Dia Nacional da Imunização: em 2022, mais motivos para comemorar

2022-06-09T12:30:17-03:00 09/06/2022|

A pandemia trouxe um cenário bastante crítico para a maioria dos hospitais brasileiros. Os desafios, que começaram na assistência, distribuição (e escassez!) de insumos, infraestrutura e inserção de novos protocolos, também chegaram ao planejamento, escala de equipes e, sobretudo, à gestão financeira. A verdade é que a Covid-19 impactou praticamente todas as áreas hospitalares — e de maneira avassaladora. Mas com a imunização iniciada em janeiro de 2021, o cenário começou a mudar.

 

Primeiros a receber a vacina, os profissionais da área da saúde se sentiam mais seguros para trabalhar. A distribuição de equipes ficou um pouco mais facilitada e o avanço da imunização refletiu positivamente em muitos outros fatores para as instituições de saúde. É por isso que, neste 9 de junho, temos muito mais motivos para comemorar.

 

Esse é o primeiro Dia Nacional da Imunização desde que as doses contra a Covid-19 passaram a ser disponibilizadas a todos os brasileiros com mais de 5 anos de idade. Desde que a data foi criada para conscientizar a população sobre a importância das vacinas — tanto para o indivíduo quanto para a saúde coletiva —, talvez seja a primeira vez que conseguimos apresentar resultados imediatos de uma vacinação.

 

Nesse conteúdo, vamos ver como a imunização contra a Covid-19 mudou a rotina de dois hospitais filantrópicos: a Santa Casa de Assis e a Santa Casa de Pompeia, ambos no interior do Estado de São Paulo.

 

 

Imunização contra a Covid-19: O ANTES

 

Santa Casa de Pompeia

 

Quando os primeiros casos de Covid-19 começaram a aparecer e a pandemia foi instaurada no Brasil, as instituições de saúde tiveram que ser rápidas. Na Santa Casa de Pompeia, por exemplo, em três meses foi construída e equipada uma sala de estabilização com cinco leitos, graças à doação da comunidade e de empresários locais. Os governos estadual e federal forneceram os respiradores, que foram fundamentais para salvar vidas.

 

“Tivemos que adequar uma área para montar um segundo pronto-socorro, para atendimentos não Covid, e duplicar a equipe, sendo que faltavam profissionais. Também triplicamos a nossa capacidade de armazenagem de oxigênio para poder suprir o enorme aumento da demanda. Recebemos muitas doações de EPI, álcool 70%, entre outros insumos”, conta o provedor da Santa Casa de Pompeia, Alair Fragoso.

 

Uma novidade que ocorreu na instituição foi a mudança do sistema de gestão hospitalar — sobre a qual falamos na edição 24 da ConecteInfo. Embora a percepção da necessidade tenha surgido antes (bem como a negociação), foi durante a pandemia que o conecte/w foi implantado na Santa Casa de Pompeia.

 

 

“Com o uso do sistema da Wareline, conseguimos melhorar os protocolos e, principalmente, ter números mais precisos para tomada de decisões na gestão do hospital, tanto no controle de medicamentos e materiais quanto no número de atendimentos”, conta Alair.

 

 

Santa Casa de Assis

 

Na Santa Casa de Assis, o sistema já estava implantado há mais tempo — e também contribuiu convertendo dados em conhecimento e otimizando a rotina dos profissionais nesse período que foi bastante turbulento e que a instituição conseguiu superar graças a um planejamento que começou anos antes, com a chegada da atual diretoria à instituição centenária.

 

Com problemas financeiros e estruturais em 2018, os novos gestores da Santa Casa de Assis tinham como missão transformar o hospital em uma instituição gerida como empresa. A austeridade financeira seria um dos pilares e não poderia mais estar desassociada da qualidade dos serviços. Entre as primeiras mudanças estavam as renegociações bancárias, o pagamento de pendências com funcionários e fornecedores e o início de parcerias com empresários, instituições e governos.

 

Tudo isso possibilitou investimentos para uma mudança em toda a estrutura dos atendimentos e da qualidade do serviço prestado — e garantiu um cenário menos crítico em meio à pandemia. “Quando os frutos começaram a ser colhidos, após a construção de um novo ambiente para internações particulares e de convênios privados, em meio à reforma de toda a ala de atendimentos SUS e com parceria firmada com o curso de Medicina da FEMA (Fundação Educacional do Município de Assis), chegou a pandemia”, conta a Profª. Dra. Telma Gonçalves Carneiro Spera de Andrade, provedora da Santa Casa de Assis.

 

Como todo o sistema de saúde entrou em colapso, os desafios foram se acumulando para a Santa Casa de Assis. Além dos 12 municípios referenciados, a instituição passou a atender cidades das regiões de Ourinhos e Marília, arcando com grande parte da compra de insumos e demais equipamentos.  Entre abril de 2020 e abril de 2021, foram internados 680 pacientes nas alas Covid-19.

 

E, se os serviços aumentaram, os gastos também. Só em 2021, na UTI Covid-19 a taxa de ocupação média foi de 86,5%, com um gasto médio real por paciente no valor de R$ 2.365,93/dia. “A situação financeira da instituição só conseguiu se equilibrar graças aos frutos plantados pela gestão nos últimos anos, que se recusou a deixar a Santa Casa de Assis padecer nas dificuldades que enfrentava e, com trabalho sério e gestão responsável, alavancou a níveis exponenciais a qualidade dos serviços, devolvendo a credibilidade e permitindo ter condições para enfrentar o cenário mais adverso que teve em toda sua história”, diz a Profª. Dra. Telma.

 

E é por tudo isso que os gestores viram a imunização contra a Covid-19 como motivo de muita comemoração.

 

Imunização contra a Covid-19: O DEPOIS

 

Uma das profissionais da Santa Casa de Assis foi a primeira a receber o imunizante contra a Covid-19 na cidade do interior paulista. Em seguida, a instituição se mobilizou para, imediatamente, vacinar os demais colaboradores.

 

Com o tempo, a imunização se mostrou fundamental para diminuir as internações que, no caso da instituição de Assis, chegaram a seu ápice em maio de 2021, com 135 internações no mês.  Dois meses depois, em julho, foram contabilizadas apenas 35 internações, quando o Estado de São Paulo já tinha vacinado 75% de toda sua população adulta.

 

“Os números seguintes se mantiveram sempre abaixo de 30 internações e hoje, em maio de 2022, são apenas 2. Ou seja: os reflexos da vacinação começaram a ser imediatos, com uma relação inversamente proporcional entre número de vacinados e internações”, diz a Profª. Dra. Telma. No entanto, a questão financeira permanece como um desafio para a instituição, já que nem todos os recursos recebidos foram encaminhados para a Santa Casa de Assis.

 

Com o fluxo de pacientes cada vez mais controlado e a necessidade de internação menos recorrente, os gastos com insumos, materiais hospitalares e com a permanência dos pacientes diminuíram. Isso possibilitou que a Santa Casa de Assis pudesse investir seus recursos de forma mais estratégica.

 

Na Santa Casa de Pompeia, o cenário foi parecido. A instituição conseguiu otimizar os recursos com gastos em oxigênio, materiais e medicamentos. Outro fator que Alair Fragoso evidencia é a gestão e saúde das equipes. “Durante a pandemia, diversos profissionais foram afastados pelo vírus, o que prejudicou os atendimentos. Inclusive tivemos um médico que veio a óbito pelo Covid em 2021. Com a imunização, esse cenário, felizmente, mudou.”

 

A importância da imunização: contra a Covid-19 e contra todas as outras doenças

 

Esses dois cenários — antes e depois da imunização contra a Covid-19 — evidenciam a importância da vacinação. “Está mais que comprovado que as vacinas previnem as doenças e os casos graves. Os resultados da vacinação contra a Covid deixaram isso muito claro”, diz Alair.

 

Isso ficou mais claro com a pandemia, mas as vacinas têm se comprovado eficazes há décadas e refletem diretamente na rotina dos hospitais. A varíola, por exemplo, é uma doença erradicada no Brasil devido à eficácia do programa de imunização contra a doença. “Campanhas bem-sucedidas de vacinação levam a uma menor taxa de internações e de problemas decorrentes das doenças. Por consequência, os hospitais, de uma forma geral, podem utilizar seus leitos e espaços para fins diversos e direcionar melhor seus investimentos quando há controle das doenças que já dispõem de imunizantes”, explica a Profª. Dra. Telma.

 

Voltando à questão da Covid-19, que é mais recente, foi a imunização que possibilitou uma mudança de cenário e fez com que as instituições tirassem diversos aprendizados.

 

Alair Fragoso, provedor da Santa Casa de Pompeia

“Há muitos aprendizados, principalmente a necessidade de nos reinventarmos a buscar soluções para um problema que ninguém tinha conhecimento e nem tínhamos ideia de como resolver. Em momentos de ‘guerra’, a união de toda a comunidade para ajudar na superação foi essencial. Somente com a colaboração de profissionais e da comunidade conseguimos passar por esse desafio.”

 

Profª. Dra. Telma Gonçalves Carneiro Spera de Andrade, provedora da Santa Casa de Assis

“A principal lição é que não se deve esperar chegar uma crise ou adversidade para começar a se preparar para o futuro. A pandemia evidenciou nossa capacidade de enfrentar desafios e possibilitou oportunidades de crescimento para a instituição. Alguns fluxos implantados com certeza permanecerão nesta nova fase. Afinal, mais do que se adaptar, foi preciso se reinventar e, durante o processo, houve alguns ganhos enormes: a digitalização de dados em alguns setores, a telemedicina e o compartilhamento de experiências online.”

 

E agora, o que podemos esperar?

 

Os aprendizados e lições da pandemia deixaram as instituições filantrópicas mais preparadas para o futuro. E com mais afinco em crescer de maneira sustentável — e com responsabilidade. Na Santa Casa de Assis, por exemplo, está em construção o Centro Avançado de Oncologia e a UTI Neonatal e Pediátrica, bem como o credenciamento dos serviços de alta complexidade junto ao SUS, como a Cardiologia.

 

“A Santa Casa de Assis alçará voos ainda maiores, sem se desvencilhar dos seus pilares de responsabilidade fiscal, ética, transparência e compromisso com a vida que preparam a centenária instituição para qualquer cenário que vier a enfrentar”, diz a provedora da instituição.

 

E assim como nesses últimos anos e no presente, a Wareline pretende estar junto à Santa Casa de Assis e à Santa Casa de Pompeia no futuro. Fazendo com que a tecnologia seja sempre usada em favor da instituição, com foco na saúde financeira, no atendimento de qualidade e na segurança do paciente.

 

Que possamos comemorar datas como o Dia Nacional da Imunização com a certeza de que estaremos juntos em todos os desafios — e conquistas! Seja você também um parceiro da Wareline!

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