Pós-pandemia: mudanças de processos e volta das cirurgias eletivas

2020-09-10T10:54:47-03:00 10/09/2020|

Apesar dos casos de coronavírus ainda estarem em curva ascendente, o longo período de pandemia e a iminência de uma vacina têm feito com que as pessoas voltem, aos poucos, à uma nova rotina. E organizações dos mais diferentes setores da sociedade, sobretudo as instituições de saúde, também já estão antevendo ao período pós-pandemia.

 

Já falamos aqui que o chamado “novo normal” será uma mescla dos modelos de negócios do período pré-pandemia com aquilo que funcionou (e se fez necessário) durante a crise sanitária. E que é preciso se preparar para esse novo cenário.

 

Assim que a pandemia da Covid-19 chegou ao Brasil, a Wareline correu contra o tempo para entender as adaptações necessárias ao seu sistema, e oferecer as melhores soluções em tecnologia às instituições de saúde, colaborando inclusive com a instalação de hospitais de campanha. Estivemos acompanhando de perto e atentos às tantas mudanças desses últimos meses, o que nos garantiu expertise em analisar cenários e vislumbrar prognósticos. Com esse know-how e diante da proximidade do pós-pandemia, iremos trazer dados relevantes de como o setor de saúde foi impactado e quais estratégias podem ser adotadas daqui para a frente. Convidamos três dos nossos colaboradores que são especialistas em TI e Saúde para falar sobre o tema.  O primeiro deles é Octaviano Silveira Filho, gerente de Projetos.

 

 

Isolamento social: novo modo de vida

 

Em meio a incertezas e volatilidade, é preciso pensar em cenários de curto, médio e longo prazo — e não somente no âmbito da saúde. Para Octaviano, o curto prazo está atrelado ao período vivenciado no isolamento social e que deve ser incorporado como novo modelo de vida. As residências têm que ter estrutura de internet para comunicação com o mundo exterior, para o trabalho remoto, para compras pela internet, estudo à distância, etc.

 

Em médio prazo há a liberação parcial das atividades comerciais — o que já começou a ocorrer de acordo com o Plano SP —, mas ainda é preciso parcimônia em querer sair de casa, com uso de máscaras, higiene correta das mãos e distanciamento mínimo entre as pessoas. “No longo prazo, temos a certeza de que a experiência adquirida não deverá ser esquecida e que, no final das contas, aumenta o grau de afastamento de vírus e bactérias em geral.”

 

 

Os principais impactos da pandemia na saúde

 

Mas, para fazer uma avaliação com mais assertividade para esse prognóstico a curto, médio e longo prazo, há que se considerar os impactos da pandemia do novo coronavírus no setor de saúde. E embora o alto índice de contaminação seja o maior impacto, a baixa letalidade da doença é um indicativo de que outros fatores — e enfermidades — não podem ser negligenciados.

 

A taxa de mortalidade, de 3,9%, acaba sendo baixa na comparação a tantas outras doenças já conhecidas. Assim, as instituições precisarão equilibrar as demandas por doenças já conhecidas, inclusive as que tenham sido represadas durante os meses de isolamento, e aquelas que surgiram com o vírus.

 

“A Covid-19 mostrou que a gestão hospitalar deverá passar a se preocupar em ter sempre um plano pandêmico em sua administração, com protocolos já bem definidos e estudados previamente. A informação em tempo real também é algo que deverá fazer parte da gestão hospitalar de agora em diante, tendo em vista a necessidade de se reportar aos órgãos governamentais”, diz Octaviano.

 

 

Experiências com a pandemia irão nortear mudanças e procedimentos

 

A vida no hospital deverá mudar no pós-pandemia, em especial por conta das lições aprendidas durante esse período. A retomada dos procedimentos eletivos deverá acontecer em meio a uma melhoria de processos no que diz respeito aos atendimentos prestados, desde internação a cirurgias. O conhecimento adquirido durante a pandemia deve ser um norte para essas mudanças e melhorias.

 

E quem faz parte do dia a dia dessas instituições também será responsável por incorporar as experiências vividas e contribuir compartilhando seus aprendizados em prol de uma saúde melhor, voltada para a otimização de processos e para o atendimento ainda mais humano. Em meio a tudo isso, o gestor hospitalar ganha mais importância, na medida em que deverá facilitar essa absorção de experiência e fomentar as mudanças de processos. Os pacientes estarão mais conscientes de todos os cuidados, que certamente serão mais rigorosos.

 

Outro fator na saúde que ganhou força durante a pandemia foi a possibilidade de mudança do modelo de remuneração, que atualmente em grande parte das operadoras de planos de saúde segue o modelo fee-for-service, que remunera por serviço prestado. A ideia seria alterar para a remuneração por valor em saúde, na qual o paciente está no centro do cuidado e o prestador recebe pela melhora da condição de saúde dele – e não pelos procedimentos realizados.

 

 

Tecnologia na linha de frente

 

É evidente que as organizações precisaram acelerar a transformação digital diante da pandemia do novo coronavírus. A tecnologia ganhou destaque e agora deve assumir uma nova posição. “Uma pandemia como esta destacou a importância de indicadores e dados em tempo real, que permitam acompanhar o andamento dos atendimentos e tomar decisões ágeis e embasadas. Assim, no caso de sistemas de gestão hospitalar, a expectativa é que os hospitais se utilizem dos seus dados e emitam relatórios com números precisos e gráficos estatísticos”, afirma Octaviano.

 

A Covid-19 também acelerou uma regulamentação para a entrada em vigor da telemedicina. A prática começou a valer em meados de abril e exigiu das instituições de saúde mudanças em seus protocolos e infraestrutura. Os sistemas de gestão hospitalar se tornaram preponderantes para que as teleconsultas acontecessem com garantia da segurança de dados.

 

E apesar de ser válida somente enquanto durar a pandemia, há indícios de que uma nova regulamentação seja aprovada e a telemedicina continue sendo um facilitador no pós-pandemia. “A ideia é que sejam melhorados os processos de agendamento e consultas, bem como as gravações de prontuários. Tudo deverá estar integrado e em tempo real”, finaliza Octaviano.

 

Octaviano está ciente dos novos desafios que a saúde enfrentará assim que a pandemia do novo coronavírus terminar. Assim como os demais colaboradores da Wareline. E justamente por isso a empresa tem trabalhado incansavelmente para oferecer as melhores soluções às instituições de saúde. Já batalhamos juntos na pandemia — e iremos continuar batalhando. Junte-se a Wareline!