Farmácia hospitalar: departamento estratégico

2019-12-02T11:55:56-03:00 05/12/2019|

A farmácia hospitalar está diretamente ligada aos pacientes e à qualidade do tratamento de saúde, sendo ainda um dos pilares na representatividade orçamentária do hospital. Se o departamento estiver bem estruturado e organizado, resolve grande parte dos entraves administrativos, financeiros e logísticos das instituições de saúde.

 

O gerenciamento da farmácia hospitalar, no entanto, é cercado de desafios: grande volume de informações, materiais de alta complexidade, regulamentações de órgãos públicos, atenção à validade e pressão constante por redução de custos.

 

O farmacêutico responsável por gerir o departamento tem que focar na assistência do paciente e, em paralelo, fazer a revisão constante dos medicamentos e demais materiais a serem utilizados pelos outros setores – sempre atento às validações de prescrições médicas e mudanças informadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Atuar com planejamento e estabelecer padrões que garantam a qualidade e especificação adequada dos produtos, além do armazenamento apropriado, são imprescindíveis para que a farmácia hospitalar seja organizada e não resvale no financeiro do hospitalar. Com objetivo de controlar o estoque, garantir o funcionamento e manter custos dentro do orçamento, o departamento deve seguir alguns princípios básicos, como:

 

Gestão de estoques

A importância da gestão dos estoques – com prazos e quantidades em níveis aceitáveis – está associada ao seu valor monetário. Se, por um lado, o alto volume de estoque implica custos; por outro, a falta acarreta  em riscos para os pacientes. É importante, portanto, manter os custos de cada item atualizados, determinar os níveis de segurança de cada item e manter sistemas de informações organizados e integrados que permitam consultas rápidas e precisas.

 

Programação de compras

Uma boa programação permite estabelecer a periodicidade de compras em função dos níveis de estoques estabelecidos e recursos orçamentários.

 

Classificação de medicamentos

Classificar medicamentos é fundamental para o acompanhamento de estoques. Entre os critérios mais comuns de classificação estão: ordem alfabética, forma farmacêutica e curva ABC, segundo critérios de consumo ou valor.

 

Armazenamento

Necessário para assegurar a qualidade, disponibilidade, segurança e controle dos medicamentos, o armazenamento agrega economia à instituição de saúde e promove segurança ao paciente.

 

Eliminar erros de dispensação de medicamentos

Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), estudos mostram que o desperdício de medicamentos;representa 20% dos custos de saúde. São considerados desperdícios o descarte de medicamentos não utilizados, a não;aderência a tratamentos pelos pacientes, o não uso de genéricos, erros de medicação, bem como falhas de suprimentos para hospitais.

 

Erros na administração de medicamentos em hospitais são frequentes e geralmente;se relacionam com condições de organização e funcionamento da farmácia hospitalar.

 

Uma gestão eficiente da farmácia hospitalar, portanto, é essencial para evitar falhas;com a medicação dos pacientes, reduzir custos à instituição de saúde e garantir o armazenamento seguro de medicamentos.

 

Para alcançar a eficiência no processo de dispensação de medicamentos – que inclui;tanto armazenamento quanto organização e compras – a tecnologia tem sido grande aliada.

 

 

Como aplicar a tecnologia

 

Estudo realizado na Azienda Sanitaria Locale della provincia di Alessandria (complexo italiano;com cinco hospitais e um total de mais de 700 leitos) mostrou que o uso de tecnologia nos serviços das farmácias;da rede hospitalar proporcionou uma redução de 21% em;estoque e 26% em despesas farmacêuticas, além de economia de, aproximadamente, R$ 4 milhões ao ano com tratamentos terapêuticos.

 

A implementação de soluções tecnológicas no gerenciamento de processos é essencial;para o bom funcionamento da cadeia de administração de medicamentos e assistência eficiente. Ciente disso e com foco em inovações de tecnologia em saúde, a Wareline desenvolveu;diversos módulos em seu software de gestão hospitalar para ajudar nesse processo.

 

Os módulos de estoques e compras web são dois exemplos. Em ambos os casos, a aplicação roda na nuvem e o banco de dados fica no servidor do hospital.

 

Com o Estoque Web, há controle de estoques e subestoques de materiais, insumos, bens de patrimônio e compras de serviços. Os indicadores apresentam consumos por centros de custos e por tipos;de produtos, curvas de consumo, balancetes de estoques, sugestões;de compras, volumes de compras por fornecedor/por produto/e por centros de custos.

 

Já por meio do Compras Web, os gerentes conseguem controlar e autorizar, via sistema, o volume/valor das solicitações de compras. O módulo ainda possibilita a automação total do processo de compras, cotações, autorizações e pedidos dos fornecedores.

 

De maneira indireta, outras soluções também contribuem para gestão do custo e da segurança do paciente, como o sistema de checagem à beira-leito e integração com o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).

 

A tecnologia é crucial para o bom gerenciamento e aplicação;de medicamentos e, por sua vez, a farmácia hospitalar é decisiva na eficácia do tratamento. Portanto, poder contar com um sistema capaz de tornar esse departamento mais estratégico é essencial para uma boa gestão — e nós, da Wareline, podemos te ajudar. Entre em contato!