• Atendimento em recepção de clínica médica

Clínicas populares passam a ser regulamentadas no Brasil

2018-02-01T13:55:05-02:00 01/02/2018|

Na última semana, foi publicada no Diário Oficial da União, uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que estabelece regras para o funcionamento de clínicas médicas de atendimento ambulatorial, o que inclui as chamadas clínicas populares.

 

Entre as determinações, esses estabelecimentos terão que ter registro no Conselho Regional de Medicina do estado onde funcionam, bem como seu corpo técnico. Outro ponto incluído na determinação diz respeito à publicidade, que agora está impedida de divulgar valores.

 

Segundo o CFM, o objetivo da resolução é proteger o exercício da medicina e a saúde da população, fornecendo mais segurança para o médico e para o paciente.

 

Publicidade nas clínicas populares

Informações sobre as clínicas populares não faltam na internet, inclusive tabela de preços cobrados por consultas, exames e procedimentos realizados. Com a mudança, a comunicação dos valores fica restrita aos ambientes internos do estabelecimento. Também ficam proibidos anúncios publicitários com indicação de preços de consultas, formas de pagamentos que caracterizem a prática da concorrência desleal, comércio e captação de clientela.

 

Não ao comércio 

Como o serviço não deve ser confundido com comércio, está vedada a instalação da clínica no mesmo espaço que estabelecimentos que vendam órteses, próteses, implantes de qualquer natureza, produtos e insumos médicos, bem como em óticas, farmácias, drogarias e comércio varejista de combustíveis, ou em interação com estabelecimentos comerciais de estética e beleza. Promoções envolvendo cartões ou descontos estão proibidas. A norma entrará em vigor em 90 dias, contados a partir de 24 de janeiro de 2018.

 

Sobre as clínicas

 

As clínicas populares, conhecidas por oferecerem um serviço privado a um preço acessível, se tornaram uma alternativa para os hospitais que desejam expandir os seus atendimentos, ou mesmo entre aqueles que querem empreender e viram nessa estrutura uma nova oportunidade. De acordo com a norma, os serviços oferecidos deverão ser limitados a atos e procedimentos reconhecidos pelo CFM.

 

Com consultas em média entre R$ 50 e R$ 160, as clínicas populares têm atraído diversos usuários e impulsionado a multiplicação desse tipo de atendimento. Segundo o Conselho, não há estudos que apontem quantos estabelecimentos desse tipo existem no Brasil. Mas seu crescimento tem sido verificado em diversas cidades, o que pode estar atrelado à crise econômica, que tem forçado as famílias a cortar gastos.

 

Segundo o balanço realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o ano de 2016 registrou uma perda de 1,37 milhão de beneficiários de planos de saúde. Isso significa que mais de 1 milhão de consumidores deixaram de pagar por convênios médico-hospitalares. Para quem não pode contar mais com o plano de saúde, seja por tê-lo perdido junto com o emprego ou por não conseguir mais pagar devido aos altos valores, uma das saídas encontradas tem sido a adesão às clínicas populares.

 

Como consequência desse cenário, o próprio perfil de quem procura esse tipo de atendimento mudou. Se antes as clínicas populares eram mais procuradas pelas classes C e D, hoje a classe média também corresponde a uma parcela importante dos atendimentos.

 

“Nas clínicas populares não há crise, na medida em que os empreendedores seguem investindo. Há demanda e ela responde de forma imediata. Hoje a classe média tradicional é um público bastante presente nos atendimentos e isso se reflete no mapa de localização destes estabelecimentos. Por mais que as clínicas populares tenham a sua base nas periferias, elas também vêm conquistando espaço nas zonas privilegiadas”, avalia o professor do COPPEAD/UFRJ e pesquisador do Centro de Estudos sobre Gestão em Saúde (CESS/COPPEAD), Eduardo Raupp de Vargas.

 

 

Sistema de Gestão Hospitalar

Contar com um sistema de gestão hospitalar é importante na medida em que ele ajudará a atender às diferentes necessidades dos profissionais de saúde, além de poder abranger todos os processos das clínicas em um único núcleo de informações gerenciais.

 

No caso do software da Wareline, diversos módulos do seu sistema existem na versão online, além de outros criados exclusivamente para a web. A grande vantagem disso é que eles não requerem a instalação do software no computador, permitindo o seu uso de qualquer ponto com acesso à rede. Isso significa que com ele é possível desenvolver um modelo que atende em escala, já que interage com todas as unidades que as instituições queiram conectar.

 

Fonte: Saúde Digital e Revista Conecte Info (edição 16).