
O Dia Mundial do Doador de Sangue, 14 de junho, foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para aumentar a conscientização da população sobre a importância dessa atitude, além de reconhecer e agradecer os doadores de sangue em todo o mundo.
Também é uma oportunidade de evidenciar os desafios enfrentados pelas instituições de saúde para garantir o suprimento adequado de sangue. Infelizmente, ainda há muitos equívocos que prejudicam a doação de sangue – e é isso que pretendemos mostrar neste conteúdo.
Conversamos com Viviane dos Santos, líder de enfermagem do Hemonúcleo do Hospital Santo Amaro, que nos conta a importância da data, os desafios do setor e nos ajuda a desmistificar equívocos para incentivar a doação.
Há muitas pessoas que precisam de sangue:
Sem doadores voluntários, muitos desses pacientes correm o risco de não receber o tratamento necessário para sua recuperação e sobrevivência. E aí fica o desafio para os hospitais garantirem um suprimento constante e adequado.
“Vivemos em uma constante campanha em nossa rede social e com os acompanhantes de nossos pacientes para que possamos manter o nosso estoque razoável. É primordial que as pessoas entendam a relevância em doar sangue, não somente nesta data, e sim todos os dias”, diz Viviane. O período do frio, por exemplo, é um dos mais críticos, com queda no estoque de sangue.
Infelizmente, a falta de consciência e de informação ainda são entraves para a doação de sangue. Por isso, é muito importante que pessoas e empresas ajudem em medidas que promovam o reconhecimento deste ato que salva vidas. Para Viviane, é preciso sempre reforçar um grande equívoco da população: se a doação é segura.
“A doação não traz danos ao doador. A coleta é feita por profissionais especializados e todo o material utilizado é estéril, descartável e de uso único”, diz a líder de enfermagem.
Você sabia que uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas? E que o nosso organismo já repõe, em um único dia, todo o sangue que foi retirado na doação?
Se o hemonúcleo já tem o desafio de manter os estoques de sangue em níveis adequados, a tecnologia vem para mitigar outras dificuldades: otimizar processos, melhorar a segurança, reduzir erros, minimizar retrabalho e economizar custos. O Hospital Santo Amaro revolucionou seu hemonúcleo com o conecte/w, solução desenvolvida pela Wareline.
“O uso de um sistema informatizado nos ajudou muito. Substituiu os antigos processos manuais, agilizando o nosso tempo de trabalho no hemonúcleo”, diz Viviane. Antes do conecte/w, todos os registros do hemonúcleo do Hospital Santo Amaro eram feitos em livros: da chegada do doador à unidade até o processamento da bolsa de sangue e transfusão para os
pacientes. E estamos falando em:

Com a tecnologia da Wareline, houve mudanças nos três principais processos do Hemonúcleo do Hospital Santo Amaro:
1º) Captação: a equipe da Wareline desenvolveu um modelo informatizado de gestão de entrada dos doadores. A ficha de SADT também foi totalmente informatizada e a triagem passou a ser feita em modelo estruturado com campos pré-determinados e informações disponíveis para geração de Business Intelligence e relatórios de gestão.
2º) Distribuição: com a informatização, o controle de perdas passou a integrar o processo de saídas e baixas de estoque, relacionando com o armazenamento e disponibilidade das bolsas em tempo real.
3º) Armazenagem e rastreabilidade: a Wareline desenvolveu um painel de visualização dos tipos de bolsas disponíveis por lote e rastreabilidade. Com isso, o projeto ficou aderente às normas da Vigilância Sanitária.
A implantação do conecte/w dentro do hemonúcleo do Hospital Santo Amaro trouxe diversos benefícios para a instituição, profissionais e pacientes. E fez com que o projeto fosse contemplado com o 1º lugar no Prêmio de Inovação Wareline.
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