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3 dicas para não perder faturamento com glosas médicas

2018-08-07T15:51:09-03:00 26/07/2018|

A Anaph, Associação Nacional de Hospitais Privados, anunciou que o índice de glosas médicas e o prazo de pagamento de recursos por parte dos planos de saúde aos hospitais cresceram em 2017. Segundo a associação, o período esperado para recebimento do valor subiu de 66,8 para 73 dias; já o índice de glosas hospitalares no país aumentou de 3,4% para 3,8%.

Os dados comprovam a dificuldade dos hospitais em receberem os recursos das operadoras. E isso impacta negativamente nas operações internas, além de reduzir a receita e desestabilizar o fluxo de caixa.

Outro estudo que comprova este cenário foi o boletim eletrônico da A FEHOESP (Federação dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo), publicado em março deste ano.

Foram entrevistadas 36 empresas associadas à federação:

  • 58,3% eram clínicas especializadas
  • 22% hospitais
  • 19,4% laboratórios de análises

O resultado foi que 97% dos participantes sofrem com glosas, sendo que 90% são provenientes dos planos de saúde e 10% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O valor médio não pago em decorrência das glosas foi bastante significativo: R$ 348.600, em 2016, e de R$ 797.600 em 2017.

Mas, como evitar a perda de faturamento com glosas médicas?

Glosas médicas: o que são

Refere-se ao não pagamento, por parte dos planos de saúde, de valores referentes a atendimentos, medicamentos, materiais ou taxas cobradas pelas empresas prestadoras (hospitais, clínicas, laboratórios, entre outros) e profissional liberal da área de saúde.

 O que pode ser glosado?

Antes de responder a essa pergunta é importante compreender quais são as principais razões para procedimentos serem glosados:

  • Erro de preenchimento do prontuário;
  • Prescrição que não condiz com o procedimento, quantidade ou marca que a operadora paga e que está firmado em contrato;
  • Falta de preenchimento do número da carteirinha ou guia de autorização, por ausência de conferência dos procedimentos. Também porque o setor de faturamento não tem conhecimento do que pode ou não ser cobrado por contrato.

 

Como as glosas médicas acontecem?

Existem três tipos de classificação de glosas:

  1. Glosa Administrativa: é a mais comum do mercado. Aqui valores e quantidades faturadas que não estão em conformidade com o que foi estabelecido em contrato por erro de preenchimento do número da carteirinha, de guia de autorização e/ou erro de digitação.
  2. Glosa Técnica: aquela que é conferida pelo setor de Auditoria de Contas, mais especificamente por um Enfermeiro Auditor, que faz a checagem de todos os procedimentos executados, anotações e prescrições contidas no prontuário do paciente.
  3. Glosa Linear: é a não justificada pela operadora, sendo de particularidade interna da mesma, que em determinadas circunstâncias não são informadas para o hospital de forma imediata. Exige um controle rígido pelo hospital para que possa ser recursada conforme previsto na descrição dos informativos, evitando perdas por falta de controle e conhecimento do setor de identificação de contas.

 

3 dicas para evitar glosas

Como grande parte das glosas é provocada por falha humana e por falta de conhecimento dos contratos firmados entre operadoras e hospital, elas acabam impactando em uma realidade de retrabalho desnecessário.

Assim, para que não haja perdas financeiras por conta de preenchimentos incorretos ou desatenções burocráticas, é preciso ficar atento a essas 3 dicas:

 

  1. Capacitação

A falta de capacitação do funcionário é a grande falha de qualquer setor. É preciso que o profissional entenda o que está fazendo, e não somente execute sua função. No caso dos hospitais, ausência de conhecimento técnico prejudica, e muito, os processos internos, gerando dispêndio de tempo e recursos. Um funcionário que fatura um procedimento, por exemplo, precisa saber o que pode ou não ser cobrado e por quê.

Os gestores precisam ter a visão de desenvolver seus profissionais para que eles tenham uma melhor percepção do negócio onde estão inseridos. Ou seja, uma melhor gestão dos recursos humanos e financeiros integrados à tecnologia. Também é necessário um controle interno rígido dos processos, do início ao fim. Aqui, é de extrema importância a colaboração de toda equipe de profissionais.

 

  1. Prontuário eletrônico

A maioria das glosas acontece por equívocos na hora de preencher os prontuários, em especial na prescrição de medicamentos. Assim, uma solução fundamental para minimizar este problema é a implantação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Ele permite reduzir processos manuais e evitar registros ou interpretações equivocadas, além da padronização de dados e processos. Os benefícios do PEP extrapolam a questão das glosas. Isso porque permitem a conferência de prescrição de procedimentos críticos, atendimento mais humanizado, agilizam o processo de autorizações de exames e oferecerem muito mais desempenho para a instituição.

 

  1. Sistema de Gestão Hospitalar

Muitos hospitais não se atentam à importância que é identificar e analisar as estatísticas de glosas informadas e recuperadas. Isso acontece por conta de falta de conhecimento e de não utilização de ferramentas adequadas para controle do processo. Mas é imprescindível uma boa gestão e colaboração de toda equipe para executar o minucioso trabalho do controle de dados.

 

Quando falamos em sistema de gestão, a ideia é controlar o processo e os fluxos de informações que se desencontram pelo caminho e ocasionam as glosas. Com o nosso Módulo Glosas e Repasses, é possível automatizar os processos internos. Isso permite a integração e a consolidação dos dados de forma eletrônica, o controle dos valores, motivos e quais procedimentos estão em recurso de glosas.

 

Ele também permite saber quais glosas foram aceitas e as justificativas dentro de um determinado período e por convênio. Isso possibilita aos hospitais analisar o cenário e entrar com recursos administrativos ou até judiciais de recuperação contra as operadoras. Assim, é viável uma melhor gestão de recursos financeiros e o início da recuperação de ativos glosados.

 

Portanto, contar com um sistema de gestão hospitalar é ter acesso a ferramentas adequadas para minimizar o processo de glosas dos hospitais. Isso porque ele evita lançamentos errados em todas as etapas do atendimento e não apenas no faturamento, já ao final do processo.

 

Como ele faz isso?

  • Checagem de carteirinha com código verificador – valida a máscara e a estrutura da numeração da matricula do paciente do convenio, evitando erros de preenchimento. Permite também armazenamento de uma cópia da carteirinha para futura consulta, caso seja necessário;
  • Autorizador de Guias – sistema de planejamento de autorização das guias integrado ao faturamento. – Parametrização das restrições por convenio (produtos e serviços) permitidos em contrato. Durante as prescrições o médico e corpo clínico vão sendo avisados e orientados sobre as restrições;
  • Vigência de tabelas – parametrização do período de vigência para a cobrança daqueles procedimentos com o valor correto;
  • Log de erro – rotina realizada antes do envio que lista para o usuário todas as inconsistências, apontando eventuais erros que podem ser corrigidos antes do envio e consequente glosa;
  • Comunicação por XML – tanto no envio do faturamento, gerando e armazenando o protocolo de entrega, como para receber eletronicamente e importar as glosas.

Com o nosso sistema você nunca mais vai ter dificuldade de identificar e analisar as estatísticas de glosas informadas e recuperadas!

 

Agora que você já sabe como evitar a queda no faturamento com glosas, continue a visita em nosso blog e leia os 7 problemas que mostram que já é hora de investir em sistema de gestão hospitalar. Esse post vai lhe ajudar a entender como anda a administração do seu hospital.