TI, Saúde e Gestão: a fórmula de sucesso de Ana Claudia Lopes

Ana Claudia Lopes tem, em sua formação, conhecimentos imprescindíveis para quem busca uma gestão estratégica para instituições hospitalares. Hoje Administradora da Organização Social de Saúde Santa Casa de Misericórdia de Assis, Ana Claudia percorreu uma trajetória profissional que somou conhecimentos nas áreas de Tecnologia, como Tecnóloga em Processamento de Dados; e em Gestão de Hospitais e Sistema de Saúde. Isso deu a ela uma bagagem bastante significativa como gestora na saúde. “A tecnologia é fundamental, é um dos instrumentos capazes de proporcionar competitividade necessária às organizações, em particular nos hospitais. Ela dá subsídio para tomada de decisões e reengenharia dos processos operacionais. é inviável fazer gestão sem mensurar, sem acompanhar indicadores, sem relacionar o cenário atual da organização, com o passado para prever o futuro”, garante Ana.
Para a administradora, os benefícios da tecnologia aplicada à saúde são essenciais para a melhora do setor como um todo, pois ela incide em ações mais acolhedoras, ágeis e resolutivas, bem como contribui no fortalecimento entre os setores da saúde e os indivíduos. “A tecnologia está em equipamentos utilizados no campo da saúde, como computadores, ultrassom, monitores cardíacos, etc. Está também nas relações estabelecidas: no acolhimento,
no vínculo entre os agentes de saúde e o usuário do sistema de saúde. Não dá pra falar em saúde, sem falar do cuidado, onde as tecnologias favorecem o aprimoramento dos trabalhadores em busca de práticas fundamentadas cientificamente estruturadas em modelos. Enfim, ela está intimamente ligada à saúde, o que proporciona conforto e bem-estar do sujeito de forma sistematizada e organizado cientificamente”, explica, animada.
E essa mesma paixão que ela expõe ao falar da TI na saúde está em suas atividades rotineiras no hospital. “Amo meu trabalho, talvez porque não há rotina; sempre estamos trabalhando com situações diferentes, quer seja no ambiente externo ou no interno. Dessa forma, somos instigados a todo momento a pensar em alternativas de sobrevivência para a Organização. é muito desafiador a cada dia”. E não faltam desafios na rotina da administradora. Desde que começou a atuar na instituição, Ana Claudia foi passando por diferentes áreas e, em cada uma delas, enfrentando situações que fizeram-na aprimorar ainda mais seus conhecimentos em saúde. “Iniciei na Santa Casa como secretária do serviço de Nutrição e Dietética. Em seguida, fui para o Almoxarifado (escrituraria), depois Faturamento (digitadora), Compras (compradora), fui responsável pelo manuseio do sistema de gerenciamento hospitalar e assistente da Administradora, função que antecedeu o cargo de Administradora, que exerço desde 2010”, conta. Para a profissional, a área da saúde por si só é desafiadora, pois a todo momento é preciso ter um olhar forte voltado para a inovação. “Tivemos vários desafios ao longo desses anos e em todos eles sempre trabalhamos em equipe, mas os que mais me marcaram foram os realizados durante o processo que tornou a Santa Casa de Assis uma Organização Social de Saúde (OSS), com a mesa diretora da época. Houve a montagem do nosso Serviço de Terapia Intensiva, desde as negociações para parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, passando pela reforma do espaço, montagem do serviço, até seu pleno funcionamento”, descreve.
Contudo, ela avalia que o maior desafio é o cumprimento do planejamento estratégico, que visa o equilíbrio econômico e financeiro da organização. “Estamos com algumas frentes de trabalho para conseguir atingi-lo; nosso foco é a gestão de pessoas, implementação do sistema de informação utilizado, correções dos processos de trabalho, revisão dos procedimentos e protocolos existentes, incremento de novos serviços e a estruturação de outros, para alavancar a qualidade dos serviços e, consequentemente, a receita. Nós, administradores, estamos comprometidos e trabalhando diretamente no alinhamento dos níveis de gestão com foco no cumprimento do planejamento, uma vez que a vida futura da organização está descrita no seu plano estratégico.”, explica
2017-10-06T16:42:41-03:00