Parabéns aos que têm vivenciado grandes desafios: os infectologistas

2022-04-11T10:33:08-03:00 11/04/2022|

Eles são os primeiros a saberem de um surto ou de um agravo importante que pode impactar diretamente nos protocolos sanitários de um hospital. Também são os responsáveis por apontar melhorias em rotinas para que as unidades de saúde assegurem a excelência em seus serviços. Com papel sempre relevante às instituições de saúde, agora os infectologistas ganharam ainda mais protagonismo diante da pandemia de Covid-19.

 

E não foi para menos. Em poucos meses, estabelecimentos de saúde precisaram rever protocolos para fazer frente à maior pandemia registrada em pelo menos um século. Desde março de 2020, quando a situação extraordinária foi declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), muita coisa mudou na rotina desses profissionais – a quem parabenizamos no Dia do Infectologista, em 11 de abril.

 

Quem assiste ao documentário “Coronation”, disponível em plataformas de streaming, consegue ter a dimensão desse fenômeno. No epicentro da crise, na China, médicos se desdobravam para entender quais os melhores protocolos para evitar a contaminação de uma doença ainda desconhecida. Na medida em que a situação alastrou-se mundo afora, o desafio foi sendo replicado pela sociedade infectologista em todos os países. E no Brasil não foi diferente.

 

Para falar um pouco mais sobre essa nova rotina e os desafios, que vão além da Covid-19, conversamos com dois infectologistas: Dra. Maria Eliza Jacob de Souza, da Santa Casa de Mococa, e Dr. Alcides Poli Neto, da Santa Casa de Sorocaba. Confira!

 

Covid-19 e bactérias multirresistentes: desafios atuais para os infectologistas

 

“Muita coisa mudou, muito aprendemos não só sobre a doença, mas sobre viver e trabalhar”, resume a Dra. Maria Eliza Jacob de Souza, médica da equipe de clínica médica e infectologista da Santa Casa de Mococa, se referindo à pandemia. Se antes sua rotina consistia em percorrer os quartos pela manhã e avaliar ocorrências eventuais de doenças de notificação obrigatória, a Covid provocou uma drástica mudança de paradigmas nesse itinerário.

 

“Inúmeros protocolos foram instituídos no hospital, tanto para assistência adequada aos pacientes quanto para evitar disseminação intra-hospitalar do vírus (para outros pacientes ou para a equipe de assistência). Devido ao gigantesco número de casos que foram internados, o trabalho foi constante para manter a qualidade de assistência e, ao mesmo tempo, a proteção das equipes, com adequação de instalações seguindo as normas de isolamento, supervisão de uso dos EPIs, auxílio à administração no controle de estoques de medicações e insumos e na aquisição de equipamentos”, afirma.

 

O foco, naturalmente, está nos pacientes com quadro mais graves, o que exige um minucioso trabalho de vigilância. E isso não envolve apenas os pacientes com Covid-19, mas qualquer outro paciente internado, sobretudo nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

 

“Os pacientes internados em UTI, particularmente aqueles que necessitam de dispositivos invasivos (intubação, cateter em veia central, sonda para urinar), são os mais suscetíveis às infecções relacionadas à assistência, como pneumonia e infecções da corrente sanguínea. Então, para todo paciente que permanece na UTI por mais de 24h, é aberta uma ficha na qual anotamos os dados e acompanhamos o aparecimento de eventuais infecções”, conta Dra. Maria Eliza.

 

No final do mês, estes dados são resumidos em um relatório transmitido para o Departamento Regional de Saúde (DRS). Mesmo os pacientes que não estão na UTI, mas que necessitam destes dispositivos, também têm ficha aberta. A central de material esterilizado é outro setor que requer atenção especial, porque lá é realizado o processo de desinfecção e esterilização de todo material usado no hospital, inclusive os utilizados em cirurgias.

 

E outro desafio cada vez mais frequente tem sido lidar com bactérias muito resistentes, já adaptadas a diversos tipos de antibióticos. “Diariamente lidamos com o desafio do uso apropriado de antimicrobianos, visto que um dos principais problemas enfrentados pelo infectologista nos últimos tempos é o surgimento de bactérias multirresistentes. Isso implica em aumento de morbidade, tempo de internação hospitalar e, consequentemente, de mortalidade — além do aumento significativo de custos hospitalares”, aponta Dra. Maria Eliza.

 

Infectologistas saem dos hospitais para propagar a informação

 

Desafios também não faltaram na Santa Casa de Sorocaba, conforme relata o médico infectologista Dr. Alcides Poli Neto.  “Primeiro de tudo, tivemos de dar conta de um volume de casos graves simultâneos, raramente visto. Toda a cadeia de suprimentos teve que ser acelerada e toda experiência acumulada teve que ser rapidamente compartilhada”, detalha.

 

“Tivemos que testar ideias com o carro andando: algumas bem-sucedidas, outras não. Reformulamos nossos conceitos de acordo com as necessidades e as novidades que apareciam. Mas o pior que enfrentamos foi o negacionismo e as fake news“, conta. Os infectologistas precisaram, então, sair do seu campo de atuação para ajudar na divulgação do que estava verdadeiramente ocorrendo.  Nunca foi tão importante a participação de infectologistas em programas jornalísticos e congressos científicos, o que ampliou a notoriedade dessa especialidade.

 

Para Dr. Poli Neto, o advento das vacinas foi o grande marco temporal da pandemia, a partir do qual a quantidade de casos graves começou a cair. Entretanto, em sua avaliação, ainda é cedo para asseverar algo com segurança. “Há regiões do mundo com índices de vacinação muito baixos, o que mantém a circulação do vírus alta, e esta circulação alta é fator de risco para novas variantes, de periculosidade imprevisível”, sinaliza.

 

Wareline: desenvolvimento de soluções para contribuir com os desafios

 

O Dia Nacional do Infectologista foi escolhido pela Sociedade Brasileira de Infectologia para homenagear um dos médicos e cientistas pioneiros nesta área no País – o Dr. Emílio Ribas, que nasceu em 11 de abril de 1862. Seu empenho e suas pesquisas incluíram a higiene pessoal e a limpeza urbana na ordem do dia, possibilitando a mitigação de doenças tropicais endêmicas nos séculos 19 e 20.

 

Muita coisa mudou de lá pra cá, sobretudo na revolução tecnológica que ampliou a comunicação hospitalar e o registro de rotinas ambulatoriais e epidemiológicas. A Wareline participou dessa transformação com a criação de sistemas como o módulo de apoio à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Já o APP Higiene e Limpeza simplifica procedimentos e atua diretamente na programação de atividades essenciais para a distribuição de tarefas e a gestão de equipes.

“A tecnologia foi fundamental para o enfrentamento dos desafios. Hoje em dia um hospital não funciona adequadamente sem utilização de um sistema. Os sistemas hospitalares (para nosso hospital, o da Wareline) trazem muito ganho em qualidade à assistência prestada, sem dúvida. Além das vantagens da prescrição eletrônica, que são indiscutíveis, temos a possibilidade de gerar dados que nos auxiliam na adequação de rotinas, detecção de ações necessárias em curto e longo prazo”, conclui a Dra. Maria Eliza.

 

 

São soluções ágeis, que vão ao encontro dos desafios impostos pelos novos tempos – todos enfrentados com profissionalismo e rigor ético pelo profissional que hoje veio para a linha de frente. Parabéns, infectologistas! Contem sempre com a Wareline!

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