Roberto Luiz D’ávila, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), afirmou que o país tem um número de médicos suficiente para atender a demanda do país, sendo a média dois para cada mil habitantes. Porém, estão mal distribuídos pelo território nacional e pouco mais da metade atua no
Sistema único de Saúde.
D’ávila também cobrou o governo federal pela criação de um plano de carreira capaz de atrair profissionais para áreas de menor cobertura, como o interior do país.
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil: Cenários e Indicadores de Distribuição” revelou que os baixos investimentos e a ausência de políticas públicas de gestão de saúde nas áreas de ensino e trabalho contribuem para a má distribuição dos profissionais no país. Também revelou que apenas 55,5% dos 388 mil médicos do país atuam no Sistema único de Saúde (SUS). A pesquisa foi desenvolvida em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
O presidente do CFM criticou as medidas anunciadas pelo governo, como abertura de novos cursos de medicina e estímulo de médicos estrangeiros, afirmando que elas não vão resolver os problemas. D’ávila defende que a criação de um plano de carreira, com possibilidade de educação continuada e dedicação exclusiva, como a do Poder Judiciário e a abertura de vagas de residência médica para cada aluno formado em medicina são opções melhores.
Para a
Wareline, um sistema de saúde realmente efetivo é aquele que chega a todos os habitantes do país. A adesão ao SUS pela totalidade de médicos é uma necessidade da gestão hospitalar, assim como o remanejamento dos profissionais para os locais que deles necessitam.