Um impasse abalou as Santas Casas essa semana. Na última terça feira (22/07) o atendimento de urgência e emergência no Hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo foi interrompido devido à falta de recursos.
A situação não foi vista como uma surpresa pela Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), pois os hospitais filantrópicos vem há tempos requisitando um repasse maior para as operações realizadas com o SUS e o financiamento de dívidas com os credores. Atualmente, o SUS só cobre de 40% a 60% dos custos dos procedimentos realizados pelo Sistema. Isso significa que, se o procedimento custar 100 reais, o hospital precisará pagar de R$ 40 a R$ 60 para completar o valor com os fornecedores.
Por conta disso, a dívida, de acordo com a Santa Casa de São Paulo, supera R$ 350 milhões. Com fornecedores, que levou ao fechamento do Pronto Socorro, é de R$ 50 milhões, o que fez com que se recusassem a entregar medicamentos e materiais cirúrgicos até a dívida ser paga.
Edson Rogatti, diretor-presidente da Fehosp, deu uma entrevista ao rádio jornal Manhã da Globo SP em que afirmou que o déficit de custeio chega a R$ 5 bilhões por ano, e a dívida do setor soma a R$ 15 bilhões. Ele também afirmou que a Tabela de repasses do SUS não teve reajuste nos últimos anos, enquanto os medicamentos e outros itens médicos tiveram o preço aumentado.
