Três mulheres da Wareline que desafiaram o ambiente masculino

Claudete, Diana e Michele. Três mulheres que mostram que quando se trata de profissão, a barreira de gênero não deve existir. Colaboradoras da Wareline, elas contam um pouco da sua trajetória profissional, dos desafios de conquistar o mercado e como as mulheres têm ganhado mais espaço nos diversos setores da empresa.

 

Há 11 anos na Wareline, Claudete Torres é a única mulher coordenadora na área de operações. Tecnóloga em processamento de dados, ela conheceu a empresa em 2005, quando ainda trabalhava em um hospital em Resende (RJ). “Quando decidi sair do meu antigo emprego, ouvi do meu ex-chefe que não ia dar certo, porque era serviço para homem. Hoje, por meio dos meus estudos e por ter aproveitado cada oportunidade que foi aparecendo, coordeno uma equipe no Rio de Janeiro”.

 

A história de Diana Soares, do setor Comercial da Wareline, também exigiu dela muito preparo para se manter no mercado. “Quando conheci a Wareline, estava em busca de oportunidades na área comercial. Estou há pouco mais de um ano na empresa e foi um desafio pessoal assumir um cargo em um mercado específico de software hospitalar, que é extremamente técnico, competitivo e exigente. Tenho que buscar conhecimento diariamente. É um trabalho intenso, mas muito prazeroso”.

 

E mesmo para quem já estava acostumada a trabalhar em um ambiente dominado por homens, o desafio de assumir o seu lugar neste mercado é sempre constante. Esse é o caso da auditora de qualidade de software da Wareline, Michele Santos, que está há seis anos na organização. “Eu sempre trabalhei na área de TI, que é considerada mais masculina. Mas, no setor de testes vemos cada vez mais a forte presença feminina. Comecei na Wareline no atendimento ao cliente  e, por ser graduada em Design Gráfico, trabalhei um tempo como Web Designer até surgir uma vaga no setor de testes da empresa”.

 

Empoderamento feminino

Muitas vezes mal interpretado, o termo “empoderamento feminino” se refere a uma consciência coletiva, expressada por ações com o objetivo de fortalecer as mulheres e desenvolver a igualdade de gênero. Se transferido para o universo do trabalho, poderia ser algo como “dar voz às colaboradoras”.

 

Hoje, na Wareline, as mulheres são 25% da empresa. Ainda há uma diferença significativa, mas ao se considerar que há 10 anos eram apenas 10%, é possível avaliar positivamente este crescimento. “Percebo que as mulheres estão ganhando mais espaço por aqui, tanto nas áreas administrativas quanto de tecnologia. Hoje, por exemplo, temos um número mais significativo delas no suporte técnico e sei que temos surpreendido nossos colegas homens”, aponta Diana.

 

Tecnologia e o olhar feminino

 

Para as colaboradoras da Wareline, a essas competências é possível somar uma em especial: o olhar feminino. “Somos mais detalhistas e esse olhar mais crítico ajuda no apontamento de falhas que possam surgir no sistema”, explica Michele, auditora de qualidade.

 

Para Diana, a questão da maternidade também pode fazer a diferença no ambiente em que trabalham. “A mulher tem em sua essência a maternidade, o que nos traz sentidos mais aguçados, como o do cuidado, o de agregar e o de compreender. Hoje os nossos clientes precisam de um software que cuide, agregue e compreenda seus anseios e problemas. Com mais mulheres, a tendência é que esses sentidos sejam refletidos em nosso software e na prestação dos nossos serviços”.

 

Apesar das habilidades, a participação delas no setor tecnológico segue abaixo do ideal. Como aponta Claudete, elas ainda precisam fazer esforço extra para atestar suas habilidades. “Nesse universo tão dominado por homens, nós mulheres precisamos provar competência dez vezes mais que eles para nos firmarmos na carreira de tecnologia. Mas, a melhor forma de fazermos isso é contribuindo de maneira transparente, com troca de informações corretas e no momento certo, com comprometimento com a empresa para atingir suas metas e seus objetivos, respeitando e compreendendo os colegas de trabalho e os clientes”.

 

Rotina pessoal X profissional das mulheres

À medida em que as mulheres foram conquistando mais espaço no mercado de trabalho, elas passaram a se ver diante de outro desafio: conciliar o seu tempo para equilibrar a rotina pessoal com a profissional.

 

Claudete, Diana e Michele são exemplos de que, ainda que o tempo tenha ficado menor com essa “nova conquista”, é possível se adequar e caminhar entre esses dois universos. “Muitos progressos nas leis trabalhistas ajudaram nesse processo, como auxílios em creches, licença maternidade e horários para amamentação. Mas, a necessidade de muitas mulheres de ficar diante do sustento de suas famílias fez disso um desafio ainda maior”, analisa Michele.

 

Para a Claudete, saber se organizar e delegar tarefas foram passos fundamentais para que o seu sucesso profissional não entrasse em confronto com sua vida pessoal. “Na Wareline, trabalhamos diferentes valores a cada ano. E um deles traduz algo imprescindível para que possamos conciliar nossas rotinas: a Confiança. É esse valor que me fez aprender a delegar e confiar no trabalho que cada um realiza por aqui. Isso também me possibilita organizar melhor o meu tempo, pois ele passa rápido demais. Quando estou no trabalho, me esforço para executar o meu melhor, mas fora dele, seja em happy hours, em casa ou na igreja, procuro me desconectar porque quero estar ali de corpo e alma”, explica.

 

Para Claudete, além da confiança, valores como proximidade, agilidade, qualidade e didática, todos pregados na Wareline, também contribuem para a valorização da diversidade dentro da empresa. “Estamos lidando com pessoas que por definição são bem diferentes. Esses valores exigem autoconhecimento, disciplina e vontade de acertar. Temos pontos fortes em alguns e fracos em outros, mas isso precisa nos aproximar para que possamos nos ajudar a desempenhar um bom trabalho. A troca desses valores nos aproxima”.

 

 

E como não existe regra quando se fala em realização, há ainda aquelas que encontram a tão sonhada satisfação pessoal na própria profissão. “Procuro conciliar minha vida como a maioria das mulheres. Muitas vezes é necessário fazer jornada dupla, como quando estou em semana de viagens longas e algumas coisas acumulam para o fim de semana, mas isso não me desmotiva. Hoje uma das minhas prioridades é o meu trabalho, o que me traz uma grande satisfação pessoal”, revela Diana.

 

A próxima geração

Algumas portas se abriram. A participação da mulher no mercado aumentou. Mas, ainda há muito o que se fazer. É preciso que as meninas da próxima geração, aquelas que assumirão papel importante no mercado de trabalho do Brasil e do mundo, sigam otimistas com relação ao futuro e deem continuidade à luta pela equidade de gênero.

 

Para que exemplos como o da Claudete, da Michele e da Diana possam servir de inspiração às futuras profissionais, uma mensagem  destas mulheres que estão fazendo a diferença na Wareline.

 

 

 

 

 

2018-03-08T16:02:58-03:00