6º ConecteCast celebra o Dia Mundial da Segurança do Paciente

2021-09-23T14:18:03-03:00 17/09/2021|

Muito se fala atualmente em segurança do paciente, assunto mais que necessário — ainda mais em meio à pandemia. Isso porque o conceito está atrelado à redução dos eventos adversos até um mínimo aceitável e os casos complexos e graves da Covid-19 acabaram por tornar um cenário mais propício a eles.

 

É fato: a Covid-19 fragilizou a segurança do paciente. Não somente a doença em si, mas todos os desdobramentos que impactaram na rotina e na gestão das instituições de saúde — inclusive as que não lidam diretamente com casos de Covid-19. Estamos falando na sobrecarga do sistema de saúde, no esgotamento de recursos, em corpo clínico exaurido, em preços exorbitantes de recursos e na falta de repasse/reajuste por parte do governo.

 

Mas há maneiras de minimizar os eventos adversos tanto no momento atual e no que deve vir a ser o pós-pandemia — e muitas instituições já estão atentas a isso. Algumas delas instituíram núcleos compulsórios e específicos para minimizar problemas e falhas, outras foram além e buscaram por ações com foco total na qualidade da assistência prestada e na segurança do paciente. Um exemplo dessas ações é justamente a conquista da Acreditação Hospitalar.

 

O Hospital do Câncer de Rio Verde está entre as instituições que se enquadram nesse cenário. Em 13 de julho de 2021, conquistou a acreditação da ONA nível 1, tornando-se o primeiro — e único — hospital acreditado em Rio Verde, no estado de Goiás, além de ser o primeiro hospital filantrópico da região Centro-Oeste a ter esse reconhecimento.

 

Por esses motivos, e para celebrar o Dia Mundial de Segurança do Paciente em 17 de setembro, convidamos a Superintendente Executiva do Hospital do Câncer de Rio Verde, Iara Alonso, para falar sobre o tema e a acreditação conquistada na 6ª edição do ConecteCast, o podcast da Wareline.

 

Ouça o ConecteCast com Iara Alonso, Superintendente Executiva do Hospital do Câncer de Rio Verde!

 

Como foi o processo de acreditação

O processo de acreditação pela ONA vem desde que o Hospital do Câncer de Rio Verde (HCRV) foi instituído, há quase três anos. “Vemos a acreditação como um processo de melhoria contínua, algo que buscamos para nossa instituição”, diz Iara.

 

O processo foi doloroso e cercado de desafios, mas a recompensa veio em julho deste ano. Agora o HCRV está entre os 5% das instituições de saúde do País que carregam o Certificado de Acreditação ONA, o que é um grande diferencial.

 

Hoje existem 6800 hospitais no Brasil e apenas 326 têm o certificado. Desse total, somente 43 são hospitais filantrópicos, que é o caso do Hospital do Câncer de Rio Verde.

 

É motivo de muito orgulho e também de muita responsabilidade ser o primeiro hospital de Rio Verde e o primeiro filantrópico da região Centro-Oeste a ser certificado. Isso vem para coroar a missão do HCRV em ter um SUS de alta qualidade”, diz Iara.

 

Para a superintendente da instituição, o selo vem também para nortear qual o caminho a ser traçado, para mostrar o diferencial do HCRV e para incentivar e “contaminar” todos os outros parceiros e hospitais da cidade e da região. “O que mais queremos com o selo é mostrar que com esforço, motivação, coragem e determinação é possível chegar lá, mesmo sendo um hospital com pouco recurso, novo e filantrópico.

 

Selo atesta qualidade e segurança do paciente

A acreditação ONA avalia a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada, considerando os recursos disponíveis e sua complexidade.

 

Para a sua obtenção, portanto, foi preciso ter um olhar crítico para o processo em si e não exclusivamente para as pessoas. “Percebemos que temos que verificar os processos e como eles estão sendo realizados e não ficar buscando culpados”, conta Iara. Essas mudanças acarretaram em fluxos mais eficazes e em melhoria significativa na qualidade da prestação do serviço e na segurança do paciente.

 

No Hospital do Câncer de Rio Verde, os pilares para minimizar os eventos adversos envolvem as metas de segurança do paciente. São elas:

  • Identificar corretamente o paciente;
  • Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde;
  • Melhorar a segurança na prescrição, administração e no uso de medicamentos;
  • Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente correto;
  • Higienizar as mãos para evitar infecções;
  • Reduzir risco de quedas;
  • Reduzir o risco de lesão por pressão.

 

A disseminação da cultura de segurança envolve a implantação de práticas seguras e a diminuição da ocorrência de eventos adversos. “Temos a pesquisa sobre cultura de segurança do paciente, fluxo de notificações de incidentes e eventos adversos, ferramentas de melhoria como os rounds na UTI com a equipe multidisciplinar e o safety huddle na internação clínica. Também temos o Núcleo de Segurança do Paciente com componentes da equipe multidisciplinar”, conta Alinne Guimarães de Souza Mendonça, responsável pela Qualidade do HCRV.

 

E a tecnologia foi essencial para implantar algumas práticas e atingir os resultados para a implantação.

 

Sistema da Wareline contribui para a segurança do paciente

A superintendente do Hospital do Câncer de Rio Verde conta que o sistema de gestão hospitalar Conecte/w, da Wareline, foi fundamental para o acompanhamento e desenvolvimento de todos os processos e fluxos cujo objetivo era garantir a segurança do paciente.

 

Além disso, cita um diferencial do sistema. “Acredito que cada hospital tenha um fluxo diferente, então a parceria em fazer desenvolvimento e adaptar as melhorias à realidade da instituição foi essencial.

 

O sistema e seus módulos foram apoiadores de grande valia — e continuarão sendo. Isso porque o HCRV ainda está com suas ações em construção. É um ganho contínuo, uma melhoria que precisa ser constante. A acreditação mostra o caminho a ser percorrido, mas ele é longo. E a Wareline sempre estará se adequando para auxiliar na segurança do paciente e na melhoria da saúde do nosso País.

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