Sua resposta (muito) provavelmente foi não. O PEP é uma ferramenta tecnológica indispensável para quem busca otimizar processos e garantir mais segurança aos pacientes.
E de uma maneira mais ampla, sua contribuição vai além das barreiras dos hospitais, pois representa uma mudança profunda no setor de saúde mundial ao possibilitar o uso das informações clínicas de modo sigiloso para a geração de dados sobre a saúde. Ainda assim, o PEP não é realidade em todas as instituições de saúde. E isso acontece não apenas por questões técnicas, mas também por questões que envolvem mudanças culturais do corpo clínico e usuários, e também de sigilo da informação.
Para falar sobre o tema, convidamos o advogado em saúde, Thiago Mahfuz Vezzi, para colaborar com alguns insights sobre o tema.
Aproveite a leitura!
Trata-se, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), de recurso tecnológico criado através de diversas pesquisas da área de saúde com um objetivo claro: entregar para as instituições de saúde um software capaz de reunir, em um único ambiente, todo o histórico clínico do paciente. O prontuário eletrônico tem como pedra fundamental a integração de informações, permitindo ao corpo clínico acesso mais assertivo do histórico de registros médicos do paciente.
Entre as principais vantagens do PEP, pode-se destacar:
Todavia, apesar de todos os benefícios, e de ser uma realidade em muitos países da Europa, bem como nos Estados Unidos, no Brasil ainda há muita dificuldade para se implementar o PEP.
São 3 razões principais para isso:
1) Usuário
Além dos aspectos técnicos, a grande parte da dificuldade reside na falta de informação e aceitação do usuário. É preciso que o usuário entenda os benefícios do PEP. Caso contrário, ele resiste e até mesmo pode sabotar sua utilização.
2) Corpo Clínico
O corpo clínico também pode gerar um impasse na aceitação. Assim, é necessária a mudança de comportamento, que implica no convencimento da necessidade do PEP e na incorporação dos novos recursos.
3) Sigilo das Informações
Outra barreira para a implementação do PEP no Brasil reside no cuidado com o sigilo e segurança das informações. Essa é uma das maiores preocupações da área. Pesquisa realizada pela TIC Saúde demonstrou que quase metade dos médicos brasileiros considera complicada a implantação do PEP em virtude do receio com a confidencialidade das informações.
Para evitar qualquer vazamento ou utilização indevida de dados, o PEP deve buscar alguns itens de segurança, como:
Assim, para maior segurança de todo sistema de saúde, os prontuários eletrônicos precisam seguir critérios mínimos de qualidade, conteúdo arquitetura de dados. Quanto mais segurança o prestador de serviços possuir, mais confiança ele passará ao mercado. Quer saber mais sobre o Prontuário Eletrônico do Paciente e os benefícios para as instituições de saúde? Clique aqui.
