Incentivo à excelência

2013-09-17T00:00:00-03:00 17/09/2013|

A Santa Casa de Jaú tem como missão contribuir para a reorganização da saúde física, moral e psicológica dos pacientes, num ambiente profissionalmente humanizado. Embora sofrendo com o subfinanciamento do Sistema único de Saúde (SUS), igual a todos os hospitais filantrópicos, não esquecemos que trabalhamos com vidas e todo carinho e atenção são necessários para quem nos procura num momento de dor.

Toda a dedicação que temos em busca de um atendimento de qualidade resultou na liberação de uma verba de R$ 3 milhões pelo Ministério da Saúde. O valor será repassado por meio do programa do governo que amplia os recursos financeiros das instituições que consigam garantir um alto padrão de eficiência. O anúncio foi feito em março deste ano, durante a visita do ministro da saúde, Alexandre Padilha, para a inauguração de novos leitos de UTI.

No entanto, de um modo geral, o sistema de saúde atravessa uma crise sem fim. A demanda do serviço é infinita e, por isso, se torna impossível suprir todas as necessidades da população com os recursos disponíveis atualmente. No nosso caso, para garantir a qualidade da gestão e acertar as contas, foi necessário reestruturar as finanças e realizar cortes, que foram do racionamento de energia aos cafezinhos.

O fator humano é parte intrínseca do atendimento de qualidade. Nem a melhor gestão do mundo garante o acolhimento humanizado, com foco nas pessoas. Durante uma pesquisa interna, identificamos os principais problemas neste aspecto e imediatamente agimos para saná-los. Sem dúvida, o atendimento humanizado aplicado de forma incessante, a união entre os funcionários e a movimentação dos voluntários são recursos imprescindíveis nesse processo de busca pela excelência na qualidade.
As dificuldades de coordenação são inúmeras, mas juntos refletimos sobre as decisões, sempre priorizando a qualidade do serviço e, assim, enfrentamos todos os dias novos desafios. O setor beneficente de saúde brasileiro necessita urgentemente de mais verba para continuar operando. Com as fortes reivindicações da área pelo reajuste da tabela SUS, dá até para enxergar uma luz no fim do túnel.

Scila Andréa Pascoalotte Carretero é gerente administrativa da Santa Casa de Jaú

Texto publicado originalmente na revista Wareline Conecta – edição 3