Consciência humana não pode ser replicada por inteligência artificial

2014-05-15T00:00:00-03:00 15/05/2014|
A tecnologia auxilia os seres humanos em diversas atividades. Atualmente softwares cada vez mais inteligentes são capazes de processar uma grande quantidade de informação. As instituições de saúde são exemplos de organizações que se beneficiam da tecnologia para a gestão de suas atividades. No entanto, um tipo muito avançado de tecnologia, chamado inteligência artificial está se tornando cada vez mais comum e deve se tornar muito utilizada no futuro. O big data é um exemplo disso.

Apesar de tanta tecnologia, uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Nacional da Irlanda prova matematicamente que a tecnologia artificial não pode replicar a consciência humana. No estudo “A consciência é computável? Quantificando informações integradas usando a teoria de algoritmos” os pesquisadores mostram que a informação integrada em nossos cérebros não pode ser imitada por computadores.

Giulio Tononi, psiquiatra e neurocientista da Universidade de Winsconsin, propôs uma nova forma de entender a relação entre a consciência humana e a inteligência artificial com a Teoria da Informação Integrada, ou IIT na sigla em inglês. A teoria, que não é aceita por todos e ainda não oferece um mapeamento definitivo da mente pode ser considerada um modelo razoável para a consciência e se provou útil em entender como tratar pacientes em coma ou outros estados de consciência reduzida.

De acordo com os estudiosos, as experiências humanas não podem ser reduzidas a componentes independentes, pois envolvem diversos fatores psicológicos e memórias. “No estudo, provamos que um processo que une informações juntas de forma irreversível não é computável”, explica Maguire, um dos pesquisadores que participaram do estudo. “Se o cérebro humano genuinamente está unindo informações, então não pode ser emulado por inteligência artificial. E provamos isso matematicamente”, finaliza.