Como trabalhar com os principais indicadores hospitalares a seu favor diante da pandemia da Covid-19

2020-11-25T11:41:53-03:00 26/11/2020|

Pensar em gestão estratégica sem considerar indicadores é incompatível. São eles que apontam tendências, que permitem simular cenários, que ajudam na interpretação dos impactos de ações envolvendo pessoas e processos. Na área da saúde, os indicadores hospitalares cumprem justamente esse papel de proporcionar uma gestão estratégica e segura, possibilitando aos gestores estar bem informados sobre todos os trâmites da instituição, agindo em tempo real para planejar e rever estratégias.

 

A lógica é simples: sem indicadores não é possível prever se o planejamento está tendo real impacto na melhoria dos serviços e na vida dos pacientes. E, sem conhecer esses desdobramentos, fica complexo mitigar erros e garantir o cuidado cada vez mais humanizado aos pacientes.

 

Indicadores hospitalares

 

Diante de tudo isso, é bastante óbvio supor que, quanto mais dados existirem sobre o hospital, mais assertivas e certeiras serão as tomadas de decisões dos gestores. Mas, quando a quantidade de indicadores mapeados é bastante considerável, quais são os mais determinantes?

 

E aí não poderíamos deixar de considerar a pandemia do novo coronavírus, que em 2020 transformou a saúde em todo o mundo. É importante que indicadores levantados junto do sistema de gestão hospitalar possam contribuir com informações estratégicas em um cenário de incertezas que ainda paira sobre o País — e deve perdurar por um bom tempo!

 

Assim, listamos aqueles que entendemos como sendo os indicadores hospitalares determinantes para este momento.

 

 

1) Taxa de ocupação

 

Este é o indicador que mostra como está a capacidade de atendimento do hospital, se há demanda maior que leitos disponíveis ou se há grande quantidade de leitos vazios. É um dos indicadores mais importantes para o desempenho da instituição.

 

Isso porque a manutenção dos leitos traz alto custo e conhecer o perfil de ocupação deles – tipo de leito que é mais usado, qual faixa etária, sexo, convênio que gera mais demanda, etc. — é um diferencial.

 

Em tempos de coronavírus, ter em mãos essa informação é ainda mais determinante. O controle em tempo real da capacidade de leitos — mesmo que seja um adaptado — pode salvar vidas. E é este índice que também indica aos governantes a possibilidade de flexibilização (ou não) do distanciamento social.

 

 

2) Tempo de atendimento e triagem

 

Este indicador mede todo o tempo de atendimento da jornada do paciente, desde sua chegada à instituição de saúde até sua saída, seja por transferência, alta ou óbito.

 

A métrica é necessária para descobrir por quanto tempo o paciente esteve em cada departamento do hospital — o que precisa ser acompanhado de perto durante a pandemia do novo coronavírus por dois motivos.

 

Primeiro, para que seja possível traçar informações no que compete às internações por Covid-19 e que precisam respaldar os órgãos governamentais. Segundo, porque pacientes infectados acabam ocupando os leitos por bastante tempo e geram custo para a instituição de saúde.

 

 

3) Indicadores de internação hospitalar

 

É este indicador que possibilita não só mensurar a quantidade de pacientes internados, mas trazer dados referentes às motivações da internação, tempo médio de permanência e previsão de alta.

 

Com a pandemia do novo coronavírus, o indicador de internação hospitalar permite uma visão macro de todos os pacientes que estão no hospital e, consequentemente, maior controle dos tipos de internação, prováveis linhas de atendimento e de medicamentos a serem administrados. Essas informações contribuem para que profissionais e administradores tenham uma melhor noção da taxa de permanência, dos leitos disponíveis e ocupados e também dos custos gerados.

 

Em UTIs, por exemplo, durante a pandemia, houve uma acentuada procura e, com o tempo de tratamento variando muito caso a caso, aumentou o tempo médio de permanência do paciente neste tipo de leito. Isso fez com que a rotatividade diminuísse. Uma solução para melhorar o acompanhamento dessas demandas é monitorar, por meio de gráficos, o status de ocupação desses setores juntamente com o volume de pacientes em atendimento da Covid-19. Sabendo-se o % dos que evoluem para tratamento intensivo, pode-se traçar uma relação entre o número de casos e a disponibilidade de leitos de UTI para identificar se temos como suprir a demanda.

 

 

4) Faturamento x recebimento

 

A pandemia da Covid-19 trouxe um cenário totalmente inesperado para todas as instituições de saúde — e as transformações tiveram que ser feitas praticamente do dia para a noite. A falta de controle sobre o número de internações – para alguns muito elevados e para outros muito baixos -, o custo elevado de suprimentos e a queda dos procedimentos eletivos impactou no orçamento dos hospitais.

 

Com tudo isso, há instituições que não estão conseguindo fechar a conta entre receitas e gastos e precisam entender onde está a lacuna e quais decisões são mais estratégicas para mudar esse cenário. E quem contribui para trazer dados e basear insights é o indicador faturamento x recebimento.

 

 

5) Rentabilidade – custos x receita

 

Este indicador mostra a capacidade do hospital em gerar caixa, verifica se a receita do hospital está se sobrepondo aos gastos das instituições de maneira bastante prática. Ou seja, é um aliado para a saúde financeira do hospital em tempos de coronavírus, da mesma forma que o indicador faturamento x recebimento.

 

 

6) Estoques e suprimentos

 

Este indicador sempre ajudou a evitar desperdício ou perda de suprimentos pelo vencimento do prazo de validade. Num momento de pandemia, ele também auxilia no controle da necessidade baseada no consumo médio e prazo de reposição dos fornecedores de materiais que são altamente demandados, como EPIs para os times e medicamentos específicos para o combate ao coronavírus.

 

 

7) Indicadores de glosas e recursos

 

Com o cenário de pandemia, a necessidade de caixa para manter as operações somada ao prazo de pagamento por procedimentos executados por operadoras exige que as instituições sejam mais ágeis no processamento e recurso de contas. Com isso, é imprescindível a integração de faturas com o envio e recebimento para um recurso de glosa mais eficaz e rápido.

 

 

8) Satisfação do paciente

 

Por último, mas não menos importante, está a satisfação dos pacientes com os serviços recebidos. As instituições têm que se antecipar e procurar entender as necessidades dos pacientes, que assumiram um papel central no atendimento. E por mais que a pandemia do novo Coronavírus tenha exigido transformações por parte das instituições de saúde, esse não é um indicativo que deva ser negligenciado.

 

 

São estes indicadores que permitem aos gestores tomar decisões estratégicas e com assertividade, ainda mais em um cenário tão incerto quanto o que estamos vivendo agora. Na Wareline, apresentamos uma solução completa que seja capaz de atender às suas necessidades financeiras e expectativas. Fale conosco!

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