Três mil novas vagas foram criadas pelo setor médico-hospitalar

Um balanço de 2014 realizado pela Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) que congrega três entidades do setor de produtos para saúde, a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), a Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed) e a Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi), revela em detalhes como se comportou o setor em 2014.
Com relação ao comércio internacional, as exportações tiveram um incremento de 7,5% em 2014 em comparação com 2013, alcançando um patamar de US$ 1,1 bilhão, enquanto as importações recuaram 2,23%, totalizando US$ 6,9 bilhões.
Outro dado mostra que a produção nacional de equipamentos médico-hospitalares, se comparado ao ano de 2013, cresceu 8,95%, de acordo com informações da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do IBGE. A mesma fonte também aponta um superávit de 9,04% nas vendas no comércio varejista para artigos médicos, farmacêuticos e ortopédicos.

Preços dos produtos para saúde
No ano passado, os preços de artigos ortopédicos (0,28%) e exames de laboratório (3,93%) tiveram reajustes abaixo da variação atingida pelo IPCA, de 6,41%. Já os preços de hospitalização e cirurgia e os de radiografia foram reajustados em 6,98% e 7,14%, – respectivamente, se comparados a anos anteriores.
Na avaliação do presidente da ABIIS, Carlos Eduardo Gouvêa, o crescimento foi um pouco aquém do esperado, mas mesmo assim, foi bom. “Devemos levar em conta as particularidades do ano passado no qual tivemos a Copa do Mundo e as eleições presidenciais. Além disso, como o setor incorpora, em sua maioria, importadores, as empresas têm sofrido com a variação cambial, em um momento de difícil recuperação de margens”, afirmou.

Empregos
Os dados do CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que foram gerados 3.780 novos empregos diretos nas atividades industriais e comerciais do segmento de equipamentos médico-hospitalares. Um crescimento na casa dos 6,4%, em comparação com 2013.
Vale destacar que o percentual cresce, chega a 7,9%, quando se fala no comércio atacadista de aparelhos odontológicos, enquanto a indústria para equipamentos médicos, odontológicos e ópticos teve um incremento de 7,7% na oferta de vagas.
“O segmento de produtos para saúde tem observado um crescimento razoável quando comparado com outros mercado por vários motivos. Destaca-se o aumento da conscientização sobre o seu importante papel como ferramenta eficaz para melhores soluções aos pacientes, seja no diagnóstico precoce ou mesmo equipamento ou implante mais adequados, por exemplo”, diz o dirigente da ABIIS.

Perspectivas para 2015
Para Carlos Gouvêa, este será um ano de austeridade econômica. Porém, houve uma mudança social no país com uma demanda maior de produtos para saúde. Essas demandas, simbolizadas pelo maior acesso, são conquistas, e não se abrem mão de conquistas sem espernear.
“Além da pressão social, temos como aliados para 2015 a preocupação das pessoas com hábitos saudáveis, alimentação adequada e o diagnóstico precoce com busca de acesso a novas tecnologias. Além disso, o setor mais organizado tem um papel fundamental para buscar sustentabilidade”, finalizou Carlos Gouvêa.

Fonte: Diário da manhã

2015-03-20T00:00:00-03:00