
O Hospital Santo Amaro, localizado no Guarujá, é uma instituição filantrópica 100% SUS. Fundada em 1962 e com programa de residência médica, atende atualmente mais de 6800 pacientes por mês, em 28 especialidades. São 214 leitos e cerca de 900 internações/mês.
A agência transfusional, que centraliza todo o estoque de hemocomponentes, é um dos setores essenciais dentro da cadeia de suprimentos da instituição de saúde.
Isso porque o hospital é um dos maiores prestadores de serviço SUS em cirurgias na Baixada Santista e principal parceiro estratégico do SUS na cidade (atende Unidades de Pronto-Atendimento e serviços de hemodiálise). Além disso, desenvolve todo o trabalho de captação de doadores via rede social e telefone da Baixada Santista. Confira alguns índices!

Os números impressionam, ainda mais quando consideramos que o hemonúcleo operava TODOS os seus processos manualmente até novembro de 2020. Esse cenário começou a mudar com a implantação do conecte/w, o sistema de gestão hospitalar da Wareline. A unidade conseguiu reduzir o tempo de pré-triagem, ganhou agilidade e, principalmente, melhorou a rastreabilidade (entre outras vantagens).
Para comemorar o Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho, vamos trazer mais detalhes do case do Hospital Santo Amaro, que foi apresentado na 32ª edição do Congresso Fehosp pelo Gerente Comercial da Wareline, Raphael Castro D’Oliveira, e pela coordenadora do hemonúcleo do Hospital Santo Amaro, Viviane dos Santos. Acompanhe neste conteúdo!
Antes do conecte/w, todos os registros do hemonúcleo do Hospital Santo Amaro eram feitos em livros: da chegada do doador à unidade até o processamento da bolsa de sangue e transfusão para os pacientes. Estamos falando de diversas etapas e informações. Entre elas:

Ao final de cada mês, a enfermeira responsável ainda coletava todas essas informações e criava relatórios no Excel. As bolsas de sangue também eram identificadas manualmente, com canetas esferográficas. Como esse material poderia comprometer o hemocomponente e trazer riscos de contaminação ao ambiente, o hospital era constantemente notificado pela Vigilância Sanitária.
Quando uma auditoria da Vigilância Sanitária identificou alguns pontos de atenção quanto à rastreabilidade, a Wareline foi acionada para iniciar um plano de mapeamento dos processos existentes. “Assim, conseguimos identificar qual solução tecnológica possibilitaria uma distribuição integrada dos hemocomponentes e seu devido controle”, conta Raphael.
Em novembro de 2020 teve início a implantação do conecte/w, o sistema de gestão hospitalar da Wareline — e que foi concluída em 60 dias. Houve mudanças nos três principais processos do hemonúcleo do Hospital Santo Amaro, que são detalhados por Raphael.
O processo consiste em fazer o cadastro do doador, ficha de SADT (Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico), pré-triagem e triagem dos doadores.
Antes da informatização, a informação de cadastro de doador era feita em modelo não estruturado. A coleta e a ficha de SADT eram identificadas manualmente e a triagem ocorria de forma manuscrita em papel, dificultando a geração de dados para gestão.
Envolvendo os setores estratégicos da unidade, a equipe da Wareline desenvolveu um modelo informatizado de gestão de entrada dos doadores. A ficha de SADT também foi totalmente informatizada com os dados já importados da solicitação.
Além disso, a triagem passou a ser feita em modelo estruturado com campos pré-determinados e informações disponíveis para geração de Business Intelligence e relatórios de gestão.
Viviane conta que a equipe gastava em média 5 minutos para a pré-triagem, entre escrever e realizar o hematócrito. Com o sistema da Wareline e obtenção de novo equipamento, hoje é feita em no máximo 2 minutos.
Ou seja, com o mesmo tempo de uma pré-triagem de antigamente, hoje são realizadas duas ou mais.
Esse processo consiste em saídas de transfusões, entradas de bolsas, estoque de bolsas por tipo e notificação de perdas. O controle de perdas era demorado, por também ser feito por livro físico. Todo o processo era realizado de forma manual e não oferecia rastreabilidade automatizada.
Com a informatização, o controle de perdas passou a integrar o processo de saídas e baixas de estoque, relacionando com o armazenamento e disponibilidade das bolsas em tempo real.
Nesse processo há a identificação de bolsas (etiquetas) e rastreabilidade por lote e tipo. O modelo de identificação de bolsas não oferecia automação das leituras de dados no produto, bem como rastreio dos mesmos. Exigia trabalho manual dos gestores, o que levava tempo, poderia gerar erros e consumia recursos.
O grande motivador de todo o projeto era obter rastreabilidade de forma automática dos hemocomponentes em estoque na agência transfusional. Então a Wareline desenvolveu um painel de visualização dos tipos de bolsas disponíveis por lote e rastreabilidade.
Os estoques passaram a ser acompanhados em tempo real com maior número de dados e informações relevantes aos serviços atendidos pela agência transfusional. Além disso, houve personalização de etiquetas com padrão internacional tanto para as coletas de doações quanto para saídas de transfusões.
Com isso, o projeto ficou aderente às normas da Vigilância Sanitária.
A implantação do conecte/w dentro do hemonúcleo do Hospital Santo Amaro trouxe diversos benefícios para a instituição, profissionais e pacientes. Entre eles:

Os resultados obtidos e o viés transformador fizeram com que o projeto fosse contemplado com o 1º lugar no Prêmio de Inovação Wareline. A premiação foi criada em 2022 para reconhecer o trabalho das instituições de saúde que estão transformando o sistema de saúde brasileiro por meio da tecnologia.
Confira o depoimento de Viviane dos Santos, coordenadora do hemonúcleo, sobre o Prêmio de Inovação Wareline e benefícios do conecte/w para a agência transfusional.
Se, assim como o Hospital Santo Amaro, você precisa de um sistema personalizado para a sua instituição, fale com nosso time comercial! Vamos desenvolver, juntos, um projeto que atenda às suas necessidades! Quem sabe o Prêmio de Inovação Wareline 2023 é seu!