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ONA lança novo Manual de Acreditação

2018-03-05T11:46:29-03:00 05/03/2018|

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) acaba de lançar a nova versão do Manual Brasileiro de Acreditação das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde (versão 2018), que traz mudanças significativas. O objetivo é apresentar um material mais prático e facilitar o entendimento dos requisitos exigidos para a certificação.

 

Algumas mudanças no manual de acreditação

  • O termo “MA” (Manual de Acreditação) não será mais utilizado;
  • Suas seções e subseções foram reorganizadas a fim de facilitar o entendimento;
  • Duas novas Normas de Avaliação (NA) para diferentes tipos de serviços foram incluídas: NA para Serviços Oncológicos e NA para Serviços de Medicina Hiperbárica.

 

Ao todo o novo Manual traz normas de avaliação para 10 tipos diferentes de serviços de saúde. Ele recebeu a chancela da ISQua (Sociedade Internacional para a Qualidade do Cuidado em Saúde, na sigla em inglês), o que garante que a metodologia e os padrões de qualidade de acreditação ONA são reconhecidos internacionalmente mantendo-a entre as melhores acreditadoras mundiais, e será válida até 2021.

 

Importância da certificação hospitalar

 

Não é novidade dizer que a qualidade deve ser fator imperativo para as instituições de saúde. Nessa perspectiva, a Acreditação Hospitalar representa uma maneira de melhorar os processos internos e garantir a excelência em todos os âmbitos das instituições de saúde, na medida que indica e atesta que elas estão em conformidade com determinados padrões que, entre outros fatores, tornam menos provável a ocorrência de erros e oferecem atendimento melhor e mais humanizado.

 

A aplicação da metodologia do Sistema Brasileiro de Acreditação e do Manual Brasileiro de Acreditação específico, por parte das entidades credenciadas pela ONA, poderá resultar na obtenção de um dos 3 níveis de acreditação.

 

Benefícios da Acreditação

Entre as principais vantagens de uma instituição acreditada estão:

  • Aprimoramento da gestão de pessoas e de recursos;
  • Segurança para os pacientes e profissionais e qualidade da assistência;
  • Redução de custos com processos internos caros e ineficientes;
  • Maior eficiência e efetividade no atendimento;
  • A certificação otimiza e agiliza os processos e cria a cultura de aprimorá-los a cada dia – busca pela melhoria contínua;
  • Os hospitais acreditados possuem linhas de crédito com condições especiais oferecidas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), garantido pela norma 636/2002;
  • As instituições podem negociar com as fontes pagadoras com base em dados relativos à qualidade do atendimento;
  • Elevam a sua credibilidade junto à população e criam um ambiente mais agradável aos colaboradores;
  • Aperfeiçoar a utilização dos recursos financeiros e tecnológicos.

 

Mesmo com todos esses pontos positivos, infelizmente o Brasil ainda tem um número pouco expressivo de instituições acreditadas. Apesar de não existirem dados oficiais, estimativas da ONA apontam que menos de 10% dos hospitais possuem a certificação.

 

Segundo representantes da organização, isso acontece porque os profissionais de saúde costumam ser resistentes a mudanças nos protocolos e processos, o que é natural, mas dificulta o processo de acreditação. A solução seria implantar uma cultura de segurança, com a participação ativa da liderança e de toda a equipe, um trabalho contínuo e multidisciplinar. Também seria preciso mudar a percepção de que a certificação é acessível apenas para instituições de grande porte.

 

Segurança do Paciente

Dos benefícios citados, merece destaque a maior segurança do paciente. Um recente levantamento identificou que menos de 4% dos hospitais do Brasil seguem normas pré-estabelecidas para garantir maior segurança ao paciente.

 

Com o objetivo de aumentar a conscientização de profissionais da saúde e leigos, o Ministério da Saúde (MS) tem se esforçado para criar campanhas com o intuito de mostrar caminhos para uma assistência com menos eventos adversos, que vão desde a simples identificação incorreta de exames ao óbito.

 

A ONA é uma das instituições parceiras nestas iniciativas. Sua metodologia de acreditação de saúde segue padrões reconhecidos internacionalmente, que ajudam as organizações a prestarem uma assistência mais segura, humanizada e de qualidade.

 

Projeto de Lei

O processo de acreditação é voluntário e envolve muitas mudanças prévias nos procedimentos internos da instituição, além de ter data de expiração, prevalecendo por 2 ou 3 anos (dependendo do selo). Depois desse tempo, uma nova homologação será exigida.

 

O PL (Projeto de Lei) 126/2012, de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), tem o objetivo de transformar a acreditação hospitalar em uma obrigatoriedade, tanto para as instituições públicas quanto privadas. O PL, que está em revisão no Senado desde maio de 2013, não determina qual processo será adotado para a avaliação, pois de acordo com o texto do projeto “existem diferentes caminhos que podem ser trilhados na busca da melhoria da qualidade”. Outra questão que não está definida é de quem será a responsabilidade pelo processo de avaliação.

 

Pesquisa traz dados sobre acreditação no Brasil

 

Em 2015, a Wareline desenvolveu uma pesquisa envolvendo mais de 200 profissionais de instituições e portes variados espalhadas por todo o país. Nosso intuito foi mapear como os profissionais de saúde avaliam a acreditação: quais diferenciais eles percebem na certificação, principais dificuldades e empecilhos encontrados. Além disso, foi mapeado o que está sendo feito pelo governo e pela ONA para tornar a acreditação um imperativo para aqueles hospitais que querem oferecer um serviço de excelência.

 

Alguns dados da pesquisa:

 

Infográfico pesquisa

 

Ser certificado é imprescindível para quem busca melhor gestão e atendimento mais humanizado. Saiba como um sistema de gestão hospitalar pode ajudar sua instituição a se tornar acreditada: entre em contato conosco!