Faturamento hospitalar

Faturamento hospitalar

Administrar uma instituição de saúde não é tarefa fácil. As diversas áreas possuem rotinas a serem seguidas e processos que precisam ser gerenciados para garantir o melhor atendimento possível aos pacientes e também retorno financeiro ao hospital. Um setor em especial, o financeiro, deve funcionar corretamente para assegurar que isso aconteça. O faturamento hospitalar, no entanto, é uma das áreas que mais causam divergências dentro das unidades de saúde. O valor gasto pelo hospital e pelos prestadores com materiais, medicamentos e procedimentos devem ser pagas integralmente pelas operadoras. Quando isso não acontece são geradas glosas, ou seja, o não pagamento dos gastos aos hospitais pelas empresas de planos de saúde. Dados de 2007 da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) apontam que o número de glosas pode comprometer até 30% do faturamento hospitalar.

Uma pesquisa encomendada pelo SINDHOSP (Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo) ao Instituto Datafolha, também em 2007, revelou quais são as etapas que envolvem o faturamento hospitalar em que mais ocorrem problemas e que prejudicam o processo. São elas: pagamentos (86%), mais especificamente glosas, falta de reajustes e atrasos, e a liberação de guias (75%). Falhas no atendimento (52%), problemas de cobertura (25%) e remoção de pacientes para outros hospitais (14%) também são queixas das instituições.
Além de o faturamento hospitalar depender de diversas conferências e fechamentos para ser concluído, boa parte do processo é feita manualmente, o que colabora para o aumento das glosas.  O padrão TISS 3.0 (Troca de Informações na Saúde Suplementar), que será obrigatório a partir de 30 de novembro deste ano, pode trazer mais facilidade a esta atividade e diminuir os erros. O novo padrão atende a antigas reivindicações dos prestadores em relação às guias eletrônicas para recursos de glosas, e a sua rastreabilidade. Também traz a complementação do processo de faturamento com a ampliação da Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) e a inclusão de termos relacionados à diária, taxas, gases, medicamentos, materiais e outros.
“O módulo de “Glosas e Repasses” da Wareline auxilia os hospitais a organizarem os valores cobrados, recebidos e as glosas, sejam elas recursadas ou justificadas”, explica o responsável pelo módulo da Wareline, Alexon Daniel Siqueira. Além disso, o módulo também possibilita a análise entre as variações dos valores cobrados e recebidos, dos recursos de glosa, das contas pendentes, não pagas pelo convênio, não enviadas eletronicamente, devolvidas e os pagamentos atrasados. A empresa está trabalhando no processo de atualização do seu sistema para estar em acordo com o TISS 3.0 até o final do ano. 

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