Os melhores e os piores estados em indicadores de saúde

 São Paulo – A saúde no Brasil tem avançado nos últimos anos, mas continua preocupante. Os dados disponíveis sobre o tema mostram que nossas taxas de mortalidade infantil continuam altas, e a expectativa de vida é mais baixa que a de países como Chile, Uruguai e Argentina. O acesso à saúde também não vai bem. Temos bem menos médicos e leitos hospitalares do que os alemães ou os japoneses.

Porém, se o quadro nacional já é preocupante, as situações regionais podem ser ainda piores. Os dados de saúde de cada estado deixam evidente como ainda persiste no país a desigualdade entre Sul/Sudeste e Norte/Nordeste. Um dos exemplos está na taxa de mortalidade infantil.

Em todo o país, a cada mil bebês nascidos vivos, 15 morrem antes de completar 12 meses de vida. Se considerarmos a situação em cada estado, veremos que o Maranhão é o último do ranking, com 24,7 mortos para cada mil. Alagoas tem 24, e Amapá, 23,9. Enquanto isso, o estado com a menor taxa é Santa Catarina, no Sul do país, com mortalidade infantil de 10,1 para cada mil.

Quando o assunto é o acesso aos serviços de saúde, o quadro se repete. No Brasil, há 2,35 leitos hospitalares para cada mil habitantes. Na Alemanha, por exemplo, são 8,3 leitos; no Japão, os pacientes contam com 13,4 leitos para cada mil habitantes.

Se o número brasileiro já é baixo, a situação piora quando olhamos a realidade de cada estado. Enquanto o Rio de Janeiro, primeiro no ranking, tem 2,9 leitos, os moradores do Amapá precisam dividir apenas 1,6 leito para cada grupo de mil pessoas.

Confira abaixo quais estados brasileiros oferecem as melhores condições de saúde para seus moradores. Estão disponíveis informações sobre mortalidade infantil, expectativa de vida, despesas per capita em saúde, número de médicos por mil habitantes e número de leitos hospitalares.

Com exceção da taxa de mortalidade e da expectativa de vida, todos os dados analisados nesta reportagem foram compilados no estudo Desafios da Gestão Estadual da consultoria Macroplan. Veja na tabela a seguir as fontes de cada informação:


Santa Catarina – mortalidade infantil: 10,1 por mil
Espírito Santo – mortalidade infantil: 10,1 por mil
Rio Grande do Sul – mortalidade infantil: 10,5 por mil
Paraná – mortalidade infantil: 10,6 por mil
São Paulo – mortalidade infantil: 10,8 por mil
Distrito Federal – mortalidade infantil: 11,2 por mil
Minas Gerais – mortalidade infantil: 12,6 por mil
Rio de Janeiro – mortalidade infantil: 12,7 por mil
Pernambuco – mortalidade infantil: 14,9 por mil
Mato Grosso do Sul – mortalidade infantil: 15,4 por mil
Goiás – mortalidade infantil: 16,2 por mil
Ceará – mortalidade infantil: 16,6 por mil
Rio Grande do Norte – mortalidade infantil: 17 por mil
Tocantins – mortalidade infantil: 17,4 por mil
Roraima – mortalidade infantil: 17,8 por mil
Mato Grosso – mortalidade infantil: 18,1 por mil
Pará – mortalidade infantil: 18,3 por mil
Sergipe – mortalidade infantil: 18,9 por mil
Paraíba – mortalidade infantil: 19 por mil
Acre – mortalidade infantil: 19,2 por mil
Bahia – mortalidade infantil: 19,9 por mil
Amazonas – mortalidade infantil:20 por mil
Piauí – mortalidade infantil: 21,1 por mil
Rondônia – mortalidade infantil: 21,3 por mil
Amapá – mortalidade infantil: 23,9 por mil   
Alagoas – mortalidade infantil: 24 por mil
Maranhão – mortalidade infantil: 24,7 por mil
Fonte: EXAME

2015-03-18T00:00:00-03:00