Investimento de Capital Estrangeiro já muda realidade da China e Índia

2015-06-05T00:00:00-03:00 05/06/2015|
O report global da Organização Mundial de Saúde sobre os sistemas de financiamento da saúde para uma cobertura universal de 2010 sugere a discussão de formas inovadoras para aumentar os fundos de investimento da saúde no nível internacional, acreditando que é possível evoluir mais rapidamente do que já se fez no passado e se tornar mais “eficiente e equitativo na utilização dos recursos”.
Um exemplo de mudança na forma de gestão da saúde de um país inteiro é a China, que se comprometeu até 2020 fornecer serviços de saúde “seguros, eficazes, convenientes e acessíveis” a todos os residentes urbanos e rurais, com “uma clínica médica e um hospital em cada região do país”. Além dos US$124 bilhões de dólares investidos inicialmente em reestruturar os serviços defasados e conectar as informações de saúde da população com tecnologias mais avançadas, o governo autorizou o investimento de capital estrangeiro em todo mercado de saúde chinês, inclusive com incentivos fiscais em algumas cidades de maior interesse.
O capital estrangeiro tem tido um papel importante na orientação do mercado de economias em desenvolvimento como a China, promovendo crescimento econômico e evolução social, ajudando a atingir a transição do planejamento central para a economia de mercado orientada, conforme artigo dos chineses Lin e Tsai.
A índia vive uma realidade próxima da brasileira com falta de profissionais em saúde e estrutura física precária dos serviços. Em 2007, com a estratégia de arrecadar mais dinheiro e reestrutura a saúde pública do país, permitiu o investimento de capital estrangeiro em hospitais que trouxe benefícios para o país, conforme relatório da pesquisadora Rupa Chanda, publicado pela Organização Mundial de Saúde.
Autora:  Diana Indiara Ferreira Jardim: Mestranda em Gestão e Negócios, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS e POITIERS), onde está desenvolvendo uma pesquisa sobre o Investimento de Capital Estrangeiro em Hospitais, sob a ótica do investidor externo, considerando a abertura da lei e o ambiente institucional brasileiro. Possui pós-MBA em negociação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialização em Gestão em Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).  Possui mais de dez anos de experiência profissional na área de saúde, atualmente é gerente das auditorias assistenciais de uma operadora de planos de saúde de grande porte no Brasil.
Fonte: Saúde Business