Internação de idosos representa um terço dos gastos do SUS

2013-10-04T00:00:00-03:00 04/10/2013|
O sistema de saúde público brasileiro gasta quase um terço do total de sua verba com a internação de idosos. A gestão dos gastos nas instituições públicas e privadas de saúde vem sendo aperfeiçoadas com o passar dos anos, inclusive com o auxílio de softwares hospitalares, que colaboram para esse processo. Com a população mais velha crescendo no país, os gastos do governo devem aumentar e, consequentemente, a gestão das instituições também terão  de ser cada vez mais sofisticadas.

Apesar de a população idosa brasileira corresponder a 12,4% de todos os habitantes, os gastos do Sistema único de Saúde (SUS) com internações relativas à esta parcela da população chega a um terço do total, segundo o secretário de atenção à saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães Júnior.

“A rapidez com que o Brasil precisa lidar com essa questão é muito relevante”, afirmou o especialista, que participou do Congresso Nacional de Hospitais Privados, realizado nesta quinta-feira (3/10) de outubro, em São Paulo.

Magalhães Júnior acredita que o tratamento necessário à questão do idoso precisa passar uma ação transversal e não por um programa específico para esta população. “Optamos por não ter serviço específico para os idosos. Não queremos cravar um centro de especialidade para idosos”, disse o secretário.

Ele acrescentou que o programa do governo federal “Melhor em Casa”, que tem previsão de atender 60 mil pacientes possui um grau de utilização da população idosa de 60%. “Hoje, são 2 mil pacientes por dia sendo atendidos pelo programa. Mas vamos aumentar o número de equipes para 1000 e cada uma será responsável por 60 pacientes em média”.

No Brasil, 76% dos idosos fazem uso do sistema público de saúde. “Nós não vamos resolver a questão dos idosos somente com geriatras. Existem 400 ou 500 profissionais geriatras no Brasil. Nós vamos precisar de muito mais, mas não é só isso que vai resolver o problema”, opinou.

Fonte: Saúde Web