Visão jovem busca otimizar processos na saúde

Com apenas 26 anos de idade, Renato César Néspoli de Almeida emprega sua visão e seu conhecimento tecnológico em favor da saúde. Gerente de TI da Unimed Votuporanga, ele se formou em sistemas de informações pela UNIFEV (Centro Universitário de Votuporanga), em 2009.
O jovem enxerga em seu trabalho os desafios diários impostos pela informática aplicada à saúde e considera gratificante poder ser o suporte de todas as outras áreas da instituição, contribuindo para a melhoria contínua dos processos.
Sua entrada na área da saúde aconteceu em seu último ano de faculdade, em 2009, quando iniciou um estágio numa empresa que prestava serviços de informática para a Unimed. “Nesse momento deu-se o início da minha trajetória profissional, quando comecei a trabalhar com infraestrutura de redes e servidores. Em meados de 2010, iniciei o suporte ao usuário no sistema da Wareline, e esse foi o momento no qual comecei a ter contato com a informática voltada para saúde”, conta.
A aplicação dos recursos da TI direcionados à busca de soluções para a área da saúde parece ser o caminho escolhido por Renato para construir sua carreira. Prova disso é que ele está cursando pós-graduação em informática em saúde pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e deve se formar ainda este ano.
Para cumprir sua jornada das 8h às 17h30, ele acorda às 7h da manhã todos os dias. Entre suas principais atribuições na Unimed Votuporanga está o auxílio nas questões referentes à TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar). Para Renato, sua principal função na instituição é colaborar para que os setores tenham mais  assertividade em suas ações, reduzindo os retrabalhos por meio do auxílio das inovações tecnológicas. Assim, ele
contribui para a remodelagem e agilidade dos processos. Para ele, a tecnologia, como a empregada no PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), é essencial para que as instituições de saúde disponibilizem informações com segurança ao alcance de todos.
No entanto, para que haja uma melhoria significativa no setor de saúde no país, a tecnologia é apenas um dos requisitos. “Vejo a saúde no Brasil em uma situação de calamidade, de esquecimento. Precisam criar métodos para evitar o desvio de verbas destinado à área. Mais investimentos em capacitação profissional, reajuste da tabela SUS (Sistema único de Saúde) e fiscalização do segmento são necessários. Afinal, as normas são criadas, mas não são seguidas e muito menos fiscalizadas”, opina.
Para ele, as eleições presidenciais deste ano são uma ótima oportunidade para avaliar as propostas criadas para a saúde e, quem sabe, vislumbrar um futuro melhor para a área no país.
Texto publicado originalmente na revista Wareline Conecta – Edição 7 – Julho/2014
2015-01-26T00:00:00-02:00