Medicina humanizada para cuidar de pessoas e corações

A paixão de André Luiz Dabarian pela medicina começou cedo. Ele tinha sete anos quando seu pai sofreu um infarto agudo do miocárdio e foi atendido e operado pelo Prof. Dr. Euryclides Zerbini, cirurgião cardiológico que fundou o Instituto do Coração (InCor), além de ter sido o responsável pela primeira cirurgia cardíaca realizada no Brasil. “Ele era um médico brilhante, genial e contagiante. Por isso foi o grande inspirador de minha trajetória profissional e foi com muita satisfação que acabei sendo seu aluno anos depois,” conta Dabarian.

 

Hoje Dr. André é coordenador da UTI adulto e cardiologista do Hospital de Guaianases, especialista em urgência e emergência, cardiologia e medicina intensiva. Com uma bagagem signifi cativa na área de saúde, principalmente no setor de cardiologia, a rotina de Dabarian é bastante intensa e se divide entre atendimentos na instituição, em seu consultório e plantões em outros hospitais. Com mais de oito anos de atuação no hospital de Guianases, também faz questão de ajudar os colegas no pronto-socorro sempre que pode, compartilhando seu conhecimento e experiência em busca de um atendimento cada vez mais humanizado.

 

Como se não bastasse todas essas atividades, ele ainda tem tempo para o esporte, mais precisamente corridas na esteira. “Atividade física é fundamental na vida de todos e me dá mais disposição para encarar a rotina difícil da medicina”, diz o médico.
Entre os inúmeros desafios que a profissão lhe proporcionou, Dabarian possui uma história marcante em relação à fragilidade da vida e à necessidade de uma medicina humanizada, que foi tanto uma lição pessoal quanto importante para sua carreira. “Eu estava de plantão em um hospital público na periferia de São Paulo quando deu entrada na emergência um senhor de 55 anos com dor torácica, que logo desmaiou. Ele foi rapidamente atendido e iniciamos a massagem cardíaca. Após quase uma hora na tentativa de reanimação sem sucesso, declaramos que havíamos perdido o paciente. Como de costume, falo com os familiares; só que dessa vez me deparei com o único familiar dele, seu filho de cinco anos. Como dar a notícia a uma criança que, chorando, me perguntava: “Cadê o meu pai?”. Foi um desafio lidar com alguém que tão jovem perdeu sua única família, já que a mãe havia falecido no parto e ele não tinha nenhum familiar de primeiro grau. O menino, então, foi levado à assistente social, que encontrou uma prima distante do pai, que o adotou”, relata Dr. Dabarian.
Embora situações como esta sejam comuns no dia a dia de um médico, principalmente para os que atuam em UTI, Urgência e Emergência, o coordenador tem a garantia de ser realizado como sua escolha.
“Amo a medicina, não saberia fazer outra coisa, é muito prazeroso ajudar alguém, poder fazer a diferença na vida das pessoas, ser útil e cuidar de pessoas doentes. Quando elas melhoram me sinto muito feliz e recompensado. Isso não tem preço; só o amor explica tanta dedicação e empenho, tantas horas sem descanso e tanto prazer em cuidar”, explica.
Assim como muitos outros profissionais da saúde que já entrevistamos em nossas edições da Revista Conecte, Dabarian entende a tecnologia como facilitador e peça fundamental da área da saúde. “A tecnologia veio contribuir muito para a medicina, pois seu papel é fundamental nos hospitais e na atuação do médico. Ela é importante em vários aspectos, na velocidade da prescrição médica, no prontuário eletrônico, nas evoluções, nos gráficos estatísticos, no faturamento dos hospitais; enfim, não dá pra ficar sem ela”, afirma o médico, para quem a tecnologia também colabora para um atendimento mais humanizado e para a melhora do setor como um todo. “A ficha do paciente fica mais completa, com dados da sua vida que fazem toda a diferença no atendimento e permite que sejamos mais precisos e melhores”, finaliza.
2017-10-05T14:18:34-03:00