Saúde: presidenciáveis divergem sobre financiamento e Mais Médicos

2014-09-30T00:00:00-03:00 30/09/2014|
A saúde é uma das principais áreas abordadas pelos candidatos durante a campanha eleitoral. Essa área é prioridade para 87,64% dos entrevistados da pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 3.810 pessoas. Apesar disso, os candidatos Dilma Rousseff (PT), Pastor Everaldo (PSC), Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (Psol) não apresentaram em seus programas diretrizes concretas e bem embasadas para a pasta. 

Nesse quesito, Marina e Aécio saem na frente, pois propõem mais de 30 ações para a área. Um exemplo é a proposta para aumentar o financiamento para a saúde com a implementação do projeto de iniciativa popular (PLP 321/13) que prevê 10% da receita bruta do país para a área. O projeto foi criado pelo do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública (Saúde+10), com participação de mais de 100 entidades e assinatura de mais de 2 milhões de pessoas. Essa proposta já tramita na Câmara ao lado de outras que também vinculam percentuais mínimos de investimento do governo para a saúde. 

Mais Médicos

O Programa Mais Médicos é abordado pelos três candidatos com maior intenção de voto. A atual presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, assegura que vai ampliar o programa. Dados do governo mostram que o Mais Médicos levou mais de 14 mil profissionais de saúde, incluindo médicos estrangeiros, para cerca de 3,7 mil cidades do país.
Marina, por sua vez, promete manter os médicos em todos os municípios e “apoiar a elaboração de planos de cargos e salários a fim de estruturar carreiras de Estado para profissionais de saúde”. Aécio, que ocupa o terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, diz que vai aprimorar o programa oferecendo cursos preparatórios para os médicos estrangeiros e realizando o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida). Além disso, o presidenciável do PSDB também diz querer instituir a carreira nacional de médicos. 

Acesso a medicamentos

A ampliação do acesso aos medicamentos é um dos objetivos de Dilma, Marina e Aécio, como constam em seus programas. Os dois principais concorrentes da atual presidente propõem ainda valorizar os laboratórios oficiais de produção de remédios. Está em análise há quatro anos na Câmara uma proposta que cria a Política Nacional de Medicamentos (PL 8044/10). O intuito dessa medida é garantir o acesso das pessoas aos medicamentos, além de incentivar a produção nacional.