A importância de uma gestão de custo do paciente em cenários de incerteza

2020-10-27T09:23:38-03:00 29/10/2020|

Durante a pandemia, os hospitais tiveram que se adequar à realidade em que as internações por Covid-19 significam um tempo de permanência maior e exigem mais cuidados com o paciente. Soma-se a isso maiores gastos com EPIs e insumos como máscara e álcool, para minimizar a possibilidade de contaminação por parte  das equipes multidisciplinares que fazem os atendimentos. Muitos hospitais tiveram ainda que reformular sua estrutura ao criar setores específicos para tratar a doença, além de adquirir aparelhos sob preços altos para atender a demanda de internações. A interrupção de procedimentos eletivos também teve forte impacto na receita hospitalar, houve diminuição de exames e da própria demanda para outros atendimentos que não os atrelados ao coronavírus.

 

Tudo isso tornou ainda mais desafiadora a gestão de custos de um hospital, que já era bastante complexa. E exigiu uma nova dinâmica por parte dos gestores. As incertezas a que as instituições de saúde estão sujeitas atualmente faz com que controlar custos seja imprescindível.

 

Falamos aqui que, com a transformação no cenário econômico, é preciso pensar em uma nova gestão de custos hospitalares, com gasto inteligente e saída para a escassez de recursos.

 

Para que isso seja possível, é determinante o controle de custos do paciente. Ele precisa ser acompanhado de perto porque a pandemia ainda está em fase ascendente. Ou seja, a demanda de recursos para tratamento pode se prolongar, bem como as incertezas dos custos assistenciais da nova doença.

 

E como os pacientes fazem parte de um fluxo de produção ao longo das atividades operacionais, por meio do custo do paciente é possível alcançar outras vertentes, como o custo por procedimento hospitalar, o custo por especialidade médica, o custo por contrato (convênio médico), o custo por profissional, entre outros.

 

 

Os impactos da pandemia no custo do paciente

 

Se a pandemia impactou a gestão de custos hospitalares, também trouxe consequências consideráveis no custo do paciente. E se antes alguns gestores não davam a atenção merecida ao controle de gastos e comparativos de receita, essa situação mudou. Encontrar ferramentas adequadas para monitorar o controle de gastos do hospital, em especial com o paciente, tornou-se primordial.

 

Para o Gerente de Contas da Wareline, André Oliveira, uma boa gestão de custos passa por duas principais práticas:

  • Controle efetivo das contas de custo do paciente com dados confiáveis;
  • Verificação contínua dos indicadores de despesa e receita das contas de custo do paciente.

 

De acordo com o profissional, esta é a única forma de identificar pontos frágeis e realizar as cobranças de acordo com o consumo dos pacientes, a fim de que não haja perda de receita.

 

A pergunta da vez é: como colocar isso em prática? A tecnologia, mais uma vez, é uma grande aliada na gestão de custos hospitalares. Por garantir acesso a indicadores que poderão balizar gestores a criar cenário de curto, médio e longo prazo, ela contribui para a gestão de custo do paciente.

 

“Utilizando-se da tecnologia, os gestores devem trabalhar com os comparativos de receita e despesa das contas. Um bom software de gestão hospitalar fornecerá esses comparativos por centro de custo, especialidade, executante do procedimento, média de permanência, entre outros”, explica Oliveira. São esses indicadores que irão auxiliar o gestor na tomada de decisões para correção de eventuais desvios que geram prejuízo ao hospital e também irão colaborar em negociações futuras para reajustes de valores de serviço prestado. Além disso, irão ajudar na previsibilidade, que será decisiva no pós-pandemia.

 

 

O que esperar do pós-pandemia

 

As instituições de saúde que já fazem uso da tecnologia como aliada na gestão hospitalar certamente estão mais fortalecidas com um histórico de indicadores, além de disporem de um comparativo da vida do hospital. Isso permite com que os gestores entendam de forma mais abrangente a variação de custo x receita das contas de custo.

 

“Agora, quem ainda não contava com a tecnologia, deve estar com uma percepção complicada do cenário atual, justamente por não contar com indicadores de evolução do custo por paciente. E adquirir um bom software de gestão, confiável e bem implantado, pode fazer toda a diferença para as tomadas de decisão — não somente as de hoje, mas as do futuro, no pós-pandemia”, garante o especialista, que acredita que a gestão de custo do paciente após a pandemia do coronavírus será focada na permanência do paciente. “Nunca imaginamos que as internações se prolongassem e que custassem tanto como agora. O que muda é a percepção do gestor, pois os futuros contratos devem prever esse tipo de situação”, diz André.

 

Um software de gestão eficaz pode dar ao hospital dados consistentes para montagem de contas de custo do paciente. “A Wareline desenvolveu o módulo Custo Paciente, que integra o seu sistema e faz um comparativo do custo com a receita da conta no sistema de AIH (Autorização de Internação Hospitalar) para os pacientes do SUS e no sistema de faturamento para convênios e particulares. Há ainda outras particularidades que ajudam na melhor gestão de custos agora e no pós-pandemia”, conclui.

 

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