São Paulo abre inscrições para premiar hospitais sustentáveis

2013-08-14T00:00:00-03:00 14/08/2013|
A premiação “Hospitais Amigos do Meio Ambiente” está com inscrições abertas. Os melhores projetos de sustentabilidade e preservação são contemplados, seja pela redução do uso de recursos ou de economia em geral. Quem utiliza o PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), uma ferramenta de gestão hospitalar que dispensa a utilidade de papel e colabora para que o hospital seja responsável ambientalmente, com certeza já conhece os benefícios de ser uma instituição sustentável. Confira a notícia abaixo:

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo abriu inscrições para a edição 2013 do prêmio “Hospitais Amigos do Meio do Ambiente”. As unidades de saúde, públicas ou particulares, podem enviar seus projetos até 28 de agosto. A premiação será em 3 de setembro, no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, durante seminário sobre hospitais saudáveis.

Para concorrer, os serviços de saúde devem enviar projetos de sustentabilidade e de preservação ambiental, desenvolvidos e aplicados dentro de suas rotinas de prestação de serviço.

Além de valorizar as melhores iniciativas, a premiação visa, ainda, estimular outros gestores a implantar ações ambientais em duas categorias: “Prêmio Amigo do Meio Ambiente – Destaque” e “Prêmio Amigo do Meio Ambiente – Referência”.

O regulamento completo está disponível no link www.hospitaissaudaveis.org/noticias_ler.asp?na_codigo=29. Os projetos devem ser enviados à Divisão de Meio Ambiente, do Centro de Vigilância Sanitária Estadual, exclusivamente pelo e-mail residuos@cvs.saude.sp.gov.br. Não há limite de inscrição de trabalhos por instituição.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3065-4800.

Premiação de 2012

No ano passado, a Secretaria premiou 15 hospitais, institutos, fundações e autarquias que se destacaram em ações de qualidade ambiental, no ano de 2012. As unidades receberam o selo “Amigo do Meio Ambiente 2012′, um reconhecimento pelas iniciativas e projetos desenvolvidos que visam à preservação ambiental com a adoção de soluções práticas, efetivas e ecologicamente sustentáveis.

Entre os ganhadores de 2012, o Hospital Estadual de Sapopemba, desenvolveu o projeto ‘HESAP de Economia Consciente’, que reduziu em 65% o consumo de papel na unidade e visa, até o final de 2013, atingir a meta de 90%, além de estimular o uso consciente de energia elétrica, água e gás reduzindo gastos e ajudando na preservação do meio ambiente.

O Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, foi premiado em 2012 pelo projeto de uso racional da água, atingindo a meta de reduzir em 10% o consumo na unidade.

Outro hospital condecorado com o selo foi Estadual de Diadema, que apresentou um relatório de sustentabilidade para reduzir o consumo de água e energia elétrica. Além disso, a separação de resíduos do centro cirúrgico diminuiu a quantidade de materiais a serem incinerados, reduzindo a liberação de poluentes.

O Hospital Regional de Cotia também recebeu o selo no ano passado pelo desenvolvimento de uma política de gestão de resíduos químicos, conscientizando os profissionais sobre a importância do descarte correto e do cuidado com o manejo dos resíduos químicos até a destinação final.

O gerenciamento de resíduos, plantio de mudas, redução do consumo de energia e a digitalização de exames são iniciativas que além de colaborar com meio ambiente também renderam ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra o selo de hospital “Amigo do Meio Ambiente”, reconhecimento do trabalho realizado e um estímulo a manutenção das iniciativas e para o desenvolvimento de novas ações sustentáveis.

Já no Hospital das Clínicas da FMUSP o projeto ganhador do selo de 2012 foi da confecção de brinquedos a partir de materiais recicláveis, que ajuda no tratamento dos pacientes como terapia ocupacional e recreativa, além de colaborar com o meio ambiente por meio da reciclagem de materiais.

Outra instituição que recebeu a condecoração no ano passado foi o Instituto de Radiologia do HC-FMUSP, que reduziu o impacto ambiental gerado pelo processo de revelação de imagens radiológicas. Com isso, minimizou a exposição dos trabalhadores aos compostos químicos e reduziu consideravelmente o impacto ambiental advindo desse processo e também reorganizou os procedimentos visando o menor consumo de papel.

Fonte: Revista Hospitais Brasil