de se colocar o paciente no centro das atenções.

 

Hospitais que mantinham núcleos compulsórios e específicos voltados à segurança do paciente ganharam fôlego para minimizar problemas e falhas decorrentes de sobrecarga no sistema de saúde, excesso de casos graves e complexos da Covid-19.

 

Entre eles estão a Beneficência Portuguesa e o Hospital Padre Albino, de Catanduva/SP. Este último mantém um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) bem estruturado desde 19 de setembro de 2013, com apoio do sistema da Wareline. A tecnologia contribui no controle de eventos adversos, nas notificações de agravo, nos alertas na prescrição de medicamentos, na análise de riscos e na avaliação de comparativo por indicadores.

 

 

O Hospital Padre Albino consegue manter uma série histórica com notificações de eventos adversos, mês a mês. Os gestores e a equipe do NSP identificaram, por exemplo, um aumento na média anual de notificações em 2018 — o índice é de 200,75 —, caindo drasticamente em 2019 (média de 137,08), o que significa que houve um plano de ação para minimizar os erros e/ou evitá-los. No entanto, o segundo ano com mais eventos adversos de toda a série histórica foi 2020 (índice de 194,42 média/ano).

 

 

 

A Covid-19, aliada à sobrecarga de trabalho e aos casos graves da doença, é o que justifica o acréscimo. Para se ter ideia, os meses de janeiro a maio de 2018 superaram 2020, mas o quadro se inverteu em julho e os números ficaram bastante expressivos a partir de outubro de 2020.

 

Acompanhar essa evolução do tempo é importante para identificar as causas e dar subsídios, a fim de elencar ações. A equipe do NSP do Hospital Padre Albino já sabe que, para 2021, há muito trabalho pela frente.

 

Atividades do Núcleo de Segurança do Paciente no Padre Albino

 

A Fundação Padre Albino enxerga que o aprimoramento da segurança no atendimento ao paciente é uma das prioridades na área da saúde, mas, para que seja efetivo, é preciso haver integração multidisciplinar. Por isso, o NSP é composto pelas enfermeiras da Segurança do Paciente Ana Laura Ribeiro Flores, do Hospital Emílio Carlos, e Veridiana Taquetti, do Hospital Padre Albino, além de um time formado por técnica de enfermagem, auxiliares administrativos, coordenadora de melhoria de processos e gerente de qualidade. O NSP ainda conta com o apoio irrestrito da Diretoria de Saúde e do Diretor Médico.

 

Os profissionais têm um olhar crítico sobre os riscos atrelados à assistência e na definição de medidas de prevenção. Entre as atividades desenvolvidas estão:

 

  • Realização de análises;
  • Reorganização de processos;
  • Análise mensal de indicadores de desempenho;
  • Redirecionamento da investigação de eventos adversos;
  • Investigação de eventos adversos in loco;
  • Interação in loco com as equipes por meio da análise mensal de indicadores;
  • Gestão dos comitês da Segurança do Paciente;
  • Realização de grupos de orientação aos acompanhantes;
  • Estímulo para o desenvolvimento de ações mediante ocorrência de eventos adversos;
  • Monitoramento de melhorias.

 

Além disso, as equipes prestam conta para a administração e demais serviços de apoio das ações realizadas. São feitas entrevistas com colaboradores, familiares e pacientes no processo de investigação em caso de evento adverso e executadas auditorias dos protocolos da segurança do paciente.

 

Cultura de fortalecimento da segurança do paciente

 

A enfermeira da segurança do paciente do Hospital Padre Albino, Veridiana Taquetti, afirma que os hospitais precisam investir na segurança do paciente de forma a discutir os indicadores e avaliar como os eventos adversos poderiam ter sido evitados para melhorar as práticas assistenciais.

 

“A ideia é criar uma cultura que não seja punitiva, mas que auxilie na construção de um ambiente de trabalho em que a cultura da segurança seja fortalecida, que permita um diálogo aberto e transparente para que todos os envolvidos se sintam acolhidos para relatar falhas, erros, incidentes e problemas”, diz.

 

Por isso, é de extrema importância programas de capacitação para que todos estejam alinhados às melhores práticas. Além disso, as instituições precisam garantir recursos necessários para a manutenção da segurança e saúde dos profissionais.

 

Veridiana lista 3 pilares fundamentais para que os hospitais tenham melhores práticas assistenciais, com foco na segurança do paciente.

 

1º) Melhorar a eficácia da comunicação

A comunicação entre os profissionais da área da saúde deve ser precisa, completa, sem ambiguidade, oportuna e compreendida por todos. Dessa forma é possível reduzir a ocorrência de erros, o que resulta na melhoria da segurança do paciente.

 

2º) Implantar uma cultura de segurança organizacional

Assim, as ocorrências podem ser identificadas e analisadas, com o intuito de educar e promover mudanças que garantem a segurança do paciente. Se os erros são identificados apenas com o objetivo de punir, a subnotificação é incentivada e não há mais trabalho de prevenção.

 

3º) Investir na capacitação

Treinar os colaboradores envolvidos em cada processo da assistência é fator-chave na proteção do paciente. Os profissionais também devem ser capacitados para o uso das tecnologias; afinal, são eles que lidam diretamente com a atividade e que podem, com mais facilidade, propor soluções aos gestores para ampliar a segurança do paciente.

 

Rumo à medicina segura e máxima eficiência

 

Para que os hospitais alcancem um nível de qualidade que represente resultados assistenciais com medicina segura e máxima eficiência é preciso uma mudança de hábito da instituição, com foco nos três pilares citados acima.

 

Além disso, é fundamental uma maior interligação entre as diferentes áreas da instituição e o investimento constante em educação e tecnologia. O uso de processos digitais, como o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) da Wareline, permite que os dados médicos sejam armazenados de forma otimizada e segura, ampliando a confiança.

 

Os indicadores hospitalares e a tecnologia são decisivos para o mapeamento dos eventos adversos. “Os indicadores hospitalares nada mais são do que números traduzidos em informação. Servem para avaliação de desempenho e, com a padronização dos indicadores hospitalares adequados, avançamos em melhorias contínuas. Eles são totalmente relevantes para a tomada de decisões e precisam fazer parte da rotina do hospital”, reforça Veridiana.

 

Os indicadores ajudam a identificar falhas nos processos internos, elevam o nível de serviço prestado ao paciente, trazem transparência na administração e no atendimento hospitalar. Além disso, norteiam o desenvolvimento dos trabalhos realizados. Mas os benefícios da tecnologia para a saúde e a segurança do paciente ainda vão além.

 

Como um software de gestão hospitalar contribui na segurança do paciente

Segundo Veridiana, a inclusão da tecnologia no setor hospitalar tem transformado a forma como o paciente é tratado, pois aumenta a segurança nos procedimentos médicos e proporciona um atendimento mais rápido nas emergências.

 

“É possível, ainda, garantir um atendimento personalizado ao manter um banco de dados mais robusto e focado no paciente, que permite à equipe médica ter acesso a históricos de consultas, diagnósticos e informações adicionais pertinentes. Isso gera aproximação maior com o paciente, diminui erros de diagnóstico, mantém uma relação mais humanizada, além de melhorar a tomada de decisão do profissional”, explica a profissional. 

 

Medidas de segurança na área da saúde, principalmente no setor hospitalar, exigem ainda mais eficiência e responsabilidade. Este universo lida com vidas e, consequentemente, com informações muito particulares e confidenciais.

 

Com um software de gestão hospitalar como o da Wareline, dados ficam mais organizados, é possível acompanhar o históricos de consultas, diagnósticos e informações adicionais pertinentes e a equipe assistencial consegue ter aproximação maior com o paciente.

 

Se você quer mais eficiência e responsabilidade em seu hospital, faça como o Hospital Padre Albino: fale com a Wareline e foque na segurança do paciente.

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