Um olhar tecnológico sobre o panorama da saúde

Numa época em que a tecnologia aplicada à gestão da saúde já é uma realidade, a função do departamento de TI dessas instituições adquire cada vez mais um papel central. Portanto, quem assume uma posição de gestão nessa área tem uma grande responsabilidade nas mãos. Sendo assim, Leonardo Vizoná de Oliveira, de 32 anos, é um dos protagonistas da Santa Casa de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, pois ocupa o cargo de gestor de TI da entidade.

Apesar da pouca idade, o jovem tem larga experiência, pois já trabalha com Tecnologia da Informação há 17 anos. Atuou na área de TI da Prefeitura de Votuporanga, na Casa de Saúde de Votuporanga e depois foi indicado para assumir o cargo de gestor de TI da Santa Casa de São José do Rio Preto, onde está há quatro anos. Além disso, Leonardo tem um grande espírito empreendedor, que usou para abrir uma empresa que produz sites, sistemas de e-commerce e oferece consultoria em segurança digital. Recentemente criou um novo negócio, dedicado ao desenvolvimento de aplicativos móveis para organizações de todos os segmentos.

Na santa casa, Leonardo é responsável por toda a parte de tecnologia da instituição, incluindo análise de infraestrutura, planejamento de projetos e estratégias alinhadas ao desenvolvimento tecnológico para aprimorar os processos. Sua experiência proporcionou ao departamento de TI o planejamento e desenvolvimento de um conceito, o Business Intelligence, a fim de passar aos gestores uma informação qualificada e indicativa.
Com um emprego fixo e duas empresas sob sua responsabilidade, sua rotina diária é bastante corrida e tem mais horas produtivas do que a maioria das pessoas poderia aguentar. Seu dia começa às 7h, pois o expediente na Santa Casa vai das 8h às 17h. Como acha o período da manhã mais propício para o desenvolvimento das atividades, ele prefere almoçar tarde, das 14h às 15h.
Muitas vezes, quando sai da santa casa, precisa visitar clientes de suas empresas, analisar os projetos em andamento e elaborar propostas para novos clientes, o que faz com que fique acordado até às 4h da manhã. Além disso, ele é sócio em uma doceria que abriu em parceria com sua mãe. Ele é o responsável por organizar as questões publicitárias, fiscais e administrativas do estabelecimento e quando faz isso fica de olhos abertos até às 5h da manhã. Três horas depois, já está na santa casa novamente.
Apesar do ritmo de trabalho na Santa Casa de São José do Rio Preto ser bastante corrido, Leonardo diz gostar do local, pois tem liberdade para elaborar e criar novos processos da maneira que julgar mais conveniente, sempre em acordo com o provedor da entidade. Ciente de seu papel, ele sabe é primordial para auxiliar a santa casa a se tornar referência até 2016, uma meta ambiciosa que também depende da área de TI para se concretizar.
De acordo com Leonardo, a tecnologia pode ser a grande aliada da saúde para realizar uma transformação no setor, para melhor, é claro. Ele considera necessária a criação de uma espécie de base geral com informações relacionadas à saúde de todo cidadão como doenças que já teve, alergias, tipo sanguíneo e outros dados que pudessem agilizar o atendimento médico, principalmente em casos de emergência.
“A tecnologia avança a cada segundo. Cabe a nós, profissionais da área, inovarmos cada vez mais para facilitar, melhorar, gerenciar e proporcionar qualidade no atendimento”, completa.

Texto publicado originalmente na revista Wareline Conecta – edição 4

2013-10-29T00:00:00-02:00