Em 2020, o parabéns pelo Dia do Médico é ainda mais especial

2020-10-14T09:07:39-03:00 15/10/2020|

2020 foi um ano atípico para toda a população mundial. A pandemia do novo coronavírus trouxe incertezas com relação à sobrevivência, à saúde — física e mental — e à economia.

 

Fez com que mudássemos totalmente nossos hábitos e nos deixou reféns de um futuro ainda incerto. Em 2020, depositamos todas as nossas esperanças nas mãos dos cientistas e dos profissionais da saúde, que tanto têm se empenhado — e se arriscado — em prol de uma saúde mais humana.

 

Diante de tudo isso, não poderia ser diferente: em 18 de outubro deste ano temos ainda mais motivos para comemorar o Dia do Médico e enaltecer a importância desse profissional. E como em 16 de outubro é celebrado o Dia do Anestesiologista, escolhemos esta especialidade para mostrar um pouco sobre o trabalho do médico. Não somente pela data, mas para mostrar o papel que os anestesiologistas têm na vida dos pacientes e nas rotinas hospitalares.

 

Convidamos dois profissionais para falar sobre suas atribuições, o período de pandemia, o futuro da profissão e como a tecnologia tem contribuído com seu dia a dia.

 

É o médico anestesiologista e intensivista Vinicius Goltz de Carvalho Machado, coordenador da área de anestesiologia do Hospital Beneficência Portuguesa e que atua na instituição desde 2011, e a médica Paula Caroline Dal Secco Cintra, anestesiologista há seis anos no HMA – Hospital Municipal de Araguaína.

 

 

Dia do médico: o papel social da medicina e do anestesiologista

 

A medicina oferece aos profissionais a oportunidade de ajudar a população não apenas no tratamento de sua condição física, mas muitas vezes por serem apenas um ouvinte em momentos críticos. Justamente por isso o papel social do médico é de extrema importância, bem como a humanização no trato com o paciente.

 

“Nós, médicos, somos procurados nos momentos de angústia e sofrimento. Cabe a nós escutarmos o paciente, oferecer-lhe acolhimento nas suas dúvidas, preservar a esperança e ao mesmo tempo propor um tratamento adequado para cada situação, usando a balança do emocional e do racional”, diz Vinicius Goltz de Carvalho.

 

E quando a frase mais comum ouvida pelo anestesiologista é “tenho medo da anestesia”, isso se torna ainda mais evidente. Cabe ao profissional dessa especialidade transmitir confiança, apoio e, principalmente, escutar o paciente e suas angústias.

 

 

Os desafios da profissão

 

A pandemia do novo coronavírus valorizou a medicina como um todo e reforçou a necessidade de a população buscar por assistência médica de rotina — e não apenas de urgência. E também acelerou os avanços tecnológicos.

 

Para Dr. Vinicius, o desafio é aliar essa evolução à humanização, tanto da parte dos médicos quanto dos pacientes. E o anestesiologista lida constantemente com essas inovações para garantir mais segurança aos pacientes submetidos aos procedimentos médicos.

 

“A especialidade vem a cada dia ampliando suas áreas de atuação, englobando não só o período intraoperatório, mas os períodos pré e pós-operatório”, diz Dra. Paula. No pré-operatório é feita a consulta pré-anestésica para avaliar o paciente e verificar a melhor estratégia; no pós-operatório, há acompanhamento do indivíduo e tratamento das suas dores.

 

Dr. Vinicius acredita que os profissionais têm conhecimento e formação técnica e humana para enfrentar esses desafios. E avalia que num futuro próximo estaremos juntos da inteligência artificial na condução da anestesiologia para reforçar a segurança do procedimento.

 

 

A contribuição da tecnologia hoje — e no futuro!

 

A tecnologia foi fundamental para os avanços na área da saúde, ainda mais diante da pandemia. Hoje, com a telemedicina, é possível acessar um especialista por meio de teleconferências, o que agiliza até mesmo a tomada de decisões.

 

Os dispositivos móveis, que já são realidade em alguns hospitais, também contribuem para monitorar os dados vitais do paciente à beira-leito e agilizam o atendimento. E há muito mais perspectivas para o futuro.

 

Dra. Paula acredita que, com a tecnologia 5G se tornando operacional ainda este ano no Brasil, a IoT (internet das coisas) será ainda mais realidade e permitirá que os objetos “conversem” entre si. Isso possibilitará um controle mais fino de suprimentos, principalmente na dispensação de medicamentos dentro do hospital, e de aparelhos. “Quanto à Inteligência Artificial, a decisão médica será compartilhada. Hoje vemos ‘máquinas’ como o Watson, da IBM, aprendendo com diversos bancos de dados de hospitais do mundo inteiro. Em um futuro próximo, poderá auxiliar na melhor decisão médica a ser tomada com base na medicina em evidências”, reforça.

 

E a médica anestesiologista completa que, com isso, o médico poderá dedicar tempo àquilo que uma máquina jamais substituirá: a atenção, o carinho e a tomada de decisão junto ao paciente.

 

 

As vantagens de um sistema de gestão hospitalar

 

Mas tudo isso tem que ser alinhado a um sistema de gestão eficiente, que auxilie o corpo clínico no acompanhamento dos pacientes e o gestor na acurácia em relação aos custos de materiais e de recursos humanos.

 

Como coordenador do Serviço de Anestesiologia do Hospital Beneficência Portuguesa, Dr. Vinicius Goltz de Carvalho faz a ponte entre os médicos anestesiologistas e a direção da instituição, tanto técnica quanto administrativa.

 

E diz que a principal vantagem do sistema de gestão é a organização do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que facilita a consulta das diversas informações sem perda de tempo. A ferramenta otimiza e integra as diversas áreas do atendimento multidisciplinar.

 

“Essa organização gera economia tanto financeira quanto de tempo, revertendo em resultados cada vez mais positivos para o paciente”, afirma. Um bom sistema de gestão melhora, ainda, os estudos de planejamento e processos do hospital.

 

A Wareline parabeniza os profissionais pelo Dia do Médico e pelo Dia do Anestesiologista com a promessa de que está trabalhando com dedicação para desenvolver ferramentas que vêm aos anseios da rotina hospitalar e, consequentemente, abram margem para um atendimento cada vez mais humanizado ao paciente.