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Artigo: confira insights sobre a realidade do PEP nos hospitais

2018-06-12T10:11:41-03:00 03/05/2018|

Você consegue imaginar uma gestão hospitalar eficiente sem o uso do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)?

Sua resposta (muito) provavelmente foi não. O PEP é uma ferramenta tecnológica indispensável para quem busca otimizar processos e garantir mais segurança aos pacientes.

 

E de uma maneira mais ampla, sua contribuição vai além das barreiras dos hospitais, pois representa uma mudança profunda no setor de saúde mundial ao possibilitar o uso das informações clínicas de modo sigiloso para a geração de dados sobre a saúde. Ainda assim, o PEP não é realidade em todas as instituições de saúde. E isso acontece não apenas por questões técnicas, mas também por questões que envolvem mudanças culturais do corpo clínico e usuários, e também de sigilo da informação.

 

Para falar sobre o tema, convidamos o advogado em saúde, Thiago Mahfuz Vezzi, para colaborar com alguns insights sobre o tema.

 

Aproveite a leitura!

PEP: vantagens e dificuldades

Trata-se, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), de recurso tecnológico criado através de diversas pesquisas da área de saúde com um objetivo claro: entregar para as instituições de saúde um software capaz de reunir, em um único ambiente, todo o histórico clínico do paciente. O prontuário eletrônico tem como pedra fundamental a integração de informações, permitindo ao corpo clínico acesso mais assertivo do histórico de registros médicos do paciente.

 

Entre as principais vantagens do PEP, pode-se destacar:

  • maior celeridade na busca de informações de cada paciente;
  • possibilidade de acesso aos registros clínicos fora dos centros de saúde;
  • acompanhamento da evolução clínica do paciente, inclusive pelos enfermeiros;
  • histórico de medicações administradas ao paciente;
  • possibilidade de compartilhar as informações médicas com outros profissionais, ainda que em localidades distintas; diminuição dos erros médicos por ilegibilidade;
  • redução de custos com medicamentos, decorrente da maior precisão na prescrição;
  • construção de uma importante base de dados para pesquisas científicas.

 

Todavia, apesar de todos os benefícios, e de ser uma realidade em muitos países da Europa, bem como nos Estados Unidos, no Brasil ainda há muita dificuldade para se implementar o PEP.

 

São 3 razões principais para isso:

1) Usuário

Além dos aspectos técnicos, a grande parte da dificuldade reside na falta de informação e aceitação do usuário. É preciso que o usuário entenda os benefícios do PEP. Caso contrário, ele resiste e até mesmo pode sabotar sua utilização.

2) Corpo Clínico

O corpo clínico também pode gerar um impasse na aceitação. Assim, é necessária a mudança de comportamento, que implica no convencimento da necessidade do PEP e na incorporação dos novos recursos.

3) Sigilo das Informações

Outra barreira para a implementação do PEP no Brasil reside no cuidado com o sigilo e segurança das informações. Essa é uma das maiores preocupações da área. Pesquisa realizada pela TIC Saúde demonstrou que quase metade dos médicos brasileiros considera complicada a implantação do PEP em virtude do receio com a confidencialidade das informações.

 

Para evitar qualquer vazamento ou utilização indevida de dados, o PEP deve buscar alguns itens de segurança, como:

  • exigência de login e senha;
  • certificados digitais;
  • biometria;
  • autenticação de dois fatores;
  • controle por firewall;
  • logs de auditoria, entre outros.

 

Assim, para maior segurança de todo sistema de saúde, os prontuários eletrônicos precisam seguir critérios mínimos de qualidade, conteúdo arquitetura de dados. Quanto mais segurança o prestador de serviços possuir, mais confiança ele passará ao mercado. Quer saber mais sobre o Prontuário Eletrônico do Paciente e os benefícios para as instituições de saúde? Clique aqui.

 

Thiago Mahfuz VezziAdvogado e Especialista em Direito Civil e Processual Civil. Mestrado em direito do consumidor pela Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo e especialista em Relações de Consumo, eleito pela Revista Análise da Advocacia 500 – 2012, 2013, 2014 e 2017 – um dos Advogados mais Admirados do Brasil na Área de Direito do Consumidor.
Membro Permanente da Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de São Paulo.