Podcast sobre Certificado digital na saúde: especialista fala sobre segurança de dados e como hospitais devem utilizar a certificação a seu favor

2021-06-01T11:31:15-03:00 01/06/2021|

As instituições de saúde tiveram que acelerar — ainda mais! — a automação de processos e os novos modelos de gestão em meio à pandemia.   Digitalizar parte ou todo processo de trabalho foi fundamental para a continuidade dos trabalhos de diversas unidades do país e isso demandou mudanças envolvendo não apenas estruturas físicas, mas cultura organizacional mais voltada para inovação, diferentes modelos de prestação de serviço, em especial no formato remoto, entre tantas outras estratégias.   Como já era de se esperar, para que tudo isso funcione de forma segura, uma das preocupações mais comuns entre hospitais passou a ser segurança de dados — ainda mais considerando que o setor de saúde tem se mostrado alvo em potencial para os hackers.

 

 

Certificado digital na saúde

Considerando tudo isso, os certificados e assinaturas digitais já se tornaram uma necessidade de mercado: trazem mais segurança aos processos e armazenamento de documentos, melhoram a experiência do médico e, consequentemente, o atendimento.   Só que há instituições que estão avançando na questão da maturidade digital e ainda têm algumas preocupações e dúvidas com relação à sua adoção. Por isso, o segundo podcast da Wareline, o ConecteCast, vai tratar desse assunto tão relevante para o processo de evolução das instituições de saúde.   Nosso gerente Comercial, Raphael Castro D’Oliveira, entrevistou o presidente do Conselho Diretor da Safeweb, Luiz Carlos Zancanella, que também é membro do Comitê Gestor da ICP-Brasil. No bate-papo, ele apresenta essa ferramenta, explica qual é o papel da certificação, como funcionam os certificados e qual é a solução mais completa para as instituições. Confira!

 

 

Um pouco de contexto histórico

Zancanella inicia o ConecteCast com um breve histórico da certificação digital no Brasil. Após decreto assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) foi criado para ser um órgão gestor da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, a ICP Brasil. Ao criar a entidade, também regulamentou a validade jurídica do documento eletrônico — desde que assinado com o certificado digital.

 

O que são certificados digitais

Os certificados digitais nada mais são que documentos de identidade para uso no mundo eletrônico, com a característica tecnológica de permitir assinaturas digitais com segurança, autoridade, integridade e não-repúdio. “Ou seja, você tem a certeza de quem é o autor, ele não pode negar e você ainda tem a garantia de que o documento não foi adulterado.”   Com o advento da validade jurídica, o uso de documentos eletrônicos começa a se expandir no Brasil: em transações bancárias, declarações de Imposto de Renda, Nota Fiscal eletrônica, prontuários e receituários médicos, etc. É a perpetualidade da segurança do documento eletrônico, o que no mundo do papel seria mais difícil de garantir.

 

ICP Brasil e os diferenciais em modelos de autenticação

A tecnologia que garante a validade jurídica dos documentos no Brasil segue um padrão internacional de segurança. O papel do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação é definir as políticas e procedimentos que o Brasil deve seguir e validar as certificações digitais por meio da ICP Brasil.   Chamada de autoridade certificadora raiz, a ICP Brasil funciona como um selo de credibilidade e confiança na identificação de certificados e assinaturas digitais e garante toda uma cadeia abaixo dela: as chamadas autoridades de primeiro e segundo nível.   “O certificado digital emitido pela Safeweb, por exemplo, é garantido pela Receita Federal que, por sua vez, é garantido pela ICP Brasil. Ou seja, há uma validade jurídica ratificada por essa cadeia de confiança para garantir que o certificado realmente pertence àquela pessoa física, jurídica ou equipamento”, explica Zancanella.   É isso o que garante que o prontuário eletrônico, o receituário e os atestados médicos foram assinados por determinado médico — e não por outra pessoa.

 

Carimbo de tempo

Para garantir a tempestividade, criou-se as autoridades de carimbo do tempo. São infraestruturas computacionais conectadas ao Observatório Nacional ou ao ITI para validar a data e o horário da assinatura digital. É a segurança que instituições, profissionais e pacientes precisam para garantia de que o documento não foi adulterado ao longo do tempo.

 

Uso para a telemedicina e como facilitador de rotina

A cultura da telemedicina, criada em meio à pandemia, veio para ficar. Por transacionar muitos dados sensíveis, ela é praticamente impossível de acontecer sem a adoção de certificados digitais que legitimem as prescrições clínicas, as evoluções dos pacientes, os receituários médicos e as anamneses, por exemplo. Entretanto, os benefícios da adoção dos certificados digitais também vão para dentro dos hospitais, como um facilitador na área assistencial do paciente, junto ao PEP, para diminuir custos e ter uma economia de processos.   “Comprar um lote de certificados pode ser complexo aos hospitais, mas ele se paga rapidamente. Não só com a eliminação do papel, mas com a vantagem operacional que dá agilidade no manuseio do trabalho. Isso sem falar na segurança em ter vários documentos originais”, diz Zancanella.

 

Diferenciais da parceria Wareline e Safeweb

 

Economia de 40 a 50% ao ano

Esse é o percentual de economia que uma instituição de saúde pode chegar em um ano utilizando uma solução de certificado digital integrada ao sistema de gestão hospitalar. Os números, disponibilizados pela Safeweb, são baseados no histórico com clientes atuais e sinalizam um grande impacto positivo às organizações de saúde. Ainda assim, há unidades de saúde que ainda não conseguiram se adaptar a esse cenário tecnológico. A seguir apresentamos algumas dessas barreiras e por que você pode começar a utilizar um certificado integrado ao sistema hospitalar imediatamente.

 

  • Custos para obtenção de lote de certificados

A primeira barreira geralmente está atrelada ao custo para obtenção de um lote de certificados, mas, como disse Zancanella, o investimento se paga rapidamente. Como o hospital já tem essa despesa com pessoas, papel e guarda dos documentos, ao utilizar o certificado, é possível alcançar reduções entre 40 a 50% em um ano de operação.   Além disso, um dos maiores índices de glosas e rejeição de pagamento por operadoras de saúde é a falta de assinatura do médico. Com um processo integrado no sistema, esse problema acaba porque o profissional tem a opção de assinar digitalmente o documento.

 

  • Aquisição de hardware de segurança

A aquisição de um hardware de segurança poderia ser um dos entraves às instituições para obtenção de certificados digitais. Mas elas não precisam fazer esse investimento se puderem armazenar o certificado contratado na nuvem.   A solução desenvolvida em parceria entre Safeweb e Wareline permite que o certificado de qualquer indivíduo seja armazenado na nuvem porque a Safeweb é credenciada pelo ITI e se tornou uma autoridade como prestador de serviço de confiança.

 

  • Período de guarda do documento

O documento físico precisa ser armazenado pela instituição de saúde hoje por 20 anos. No meio eletrônico, o período não muda. A diferença é que não haverá mais papel, o que incide em economia com impressão, com pessoas que precisem manusear a documentação e com espaço para a guarda desse repositório.

 

  • Tempo válido para emissão de certificado digital

Com a possibilidade de rotatividade de profissionais utilizando os certificados, modelos de negócio em que os hospitais tenham que contratar certificados digitais por no mínimo um ano pode acarretar em prejuízo caso os profissionais se desvinculem da instituição em menos tempo.   A solução da Safeweb em parceria com a Wareline permite um pacote sem limite de tempo mínimo que corresponda ao número exato de médicos: se um profissional se desligar, outro pode ser colocado em seu lugar. Isso faz com que haja previsibilidade com relação à despesa. E não há mais necessidade de processo de renovação.

 

Importância do certificado para o sistema de gestão

Mais do que desmistificar essas questões, é importante frisar a importância do certificado digital para garantir a autenticidade, o não-repúdio e a segurança dos dados transacionados na saúde. “Há um antes e um depois da tecnologia de chaves assimétricas, ou seja, da certificação digital, que permite que você garanta a segurança da informação dentro de um universo inseguro como a internet”, diz Zancanella.

 

E ter o certificado digital integrado ao sistema de gestão hospitalar contribui exponencialmente para melhorar a experiência de uso do médico e agilizar os processos hospitalares. Isso porque o profissional não precisará sair do ERP para assinar o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Ele já está cadastrado pelo hospital para ter acesso à assinatura digital dentro do sistema da Wareline — e com toda a garantia de validade jurídica dos processos através do certificado digital.

 

Quem busca uma solução prática e que se ajuste ao tamanho da instituição, ao porte em termos de quantidade de profissionais e à capacidade financeira, vale a pena saber um pouco mais. Confira esses e outros episódios do ConecteCast!

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