
Com o passar dos anos, as doenças mentais e psíquicas vêm ganhando maior protagonismo e sendo discutidas mais abertamente (ainda mais depois da Covid-19, que potencializou os transtornos mentais). Movimentos sociais como o Janeiro Branco vieram, então, para incentivar a construção de uma cultura da saúde mental.
Desde 2014, no primeiro mês do ano há maior busca por mudança de paradigmas e reflexões sobre o assunto. Aqui na Wareline, não é diferente. Tivemos ações com nossos colaboradores, mas, mais do que isso: atuamos lado a lado de instituições que têm equipes especializadas em cuidado humanizado.
Este é o caso da Clínica Fazenda Palmeiras, que conta com o apoio do sistema de gestão hospitalar da Wareline desde 2014 (o mesmo ano da criação do Janeiro Branco) para uma gestão mais eficiente – da internação até a alta do paciente. Neste conteúdo, confira mais sobre as atividades e desafios da instituição de saúde e como o conecte/w se tornou um grande facilitador.
Há 34 anos atuando em prol de pacientes portadores de algum tipo de transtorno mental, a Clínica Fazenda Palmeiras faz parte do Grupo Espírita Ismael, que existe há quase 70 anos. De lá para cá, muita coisa mudou. Mas a essência permaneceu: o paciente está no centro dos cuidados.
A humanização da saúde mental é uma premissa à qual a clínica se dedica seriamente. Cada pessoa recebe um tratamento que vai ao encontro da sua necessidade, seja:

Transtorno psicótico: esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo, transtorno afetivo bipolar, psicose orgânica e não orgânica, transtorno mental, transtorno psicótico, transtornos delirantes, etc.

Transtorno ansioso: episódios depressivos, fobias, fobias sociais, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), síndrome do pânico, etc.

Dependência química: álcool, substâncias psicoativas, múltiplas drogas, transtornos psicóticos por uso de drogas, etc.
A humanização da Clínica Fazenda Palmeiras se reflete tanto em sua estrutura física quanto em seu quadro técnico. A instituição está localizada em área de 80.000 m2, em um espaço permeado pela natureza, e conta com profissionais multidisciplinares atentos 24 horas.

São mais de 200 funcionários diretos. Entre eles médicos assistentes, médico-clínico, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeuta ocupacional, nutricionistas, farmacêuticos, professores de educação física, técnicos de enfermagem, entre outros do corpo administrativo.
A rotina de uma instituição psiquiátrica como a Clínica Fazenda Palmeiras é cercada de desafios. Vai desde ter uma gestão financeira equilibrada para a manutenção da atividade até a luta para diminuir os estigmas e preconceitos ainda existentes quando falamos em saúde mental. “Um dos principais que temos hoje também é encontrar profissionais qualificados que aceitem abraçar a nossa missão, que é nunca perder o olhar para a humanização em saúde mental”, conta Estela.
Se, por um lado, a Covid-19 contribuiu para derrubar alguns estigmas, também trouxe ainda mais desafios. Segundo a presidente da entidade, desde o início da pandemia houve um aumento significativo de pessoas encaminhadas para a primeira internação psiquiátrica, com quadro grave de ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtornos bipolares, uso abusivo de substâncias, entre outros.
Também houve aumento de encaminhamentos dos hospitais gerais relacionados a tentativas de suicídio, pelos mais diversos motivos. Entre eles: perdas financeiras, perdas pessoais, depressão, ansiedade, falta de resiliência para lidar com as consequências advindas da pandemia, etc.
“O período pandêmico e pós-pandêmico mostrou o quanto o ser humano pode se fragilizar diante das adversidades, ocasionando um olhar mais atento para a saúde mental. A sensação que temos diante da diversidade de público e de patologias que atendemos é de que a pandemia deixou um sentimento de desespero profundo nas pessoas”, diz Estela.
Segundo ela, esse “desespero” acaba sendo potencializado conforme a vivência e situação de cada um, podendo evoluir para quadros mais agudos. Isso mostra a força – e a importância – do Janeiro Branco e evidencia o papel da tecnologia para lidar com tantos desafios.
Na rotina de uma instituição psiquiátrica como a Clínica Fazenda Palmeiras, que atualmente tem em média 7.120 pacientes/dia (são 230 leitos ocupados diariamente), a tecnologia é imprescindível. É uma ferramenta que contribui para a integração dos setores e facilita a gestão como um todo.
“Muitas rotinas, controles e processos que eram feitos à mão, hoje estão informatizados, propiciando um controle mais efetivo, segurança, otimização de tempo e diminuição do retrabalho”, conta Estela. E a Wareline tem papel fundamental nesse processo.
O conecte/w, sistema de gestão hospitalar da Wareline, se tornou uma ferramenta essencial para facilitar a rotina de setores como atendimento, faturamento, financeiro/contábil, compras, estoque/farmácia, enfermagem, entre outros. E essa parceria, iniciada lá em 2014, tende a dar mais frutos em breve.
A implantação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é uma projeção a médio prazo para ampliar e facilitar ainda mais a rotina da Clínica Fazenda Palmeiras. “E também estamos em tratativas para agregar o Módulo Custo Hospitalar, o que dará uma nova dimensão à nossa necessidade de gestão atual”, explica Estela.
A ideia é que cada vez mais pessoas com transtornos psicóticos, ansiosos e dependência química (seus familiares, amigos e a sociedade em geral) sejam impactadas positivamente pelos benefícios da tecnologia. Isso é o que a Clínica Fazenda Palmeiras espera – e a Wareline também.
Se você faz parte de uma instituição de saúde, descubra como podemos, juntos, construir um mundo com muito mais qualidade, agilidade e eficiência. Fale conosco!