Se avaliações e controle dos serviços prestados promovem melhorias práticas, os indicadores hospitalares são fundamentais em todas as instituições de saúde. Isso porque o uso de sistemas com soluções de Business Intelligence (BI) possibilita aos gestores monitorar e avaliar dados para alcançar metas, identificar avanços, proporcionar melhorias e antecipar erros.
É fato que, sem indicadores necessários para entender se o planejamento está tendo real impacto na melhoria dos serviços e, consequentemente, na vida dos pacientes, não é possível fazer gestão.
Pelo menos, não uma gestão eficiente! Ainda mais em tempos atuais, com pacientes mais exigentes e mudanças aceleradas. Fazer uma gestão embasada em dados se tornou imperativo!
Os indicadores hospitalares hoje são as ferramentas mais pertinentes para que a gestão esteja bem informada sobre todos os trâmites das instituições de saúde e, assim, possa considerar os aspectos positivos e corrigir os negativos a fim de que o negócio prospere.
Dessa forma, é óbvio supor que, quanto mais dados existirem sobre o hospital, mais fácil será para o gestor a tomada de decisões que visem a melhoria na produtividade da instituição, na qualidade do atendimento e, claro, na sua saúde financeira.
Esses indicadores, que são dados e índices provenientes de qualquer setor do hospital, tornam-se peças-chave quando se relacionam entre si. Dentre os benefícios aos gestores estão:

Monitorar os dados e índices corretos são essenciais para uma boa gestão. São eles que facilitam a organização financeira, administrativa e assistencial.
Mas, devido à complexidade do setor de saúde, há uma quantidade considerável de indicadores que podem ser mapeados. Assim, listamos aqueles que entendemos ser determinantes para a rotina de qualquer instituição.
Mais do que isso: conversamos com gestores de dois hospitais para mostrar como os indicadores são usados e se tornam ferramentas importantes para elevar a excelência da gestão. Confira!
Esse é um dos indicadores mais importantes no que tange ao desempenho da instituição, pois mostra como está a capacidade de atendimento do hospital – se possui leitos vazios ou se a demanda é maior que o número de leitos.
A ferramenta possibilita ao gestor conhecer o perfil de ocupação dos leitos e a maneira como são utilizados. Com ela é possível mensurar a quantidade de pacientes internados e analisar o dimensionamento da quantidade de leitos.
Considerando que a manutenção dos leitos demanda alto custo, gerenciar melhor esse recurso é um diferencial. Se o hospital tem 60% de ocupação diária, por exemplo, a estrutura pode ser melhor utilizada; se chegar próximo de 100%, significa que é preciso entender o uso frequente de leitos extras, ter um melhor controle dos atendimentos e, se possível, avaliar a possibilidade de expansão do local.

Esse indicador mede o tempo de atendimento de um paciente, desde a sua chegada à instituição, passagem pela triagem, até a sua saída, seja por transferência, alta ou óbito.
A métrica é necessária para descobrir quanto tempo os pacientes ficam nos hospitais por departamentos. Se as permanências forem prolongadas, a gestão deve entender os motivos; se forem curtas demais, precisa garantir que os pacientes sejam liberados com segurança.
Com este indicador é possível mensurar a quantidade de pacientes internados, os motivos de sua internação e o tempo médio de permanência – bem como o motivo da internação e previsão de alta.
Este indicador é utilizado pela gestão administrativa da instituição de saúde para avaliar como está a saúde financeira do hospital, se faturamento e recebimento estão equilibrados. O cálculo depende de registros dos procedimentos devidamente inseridos no prontuário, assegurando a confiabilidade do indicador.
Essa métrica possibilita que o hospital entenda quais são as operadoras que trazem maior número de glosas à instituição, seja pelo não pagamento de determinado procedimento, material ou medicamento. Se alguma operadora se sobressair, pode indicar alguma falha contratual. Agora, se o índice for muito elevado entre todas as operadoras, talvez seja preciso rever o ciclo de receita para aumentar o faturamento da instituição.
O indicador possibilita, portanto, melhoria da gestão aumentando a segurança, diminuindo custos, garantindo a entrada de recursos e mais qualidade no atendimento.
É com este indicador que o hospital tem conhecimento do Retorno sobre o Investimento (ROI). De maneira mais prática, o indicador verifica se a receita do hospital está se sobrepondo aos gastos da instituição. Ele também calcula a rentabilidade por procedimento, por convênio, por especialidade, por médico, por setor, entre outros.
Não menos importante que os demais, esse indicador determina o quanto os pacientes estão satisfeitos com os serviços recebidos. Isso porque, como os clientes dos serviços de saúde estão cada vez mais exigentes e conhecedores dos seus direitos, as instituições têm que se antecipar e procurar entender suas necessidades.
A pesquisa é feita por meio de questionários simples e contando com um sistema de gestão hospitalar. Coletar esse tipo de informação pode ser facilitado com o módulo SAC Web.
Gerente da Santa Casa de Valinhos, Elias de Souza Maciel conta que a instituição usa praticamente todos os 7 principais indicadores hospitalares citados acima. A taxa de ocupação e o tempo de atendimento e triagem são mensurados diariamente.
A primeira, para avaliar a produtividade e alertar os médicos do corpo clínico e a equipe multiprofissional; o segundo, para analisar a performance dos profissionais e a satisfação dos usuários.
Além disso, na Santa Casa de Valinhos também é usado o indicador de satisfação do paciente com esse intuito.

“Usamos quinzenalmente os dados para ter mais resolutividade e participação do cliente nos processos de melhorias”, diz Elias.
Os demais indicadores são apurados mensalmente. O de internação hospitalar, por exemplo, é muito importante para cruzar dados estatísticos de consumo de insumos x internações, bem como complemento de monitoramento de produção.
No Hospital Santo Antonio, localizado em Votorantim (SP), o indicador de internação hospitalar também é apresentado mensalmente — em reuniões de comissões e da diretoria. Assim como os de taxa de ocupação e faturamento x recebimento.

“Eles são muito importantes para otimizar tempo e para conseguirmos tomar decisões estratégicas”, conta Suelen Neves, gestora de Tecnologia da Informação da instituição.
Tomar qualquer decisão em um ambiente hospitalar precisa ser considerada como um negócio. E somente com os indicadores em mãos os gestores poderão se basear para tomar as ações estratégicas e manter o foco da instituição na saúde.
Já sabe quais são os mais importantes para sua instituição de saúde? É chegada a hora de implementá-los e parar de fazer uma gestão baseada na intuição! A Wareline pode te ajudar nesse processo!
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*Conteúdo originalmente publicado em 06/09/2018 e atualizado em 21/11/2019.