A Anaph, Associação Nacional de Hospitais Privados, anunciou que, embora o prazo de pagamento de recursos por parte dos planos de saúde aos hospitais tenha tido leve queda, o índice de glosas médicas cresceu em 2018.
Segundo a associação, o período esperado para recebimento do valor pelos hospitais privados caiu de 73,03 dias para 70,15 dias, mas o índice de glosas hospitalares no país aumentou de 3,84% para 4,19% de 2017 para 2018, mantendo a crescente — 3,18% em 2015 e 3,38% em 2016.
Os dados comprovam a dificuldade dos hospitais em receberem os recursos das operadoras. E isso impacta negativamente nas operações internas, além de reduzir a receita e desestabilizar o fluxo de caixa.
Há ainda um outro dado entre os indicadores do Sistema de Indicadores Hospitalares Anahp (SINHA) que chama a atenção: 90,97% da receita dos hospitais vieram de recursos administrados por operadoras de planos de saúde em 2018.
Se mais de 90% da receita está atrelada aos planos de saúde e os hospitais sofrem com glosas, como evitar a perda de faturamento com glosas médicas?
Glosas médicas: o que são
Refere-se ao não pagamento, por parte dos planos de saúde, de valores referentes a atendimentos, medicamentos, materiais ou taxas cobradas pelas empresas prestadoras (hospitais, clínicas, laboratórios, entre outros) e profissional liberal da área de saúde.
O que pode ser glosado?
As glosas, de uma maneira geral, acontecem quando as informações sobre um atendimento, que são fornecidas pelo prestador, não batem com o registro de dados do plano de saúde. As principais razões para procedimentos serem glosados são:

Esses são problemas que acontecem com frequência, sendo bastante críticos por gerar perda de tempo, retrabalho, atraso nos recebimentos e prejuízos financeiros.
Como as glosas médicas acontecem?
Existem três tipos de classificação de glosas, que podem ser causadas por erros administrativos, desatualização dos dados, falhas de procedimentos, entre outros fatores:
4 dicas para evitar glosas
Como grande parte das glosas é provocada por falha humana e por falta de conhecimento dos contratos firmados entre operadoras e hospital, elas acabam impactando em uma realidade de retrabalho desnecessário.
Assim, para que não haja perdas financeiras por conta de preenchimentos incorretos ou desatenções burocráticas, é preciso ficar atento a essas 4 dicas:

A falta de capacitação do funcionário é a grande falha de qualquer setor. É preciso que o profissional entenda o que está fazendo, e não somente execute sua função. No caso dos hospitais, ausência de conhecimento técnico prejudica, e muito, os processos internos, gerando dispêndio de tempo e recursos. Um funcionário que fatura um procedimento, por exemplo, precisa saber o que pode ou não ser cobrado e por quê.
Os gestores precisam ter a visão de desenvolver seus profissionais para que eles tenham uma melhor percepção do negócio onde estão inseridos. Ou seja, uma melhor gestão dos recursos humanos e financeiros integrados à tecnologia. Também é necessário um controle interno rígido dos processos, do início ao fim.
Por mais que seja de extrema importância a colaboração de toda equipe de profissionais, uma auditoria interna contribui para que a equipe gestora possa detectar qualquer tipo de erro, até mesmo se ele ainda estiver em processo.

A maioria das glosas acontece por equívocos na hora de preencher os prontuários, em especial na prescrição de medicamentos. Assim, uma solução fundamental para minimizar este problema é a implantação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).
Ele permite reduzir processos manuais e evitar registros ou interpretações equivocadas, além da padronização de dados e processos. Os benefícios do PEP extrapolam a questão das glosas.
Isso porque permite a conferência de prescrição de procedimentos críticos, atendimento mais humanizado, agiliza o processo de autorizações de exames, possibilita anexar informações extras, contribui para personalizar campos, promove a assinatura digital e permite um melhor desempenho para a instituição.

Muitos hospitais não se atentam à importância que é identificar e analisar as estatísticas de glosas informadas e recuperadas. Isso acontece por conta da falta de conhecimento e da não utilização de ferramentas adequadas para controle do processo. Mas é imprescindível uma boa gestão e colaboração de toda equipe para executar o minucioso trabalho do controle de dados.
Quando falamos em sistema de gestão, a ideia é controlar o processo e os fluxos de informações que se desencontram pelo caminho e ocasionam as glosas. Com o nosso Módulo Glosas e Repasses, é possível automatizar os processos internos. Isso permite a integração e a consolidação dos dados de forma eletrônica, o controle dos valores, motivos e quais procedimentos estão em recurso de glosas.
Ele também permite saber quais glosas foram aceitas e as justificativas dentro de um determinado período e por convênio. Isso possibilita aos hospitais analisar o cenário e entrar com recursos administrativos ou até judiciais de recuperação contra as operadoras. Assim, é viável uma melhor gestão de recursos financeiros e o início da recuperação de ativos glosados.
Portanto, contar com um sistema de gestão hospitalar é ter acesso a ferramentas adequadas para minimizar o processo de glosas dos hospitais. Isso porque ele evita lançamentos errados em todas as etapas do atendimento e não apenas no faturamento, já ao final do processo.
Como ele faz isso?

Para que um paciente consiga fazer um exame por meio do plano de saúde, ele precisa de uma requisição médica, o que significa que antes tem de passar por uma consulta.
Um sistema de gestão que realize a digitalização do documento, complemente as informações ou imprima uma via totalmente preenchida da SADT (Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia) economiza tempo do atendimento. Além disso, evita que as informações se percam dentro do fluxo da instituição de saúde, contribui para que não haja desaparecimento da guia e que o procedimento não seja considerado pelo convênio.
Como o BI auxiliar a evitar glosas
Além das 4 dicas citadas, o BI (Business Intelligence) também é uma ferramenta que pode ser aplicada nas instituições para rastrear e monitorar os erros.
A solução fará o monitoramento em tempo real das glosas para ajudar os gestores das instituições a organizarem melhor seus processos e identificar falhas. O BI apresentará relatórios completos por convênio e por setor, com análises dos motivos que levaram às glosas e comparativo por período, valores recebidos e glosados. Tudo para que novas glosas não aconteçam.
Quer saber mais sobre o nosso sistema de gestão e a ferramenta de BI para evitar erros e glosas? Fale com a Wareline! Com o nosso sistema você nunca mais vai ter dificuldade de identificar e analisar as estatísticas de glosas informadas e recuperadas!
Conteúdo atualizado – publicação original em 26/07/2018.