Eventos adversos: a cada 5 minutos, 3 brasileiros morrem em hospitais

O Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, realizado pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) em parceria com a Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) apontou um número impressionante: cerca de 829 brasileiros morrem diariamente em hospitais públicos e privados por falhas que poderiam ser evitadas. Isso representa três mortes a cada cinco minutos, o que coloca os eventos adversos como segunda causa de morte mais comum no Brasil.

 

 

Mas você sabe ao certo o que representa um evento adverso?

Esse tema tão importante já havia sido abordado por nós na última edição da Revista da Wareline. Segundo o estudo, evento adverso assistencial não significa necessariamente que houve um erro, negligência ou baixa qualidade. Significa que uma falha ocorreu ocasionando um resultado assistencial indesejado relacionado à terapêutica ou ao diagnóstico. E que dano ao paciente atribuível a erro, apesar de evitável, acabou determinando incapacidade física e psíquica, mortes, custos sociais e formas mais sutis de prejuízos como o sofrimento, a perda da dignidade, do respeito, além de elevar o custo assistencial.

 

Só no ano passado foram 302.610 óbitos em hospitais em decorrência de um evento adverso, que podem ser:

  • Erros de dosagem
  • Erros de aplicação de medicamentos
  • Uso incorreto de equipamentos
  • Infecção Hospitalar
  • Entre outros

 

Em termos de gastos, na saúde suplementar do Brasil os eventos adversos assistenciais hospitalares consomem de R$ 5,19 bilhões a R$ 15,57 bilhões de reais.

 

Sequelas

Além das mortes, os eventos também podem trazer sérias sequelas para os pacientes. Dados do Anuário apontam que dos 19,1 milhões de brasileiros internados em 2016, 1,4 milhão foram vítimas de alguma dessas falhas.

 

As principais vítimas dos eventos são os bebês, em especial aqueles com menos de 28 dias de vida, e os idosos acima de 60 anos.

 

E a conta disso é cara: R$10,9 bilhões por ano é o custo dos eventos

 

 

O que fazer para minimizar os eventos adversos?

Para a reversão de quadros de eventos adversos, a preparação deve ser de todo o sistema de saúde. A primeira etapa deve ser o esclarecimento da sociedade em relação à verdadeira causa deles e o caminho a ser trilhado para alcançar a segurança assistencial. A segunda etapa deve ser a padronização da forma de medir, validar e disponibilizar a informação dos eventos adversos. 

 

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2017-12-06T13:34:49-02:00