O que aprendemos com a Covid-19 para o pós-pandemia?

2020-09-02T10:04:09-03:00 03/09/2020|

Passaram-se meses desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil e da recomendação de isolamento social. Nesse período, o comportamento da população mudou, o home office ganhou projeção, o cenário econômico é de incertezas e as instituições de saúde sentem impactos operacionais e financeiros. E, em meio a tantas dúvidas, muitos profissionais já estão buscando entender como deve ser o pós-pandemia.

 

Não estamos dizendo que já está tudo sob controle, porque os casos de infectados ainda são crescentes e a preocupação constante, mas o prognóstico de uma vacina e o longo período de isolamento social têm feito com que as atividades estejam voltando, aos poucos, ao normal. Ou melhor dizendo, ao “novo normal”, conceito que ganhou força nos últimos meses — e que faz todo sentido. Isso porque a definição de novo normal está associada a uma mudança drástica da sociedade, e não à uma retomada imediata ao status anterior. Exatamente o que vai ocorrer daqui para frente.

 

E é pensando nesse “novo normal” que precisamos nos antecipar, prevendo um cenário que irá mesclar aquilo que já fazia parte do pré-pandemia com aquilo que funcionou (e que tem sido necessário) durante a crise sanitária.

 

É hora de reunir equipe executiva e usar a experiência adquirida durante a pandemia da Covid-19 para reconfigurar os modelos de negócios – e até mesmo os operacionais – para uma nova realidade. Sem esquecer de levar em consideração o que tem sido feito e o que tem surtido efeito mundo afora e no Brasil.

 

 

Telemedicina ganha projeção em todo o mundo

 

Durante a pandemia da Covid-19, os meios de comunicação evidenciaram a instalação de hospitais de campanha, a força-tarefa dos profissionais na linha de frente do combate à pandemia, o baixo nível de testagem para a Covid-19 e a falta de infraestrutura e recursos hospitalares.

 

Mas os impactos no setor de saúde foram muito além do tratamento e incidiram em toda a cadeia de atendimento da área da saúde, acendendo alerta para a urgência de uma melhor gestão da cadeia de suprimentos, logística e estoque, bem como para a automatização e parametrização de processos. E nesse cenário ganhou projeção a telemedicina.

 

Mundo afora os números já impressionam: a Teladoc Health, maior serviço independente de telemedicina dos EUA, está adicionando milhares de médicos à sua rede, segundo o Wall Street Journal, e o KRP International da Saúde, um dos maiores provedores de telessaúde da Europa, observou aumento de 200% nos registros. Governos da França, Coreia do Sul e EUA alteraram os regulamentos internos para facilitar o acesso à telemedicina. No Brasil, a prática também foi autorizada.

 

 

No Brasil: telemedicina em prática

 

Após anos de imbróglios, a lei que autoriza o uso da telemedicina no Brasil foi publicada no Diário Oficial da União em 16 de abril e está em vigor, sendo válida enquanto durar a crise do novo coronavírus no Brasil. Mas já há indícios de que iniciativas que vieram agregar ao paciente tendem a ser projetadas para o pós-pandemia.

 

A polêmica ainda existe porque, de um lado, há benefícios como a ampliação do contato entre médicos e pacientes, a possibilidade de acesso a profissionais de referência e a diminuição do deslocamento; do outro, há os riscos ligados à qualidade do atendimento, à confidencialidade da informação e à margem a fraudes.

 

E é levando em consideração todos esses fatores que a Wareline, em consonância com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), tem acompanhado de perto as iniciativas que têm surgido.

 

De maneira geral, as instituições de saúde devem começar a projetar planos para o pós-pandemia com uma redefinição dos seus modelos de negócios. Para ajudar a lidar com esse “novo cenário”, iremos trazer dados relevantes de como o setor de saúde tem sido impactado e de quais estratégias podem entrar em prática daqui para a frente sob a visão de três colaboradores da Wareline. Fique atento nos próximos posts!