Como otimizar equipes na saúde melhorando o atendimento

2021-07-20T13:40:14-03:00 20/07/2021|

A pandemia trouxe novos desafios relacionados ao planejamento, gestão, cuidado e distribuição das equipes na área hospitalar. Isso porque alguns fatores impactaram na rotina dos times, como, principalmente, a escassez dos profissionais e as questões relacionadas à saúde mental.

 

Aqueles que se enquadravam em grupo de risco tiveram que ser afastados e os que atuavam na linha de frente passaram a adoecer em um momento que demandava mais equipe para atender os casos que só aumentavam da Covid-19. Com o decorrer da pandemia, parte dos profissionais foi acometida por sintomas como estresse, estafa e alguns foram diagnosticados com a síndrome de burnout, distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema.

 

Fato é que a pandemia mostrou, então, um importante gargalo na saúde e que agora, mais do que nunca, o olhar para a gestão de pessoas precisa ser ainda mais cuidadoso.

 

Gestores hospitalares por todo o mundo se viram diante de um desafio singular nos últimos meses: como otimizar equipes na saúde sem prejudicar — e até mesmo conseguindo melhorar — a qualidade do atendimento prestado? De que forma equilibrar a sustentabilidade da instituição, com departamentos mais enxutos e produtivos? Neste artigo, apresentaremos alguns caminhos que levam aos recursos e ferramentas ideais para que os departamentos sejam redimensionados e as pessoas estejam em posições-chave.

 

Caminhos para otimizar as equipes hospitalares

 

Na publicação “Lições da Pandemia: Perspectivas e Tendências”, de abril de 2021, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) traz a visão de Mark Britnell, autor do livro “Human: Solving the global workforce crisis in healthcare”, que reflete sobre os números alarmantes de falta de 18 milhões de profissionais em 2030.

 

A edição da Anahp aborda as principais alavancas citadas por Britnell sobre a perspectiva de aprendizados trazidos pela Covid-19 para as instituições de saúde. Falaremos sobre algumas delas a seguir e traremos mais alguns insights importantes para que os gestores otimizem suas equipes.

 

  1. Desenvolvimento de novas competências

Não é de hoje que a capacitação é fundamental para o desenvolvimento e engajamento da equipe — e os gestores têm papel decisivo nisso. Mas, durante a pandemia, novas competências ficaram latentes.

 

Os times tiveram que se organizar de maneira multifuncional e com poder mais distribuído para lidar de maneira mais rápida e eficiente com questões novas e complexas. Só assim conseguiram descobrir novos métodos de tratamento, reduzir os incômodos dos pacientes e evoluir em protocolos clínicos.

 

Essa nova maneira de trabalhar com foco na multidisciplinaridade, além de outros fatores que vieram à tona como profissionalismo e ética médica, novas tecnologias e análise de dados, mostraram a necessidade de revisar o modo de ensino e capacitação.

 

O que se espera para daqui em diante é o desenvolvimento de novas rotinas e competências: equipes menores e ágeis para trabalhar, conexão estreita entre linha de frente e alta liderança, estruturas organizacionais menos hierárquicas, maior interlocução entre todas as áreas do hospital.

 

A pandemia mostrou que não há mais coadjuvantes. Todos são protagonistas e devem se unir para uma comunicação mais efetiva e uma tomada de decisão mais rápida.

 

Bônus: por mais que o futuro demande equipes multidisciplinares e com menos hierarquização, saber encontrar bons líderes ainda é fundamental. Ao dar mais autonomia aos profissionais, fica mais fácil visualizar aqueles que despontam em inspiração, competência, confiabilidade e estão dispostos a ouvir ideias — e também necessidades e anseios dos demais profissionais.

 

  1. Cuidado integral dos profissionais da saúde

A escassez de recursos, a alta demanda por cuidados, a necessidade de rapidez na tomada de decisão e as grandes jornadas de trabalho em meio à pandemia levaram médicos, enfermeiros e demais profissionais da linha de frente ao esgotamento profissional.

 

Agora — e no futuro — as instituições têm que se atentar para tratar todos esses colaboradores que foram afetados, para reconhecer as sequelas emocionais e para evitar que outros cheguem à mesma situação.

 

Cabe aos hospitais acompanhar a saúde dos seus profissionais, fazer uma análise sistêmica e ter ações para garantir que eventos pontuais não afetem a autoestima, o nível de energia e motivação dos profissionais. Entre as ações estão o incentivo no desenvolvimento de habilidades para lidar com o estresse e uma movimentação para melhorar as condições de trabalho.

 

  1. Planejamento estratégico

Um bom planejamento estratégico serve como bússola para direcionar as equipes em ações de curto, médio e longo prazo e fazer com que os colaboradores se sintam parte integrante de um projeto maior.

 

Metas factíveis e mensuráveis contribuem para otimizar as equipes — desde a recepção até o atendimento do paciente, a administração de medicamentos, acomodação, etc. — e ajudam no acompanhamento pelos gestores.

 

  1. Inserção da tecnologia e uso de dados

A tecnologia e a automação já estão associadas a benefícios para melhora da performance e da qualidade no atendimento hospitalar, para redução de custos e aumento da receita. Mas a pandemia as revelou como grandes aliadas frente à crescente demanda por profissionais.

 

Hoje não há mais como pensar em otimização das equipes sem automação de processos e sistemas de gestão, que agilizam e facilitam as atividades operacionais que fazem parte da rotina hospitalar de todas as instituições de saúde.

 

O material divulgado pela Anahp reforça essa lógica: está havendo mais investimento em recursos digitais diversos. Além da Telessaúde, que possibilitou dar continuidade há diversos atendimentos durante a pandemia, outras frentes têm surgido. Seriam três grupos de ferramentas:

 

1 – vinculado ao acesso e à experiência do consumidor e inclui ferramentas digitais para melhorar a experiência do paciente, como o agendamento de consultas online;

 

2 – relacionando à prestação de cuidados, considerando pontos como monitoramento remoto de pacientes, aplicativos de adesão à prescrição, suporte a decisões clínicas e análises avançadas de pacientes;

 

3 – ferramentas digitais oferecendo suporte a área administrativa e permitindo que ela seja mais eficiente, o que considera ferramentas analíticas e de automação que ajudam em itens como efetividade de sistemas de faturamento e suporte de comparação de custos, preços e cobertura.

 

As ferramentas de automação e Inteligência Artificial (IA) também otimizam a jornada do profissional desde a triagem até o cuidado pós-alta hospitalar. A combinação de tecnologia e dados vem como apoio à tomada de decisão e contribui para um processo rápido, preciso e que melhora o fluxo de trabalho de todos os profissionais envolvidos.

 

Sistema de Gestão: facilitando rotinas

 

Nesse contexto, o sistema de gestão hospitalar vem para auxiliar. Ele integra pessoas e processo, pois facilita que os profissionais compreendam sua rotina diária e tenham acesso às informações pertinentes. Assim, eles conseguem acompanhar e avaliar o trabalho com base nos resultados, tomando decisões assertivas e que colaboram para o cuidado prestado ao paciente.

 

Como funciona na prática?
  • Controle dos processos: agiliza e facilita as atividades operacionais que fazem parte da rotina hospitalar, descomplicando processos e permitindo que equipes foquem em atividades estratégicas;
  • Parametrização da solução: atende particularidades de cada instituição, seguindo parâmetros para que se encaixe perfeitamente aos processos desenhados pelo hospital – isso estimula a adesão dos profissionais ao sistema;
  • Dados confiáveis: o registro digital das informações confere mais confiabilidade aos dados que serão utilizados pela equipe, além de minimizar erros em razão de letras incompreensíveis ou perda de documentos;
  • Compartilhamento de Informações: as informações estarão disponíveis aos diversos setores do hospital, o que estimula a cooperação entre as equipes e visão global dos processos, permitindo decisões mais embasadas quanto ao cuidado, investimentos em cada área, compra de materiais e medicamentos;
  • Mais economia: com uma gestão mais organizada e com base em dados confiáveis, o sistema pode contribuir para a redução dos custos da organização. Além disso, ele permite que profissionais e dados atuem de forma conjunta, organizada e com foco em melhor performance.

 

Essas são algumas práticas para direcionar os gestores em busca de uma equipe otimizada e com ótimo desempenho. E contar com a tecnologia e um sistema de gestão hospitalar é um diferencial nesse processo.  Pronto para começar a alcançar esses resultados na sua instituição?

 

Envie sua mensagem via WhatsApp