Pós-pandemia: como instituições devem se preparar

2020-09-23T09:10:33-03:00 24/09/2020|

A Covid-19 impulsionou mudanças no setor de saúde e exigiu estratégias para o seu enfrentamento, com atualização de protocolos, atenção na assistência e cuidados com os profissionais. Mas e depois que a pandemia passar, como as instituições de saúde deverão se organizar? Quais aprendizados podem ser incorporados? É possível fazer um planejamento a curto, médio e longo prazo?

Foram essas indagações que motivaram a Wareline a suscitar o debate entre seus colaboradores, de modo a colaborar com as instituições de saúde. Em publicações anteriores, apresentamos o ponto de vista dos gestores Octaviano Silveira Filho e Antonio Marcos Oliveira.

 

E a série se encerra com a expertise do gerente Comercial da Wareline, Raphael Castro D’Oliveira, que inicialmente elenca dois tipos de impactos da pandemia na saúde: os operacionais e os financeiros, antes de trazer perspectivas para o cenário pós-pandemia.

 

Impactos operacionais >

Por mais que as notícias sejam predominantemente ruins no que concerne aos impactos da Covid-19 no dia a dia dos hospitais, a adoção de ferramentas online, como a teleconsulta, e o engajamento das pessoas no uso de tecnologias móveis trouxeram um “novo jeito” de se operacionalizar a saúde, um modelo mais conectado e mais barato. “Isso ajuda a amortizar, mesmo que em pequena escala, o alto grau de investimento necessário para combater essa pandemia terrível.”

 

Impactos financeiros >

Pensar que o setor de saúde está imune à crise financeira é totalmente equivocado. Os maiores geradores de receita, a internação clínica e a ambulatorial, não figuram entre os principais financiadores das operações dentro de um hospital.

As cirurgias eletivas, programadas e com equipe pré-determinadas, preservam a saúde financeira das instituições. E esse tipo de procedimento praticamente foi interrompido por muitas operadoras de saúde e pelo SUS.

 

Como o foco é o tratamento de pessoas infectadas com Covid-19 e controle de disseminação, o impacto do caixa será sentido por muito tempo ainda.

 

 

Pós-pandemia e instituições de saúde

 

Tendo em vista suas impressões sobre os impactos da Covid-19 no setor de saúde, Raphael acredita em um período de aprendizado para o pós-pandemia — ou melhor, para o “pré-vacina”, como ele prefere chamar.

 

E o controle de custos será um tema ainda mais relevante, bem como a manutenção dos processos que se mostraram eficientes com o uso da tecnologia substituindo o contato pessoal e trazendo eficiência com menor valor de operação.

 

Raphael apresenta três cenários possíveis para o “período pré-vacina”:

 

Curto prazo: hospitais irão querer retomar suas médias de atendimento, mas, na contramão, as operadoras tentarão preservar seu caixa, cuidando com cautela da liberação de procedimentos eletivos;

 

Médio prazo: haverá preocupação com 2ª e 3ª ondas no setor de saúde e se seus impactos econômicos serão maiores que a 1ª onda de Covid-19;

 

Longo prazo: haverá uma definição de estratégias de recuperação com o avanço de uma vacina a partir de 2021 ou 2022.

 

Independente desse prazo, para que as instituições de saúde estejam preparadas para o pós-pandemia é imprescindível processos bem definidos e custo previsível. “Saber em tempo real o que está acontecendo e tomar decisões rápidas, principalmente em questões que envolvem glosas, autorizações de convênios e custos”, diz Raphael.

 

Tecnologia e processos

 

Há expectativas também com relação ao papel da tecnologia nesse processo. “Espero melhora na questão de infraestrutura das instituições, um maior cuidado com os dados dos pacientes em decorrência da LGPD, além do investimento de grandes players em estudos e pesquisas em segurança de dados. Os desenvolvedores de soluções também passarão a ter uma nova percepção sobre o mercado, impulsionando tecnologias inovadoras para esse novo cenário que se mostra daqui para frente”.

 

E a telemedicina, que foi instituída em caráter de urgência, enquanto a pandemia perdurar, deve se manter como um facilitador. Até porque a tecnologia irá fazer o papel dela que é mudar o hábito e consumo dos pacientes. “O paciente terá mais flexibilidade, podendo optar por ser atendido por um profissional que esteja viajando, por exemplo. O médico, por meio da teleconsulta, poderá ampliar seu atendimento para além das barreiras geográficas. São ganhos importantes e que devem ser mantidos”, reforça Raphael. Para o gerente Comercial, há muitos desafios para isso ocorrer de forma sustentável, mas é questão de tempo.

 

 

Manter parcerias com empresas que anteveem cenários futuros e se preparam para eles é essencial. A Wareline está atenta a todos os prognósticos. Fale conosco!