Cursos de medicina permanecem com 6 anos

O governo desistiu de aumentar o tempo de duração dos cursos de medicina de acordo com declaração do ministro da educação, Aloísio Mercadante. Anunciada há aproximadamente três semanas, a proposta, uma das ações do Programa Mais Médicos, dizia que para obterem o diploma os universitários deveriam passar dois anos como bolsistas na atenção básica e emergência do SUS (Sistema único de Saúde).

A nova proposta, fruto do diálogo entre o governo, universidades e especialistas, prevê que a partir de 2018 a residência médica seja obrigatória depois dos 6 anos de graduação.

De acordo com Mercadante, todos os coordenadores de faculdades e membros da Abem (
Associação Brasileira de Ensino Médico) concordaram com a nova proposta. Caso a proposta seja realmente efetivada, as novas regras já passam valer para alunos ingressantes em faculdades de medicina de 2012 em diante.

A nova proposta será encaminhada aos deputados, que já analisaram anteriormente o texto da medida provisória. O ministro da educação disse que o objetivo é que a residência médica permita que o recém-formado adquira experiência
na urgência, emergência e na atenção primária do sistema de saúde. A nova proposta prevê ainda que 40% das vagas de residência oferecidas até 2017 sejam em medicina de família e comunidade.

Além das mudanças estabelecidas para a formação dos médicos no Brasil, o Programa Mais Médicos também engloba a importação de profissionais de outros países, proposta que não agrada à categoria no país. Os médicos estrangeiros, principalmente os espanhóis, questionaram sobre as condições das instituições de trabalho para exercer o trabalho. Muitos dos serviços de saúde do interior do país não possuem condições adequadas e contam com problemas como a falta de materiais e auxílio tecnológico, como os softwares hospitalares.

2013-08-01T00:00:00-03:00