Ser mulher na enfermagem não tem (só) a ver com assistência

2022-03-03T13:51:27-03:00 03/03/2022|

Em março, mês no qual se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Wareline dedica um espaço especial em seu blog de Tecnologia e Saúde para homenagear todas as mulheres que atuam com a saúde no Brasil — que representam 65% dos mais de 6 milhões de profissionais da área — e, principalmente, aquelas que desempenham funções mais que essenciais dentro dos hospitais brasileiros.

 

Mulheres que se dedicam aos pacientes, às instituições de saúde e contribuem para melhorar a saúde do nosso País. Enfermeiras, gestoras, profissionais de Tecnologia da Informação, administradoras… mulheres que buscaram seu espaço e fazem (muita) diferença no ambiente hospitalar.

 

Conversamos com seis dessas profissionais sobre vocação, desafios, alegrias e vida pessoal. Nos próximos conteúdos, você vai acompanhar um pouco da história de cada uma delas.

 

Enfermagem: vocação descoberta na adolescência

 

A convidada de hoje atua na primeira área que vem à mente quando pensamos em saúde: a assistência. Uma vocação aflorada em tempos difíceis. Quando adolescente, o pai de Cíntia Carla Mometti se acidentou, o que exigiu um revezamento dela e de sua mãe nos cuidados com ele. “Acho que foi ali que eu descobri o quanto eu gostava de cuidar.”

 

Cíntia passou a atuar como Técnica de Enfermagem, em 2008 se graduou em Enfermagem e hoje é a Enfermeira Responsável Técnica e Gerente de Enfermagem da Santa Casa de São João da Boa Vista. São 20 anos trabalhando em ambiente hospitalar. Vinte anos de alegrias e desafios.

 

Alegria em poder fazer o papel de agregadora — e se orgulhar disso. Cíntia sabe que as grandes ações envolvem várias mãos, se originam da soma de pontos de vistas e ideias diferentes. “É assim que criamos processos e protocolos de trabalho que nos norteiam para uma assistência resolutiva, humana e com qualidade. Asseguramos, acima de tudo, que o paciente que precisou passar por uma hospitalização saia melhorado/curado.”

 

E também de muitos desafios.

 

Os desafios de cuidar, liderar, se autoconhecer e SER MULHER

 

Quem olha de fora sabe que a equipe de enfermagem precisa lidar com desafios diariamente no cuidado com os pacientes. Mas a lista vai muito além do que vemos a olho nu. “A enfermagem, por muitos anos, foi extremamente assistencial. Hoje entendemos que tomamos conta de um negócio chamado hospital e que temos que ter uma visão ampla, que vai além do cuidado ao doente propriamente dito”, diz Cíntia.

 

Em alguns aspectos, ser mulher nessa área é positivo: “somos mais astutas e, às vezes, com jeitinho conseguimos resolver um problema”. Em outros, negativo: “há preconceito na tomada de decisão perante os demais membros da equipe”.

 

Mas o maior desafio para a Gerente da Santa Casa de São João Batista, individualmente falando, está no autoconhecimento: trabalhar suas próprias falhas para ter inteligência emocional na hora de liderar a equipe. E, pensando em dias atuais, ter saúde física e mental estando no olho do furacão.

 

“Tive que me superar pessoalmente para fazer uma equipe inteira, de mais de 300 pessoas, não desmoronar em meio à pandemia da Covid-19”. Cíntia ficou doente, teve que cuidar de si e de toda a sua família — o marido esteve em situação grave. “Mas, graças a Deus, venci.”

 

Venceu a doença, só que a pandemia aflorou um sentimento de culpa com o qual muitas mulheres (injustamente) lidam: o de não se sentir boa mãe. “Procuro estar o máximo que posso com meu filho, mas às vezes, por necessidade, o trabalho vem em primeiro lugar. Na pandemia teve dias que fiz jornadas bem longas de trabalho. É nesses momentos que me questiono.”

 

Do trabalho para curtir a família

 

A jornada de trabalho de Cíntia praticamente nunca fica nas oito horas diárias. São nove, dez… — além de questões burocráticas e imprevistos resolvidos a distância. Quando sai do ambiente hospitalar, ela rapidamente deixa para trás toda a correria e pressa para ouvir o canto dos pássaros e estar em contato com a natureza.

 

Literalmente. Todos os dias. Cíntia mora na zona rural e é lá que gosta de estar com sua família e com seu filho: o “seu figurinha, o seu orgulho” José Augusto, de 6 anos. A prática de exercícios físicos também está entre seus hobbies e a “luta lhe faz bem”.

 

Ela se refere à arte marcial, e nós concordamos indo além: a luta de Cíntia e de todas as mulheres que atuam em prol da saúde brasileira faz realmente muito bem. A todos nós.

 

Wareline: trabalho em prol da (mulher na) Enfermagem

 

A Wareline tem olhar atento para as demandas e desafios diários dos profissionais de saúde. Por isso, trabalha incansavelmente no desenvolvimento de funcionalidades e soluções que representem verdadeiros transformadores — e facilitadores — de rotina. O App de Enfermagem é um deles.

 

O aplicativo funciona de forma integrada ao conecte/w e auxilia as equipes de enfermagem em sua rotina: na checagem de medicamentos, horários e cuidados especiais prescritos pela equipe médica, no acompanhamento de medições clínicas, na transferência de leitos, etc.

 

O resultado é mais mobilidade, aumento de produtividade das equipes, segurança do prontuário digital, humanização e respeito à vida do paciente. Faça parte dos hospitais que contam com o sistema da Wareline!

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