O Brasil tem três anos para adaptar-se ao sistema de traçabilidade

Tanto documentos quanto medicamentos devem poder ser rastreados na áreas da saúde para que haja mais controle das ações hospitalares. Nesse sentido, os softwares de gestão hospitalar colaboram muito para essa organização. No entanto, antes que os remédios cheguem às farmácias e instituições de saúde do país, também deverão ser rastreáveis nesse processo. A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) realizará a fiscalização. Saiba mais abaixo:

Segundo anunciou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil terá um prazo de três anos para adaptar-se ao novo sistema de traçabilidade de medicamentos – baseado na Lei Nº 11.903/2009-.

O código que acompanhará as embalagens terá três dados principais: o número de identificação brindado pela ANVISA, a data de validez de seu consumo, e o lote e o número de série que identifica cada embalagem individual.

A modificação contempla o uso de um código Identificador único de Medicamentos (IUM), constituído por um número individual, não repetitivo, de 13 dígitos, que será colocado na embalagem codificada pela Datamatrix e que também será expresso em caracteres numéricos legíveis. O IUM será gerado e gerenciado pela ANVISA.

Mario Abitbol, líder de Desenvolvimento Saúde de GS1 Argentina, afirmou: “O novo sistema de traçabilidade significa melhorar a transparência de toda a cadeia de abastecimento”.

Segundo a disposição, as embalagens deverão contar com um código bidimensional e a indústria deverá obter um sistema eletrônico que trabalhe em paralelo com a logística de seguimento. A ANVISA explicou que o monitoramento permitirá saber quem comprou um determinado produto.

A agência, por sua vez, marcou um prazo de dois anos desde a aprovação do sistema para que cada empresa farmacêutica apresente um relatório de rastreabilidade completo. Por isso a indústria brasileira pediu à entidade reguladora adicionar o GTIN do padrão GS1 para garantir a compatibilidade e interoperabilidade entre sistemas e provedores.

“Argentina, Turquia, Estados Unidos, Brasil e todos os lugares onde se implemente este sistema de traçabilidade dão um passo adiante na luta contra a venda de medicamentos ilegais”, garantiu Abitbol.

Além disso, o líder de Desenvolvimento Saúde opinou que a medida logrará uma melhor visibilidade de todos os medicamentos que se comercializam.

Fonte: E-Health Reporter

2014-01-17T00:00:00-02:00