Dia Nacional do Controle da Infecção Hospitalar: muitas razões para comemorar

2022-05-16T17:39:54-03:00 16/05/2022|

Se a infecção hospitalar é uma das principais causas de mortalidade entre pacientes hospitalizados, imagine quão complexa é a missão dos profissionais da Comissão de Controle da Infecção Hospitalar (CCIH).

 

Eles são responsáveis por fazer a busca ativa e a vigilância das infecções hospitalares entre os pacientes, o monitoramento e controle de surtos, a educação continuada dos profissionais de saúde, o controle de pragas, o monitoramento dos serviços de limpeza e desinfecção, entre tantas outras ações que definem medidas de controle.

 

Têm um papel fundamental dentro dos hospitais, ganharam ainda mais notoriedade com a Covid-19 e são homenageados pelo Dia Nacional do Controle da Infecção Hospitalar (CCIH). Neste artigo, conheça um pouco mais sobre a rotina e os desafios desses profissionais.

 

Infecções geram impactos aos hospitais

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 14% dos pacientes internados em hospitais no Brasil morrem por causa de infecções, o que corresponde a cerca de 45 mil brasileiros por ano. Esse porcentual de mortalidade, bem como os impactos em custo da assistência e tempo de internação, faz com que o risco de infecção hospitalar seja motivo de monitoramento constante dentro dos hospitais. As medidas de prevenção são necessárias, porém desafiadoras.

 

Para o médico infectologista Eduardo Leite Crocco, da Santa Casa de Sorocaba, um dos principais desafios está em manter as equipes envolvidas e estimuladas nas ações de assistência que têm relação direta com riscos de infecções. A médica infectologista Stephanie Berriel Crocco, que integra a equipe da CCIH da Santa Casa de Sorocaba, exemplifica algumas dessas ações: a higienização das mãos, que é essencial no cuidado com o paciente, e o controle do uso racional de antibioticoterapia.

 

Outro desafio é a adoção, por parte das instituições de saúde, de medidas para que diminuam os casos de sepse. Para reverter esse quadro, a enfermeira Lidiane Castro Figueiredo, da CCIH do Hospital Vila São Cottolengo, em Trindade (Goiás), ressalta a importância da comunicação entre setores, de investimentos em formação e educação permanente, da adequação às estruturas hospitalares e de aportes financeiros na saúde.

 

“Nós aqui da Vila buscamos sempre adequar e conscientizar a todos por meio do conhecimento, fazendo com que os envolvidos na assistência compreendam toda a dinâmica na qualidade do cuidado, pois é imprescindível para evitarmos danos aos nossos pacientes”, conta.

CCIH da Vila São Cottolengo e da Santa Casa de Sorocaba

 

Na Vila São Cottolengo, o setor é composto por um time multidisciplinar que atua no processo que envolve o controle e a redução das infecções hospitalares. Há representantes do corpo médico, da equipe de enfermagem, da farmácia, laboratório, higiene e limpeza, além de Lidiane e uma técnica de enfermagem, que são responsáveis pela execução das atividades.

 

O controle das infecções é feito por meio de um planejamento de ações denominado Programa de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PCIRAS), que contém todas as estratégias, metas e ações que serão promovidas no decorrer do ano para a redução de infecções.

 

Na Santa Casa de Sorocaba, o setor orienta para prevenção de infecções relacionadas à assistência por meio de protocolos, treinamentos e acompanhamento de casos. Participa de visitas nas UTIs e supervisiona setores no que diz respeito ao controle da infecção — como higienização das mãos e uso de EPIs corretos em leitos de isolamento. Além disso, dá suporte na escolha e na dosagem de antibioticoterapia.

 

Coordenada por Dr. Crocco, a equipe multidisciplinar da CCIH da Santa Casa de Sorocaba conta com seis profissionais: três médicos, duas enfermeiras e uma auxiliar administrativo. “Desde minha chegada à equipe, em 2018, conseguimos implantar mudanças e ajudar também na melhoria do serviço. Quando falamos de atendimento hospitalar, somos todos importantes: médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, além de todos os serviços como higiene, recepção, laboratório, farmácia. O melhor resultado aos pacientes vem do empenho e atuação em conjunto de todos os setores”, conta o médico infectologista.

 

Da pandemia da Covid-19 para agora

 

Lidiane explica que, quando se fala em infecção hospitalar, há a chamada tríade epidemiológica: hospedeiro, agente e ambientes propícios para a ocorrência das infecções. “Nossos vilões se resumem no ambiente em que se encontra o paciente e os profissionais acabam sendo os principais vetores que levam os microrganismos.”

 

Por isso, a pandemia da Covid-19 trouxe tantas mudanças para o setor hospitalar. A médica infectologista Stephanie Berriel Crocco conta que, durante os meses mais críticos, a CCIH da Santa Casa de Sorocaba teve que se reestruturar para suprir os novos setores pelo aumento do volume de pacientes e porque esses portadores de doenças infectocontagiosas demandam maior suporte de precauções de isolamento.

 

“E ainda vemos o surgimento de bactérias multirresistentes nestes setores por diversos motivos, como o não cumprimento correto das precauções e o uso indiscriminado de antibióticos”, conta Stephanie. Todos esses cenários exigiram mudanças nos protocolos.  Conforme os profissionais iam ganhando mais conhecimento sobre a transmissibilidade da doença e sobre como ter uma terapêutica mais eficaz, novas adequações tinham que ser feitas.

 

“A pandemia deixa como legado muitos aprendizados. Em termos de controle de infecção, nos mostrou o quanto as precauções de isolamento são indispensáveis”, diz Stephanie.

 

Como o aumento das infecções hospitalares é multifatorial e está relacionado às condições de trabalho, conscientização dos profissionais às práticas corretas, ausência de recursos, etc., o cenário de disseminação da Covid-19 contribuiu em dois aspectos positivos: no aumento da credibilidade e valorização dos profissionais envolvidos no controle de infecções e na divulgação de que medidas simples, como lavar as mãos, salvam vidas.

 

Módulo CCIH da Wareline traz dados apurados

 

Para auxiliar a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar na gestão de aplicações das rotinas, a Wareline possui o módulo CCIH, que está integrado a outros módulos e disponibiliza, em relatórios, as taxas de infecção e outros indicadores apurados.

 

O sistema é utilizado pela Santa Casa de Sorocaba e pela Vila São Cottolengo.

 

“Com o módulo CCIH consigo ter uma visão quantitativa. De forma rápida e com simples acesso, tenho os dados necessários dos pacientes, consigo analisar as principais infecções, os exames e resultados. É muito eficiente e de fácil de compreensão”, diz Lidiane, da Vila São Cottolengo.

 

Stephanie diz que, por meio do Módulo CCIH, é possível acompanhar os antibióticos usados pelos pacientes, bem como o aparecimento de agentes multirresistentes (registrados pelas equipes de enfermagem no sistema). Isso possibilita à equipe de controle de infecção hospitalar caracterizar surtos e implementar medidas de controle.

 

 

 

“O módulo traz informações de extrema relevância sobre dispositivos invasivos, medicamentos e anotações dos profissionais que realizam atendimento”, finaliza Dr. Crocco.

 

 

 

De um lado, o corpo clínico ganha com a rapidez da informação, com a praticidade e a facilidade em obter dados e precisão; do outro, o paciente ganha com a assistência mais qualificada.

 

APP Higiene e Limpeza da Wareline contribui para controle

 

O APP Higiene e Limpeza é outra solução da Wareline criada para simplificar a rotina dos hospitais. Por um smartphone é possível organizar e distribuir com facilidade as tarefas para os profissionais de limpeza das dependências da instituição de saúde.

 

Entre as suas funcionalidades estão:

 

– Programação: ajuda a definir e consultar quais serão as datas e horários previstos para que os profissionais de limpeza se organizem e se direcionem para os locais delimitados;

– Tarefas: cria as tarefas das equipes e permite visualizar o detalhamento do que foi e será executado no dia e horário previstos;

– Tarefas eventuais: permite a solicitação de limpeza urgente, que não estava programada;

– Gestão de equipes: permite a criação, edição e inclusão de colaboradores em determinadas equipes a qualquer momento para remanejamento;

– Acompanhamento: supervisores podem acompanhar em tempo real e por gráficos o trabalho realizado.

 

Buscamos oferecer soluções que facilitem a rotina dos gestores e otimizem o trabalho dos profissionais que não medem esforços para promover ações de prevenção e controle das infecções. E que merecem ser parabenizados não só nesse 15 de maio, mas em todos os dias do ano.  Parabéns, profissionais da CCIH!

 

Se você quer saber um pouco mais sobre o Módulo CCIH e, assim, ter mais controle sobre as taxas de incidência e prevalência das infecções, fale com a Wareline!

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