BI: Transformando dados em decisões

“Informação é poder”. a frase não é nova e não poderia chegar em melhor momento: estamos na era da informação, da facilidade de acesso a ela e de desfrutar de todos os benefícios que serão provenientes desse acesso. Na área de saúde, assistimos a evolução no armazenamento de dados. Cloudcomputing, prontuário eletrônico do paciente, TISS, entre outros termos começaram a fazer parte do cotidiano de quem trabalha no setor, e as vantagens disso são inúmeras: integração de dados do paciente, acesso e suporte remoto, redução de custo, flexibilidade e mobilidade da equipe, menos impressão e papel nas entidades.
Apesar de todas as vantagens que as informações agrupadas proporcionam, elas nem sempre são utilizadas estrategicamente, ou seja, os dados existem, mas não estão sendo usado em prol de uma saúde melhor. Para que isso aconteça, é preciso ir além de reuni-los e passar a interpretá-los, o que é possível através do Business Intelligence (BI). “Soluções que permitam a análise de dados a partir de diferentes perspectivas, empoderando usuários de diferentes setores a entenderem melhor o negócio em que estão inseridos é uma resposta que as empresas vêm encontrando para atender a uma demanda crescente no setor da saúde. Através de um sistema de Business Intelligence (BI) é possível implementar uma forma mais eficaz de gestão, compartilhando os conhecimentos e pontos de vista entre os diferentes atores desse cenário tão complexo que é o Hospital”, explica Paula Usier, gerente de marketing da Wareline.
Para que tais benefícios sejam alcançados, é preciso um sistema que comporte e armazene todas as informações da instituição para que se crie uma base comparativa qualitativa e quantitativa, possibilitando o cruzamento de informações e situações, que criem um novo conhecimento e auxiliem em tomadas e decisões precisas. E é exatamente isso que a ferramenta de BI faz.

O BI como ferramenta de auxílio à gestão
O sistema BI mostra-se uma prioridade quando avaliamos a saúde como um “negócio”, por sua capacidade de apontar soluções para desafios de longo prazo, sendo capaz de processar grandes volumes de dados que auxiliam organizações a diminuírem custos, de aumentar produtividade e de melhorar processos. “O BI é fundamental para uma gestão eficiente, pois para que um gestor possa tomar decisões adequadas é necessário ter informação. Sem informação, as decisões são baseadas apenas nos sentimentos ou percepções do gestor. No mundo competitivo em que estamos inseridos, decisões deste tipo representam no mínimo um risco desnecessário para as organizações. Quando pensamos em termos da gestão de saúde abrir mão da informação para tomar decisões beira a irresponsabilidade”, pondera Celso Poderoso, coordenador dos cursos de MBA e professor dos cursos de pós–graduação da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista). 
O retorno para a implantação de tal cultura representa um salto de qualidade na gestão de entidade, mas nem sempre é simples propagar uma cultura analítica nas instituições, para que o atendimento e diagnóstico seja mais exato, ágil e humanizado. Em outras palavras, mesmo com todos os benefícios que um sistema como o BI proporciona, ainda há empecilhos que limitam sua implementação em todas as instituições, muitos deles errôneos. A principal barreira é o custo de implantação do sistema: muitas instituições acreditam que só grandes corporações podem usufruir do BI, mas não é verdade. Há soluções para entidades de todos os tamanhos. Segundo o professor, o principal fator de receio é a falta de um patrocinador forte para tocar projetos de BI. E a causa disso seria a falta de conhecimento da alta gestão sobre os benefícios que o BI pode trazer para manter a saúde do negócio e dos pacientes. Da mesma forma, o medo do custo de soluções de BI também afasta empresas de menor porte por falta de conhecimento no assunto. “Naturalmente existe um investimento neste tipo de solução, mas um cálculo simples de ROI (retorno sobre o investimento) é capaz de provar que cada centavo investido retornará com grande lucro para as instituições”, conta Celso.
Antes da implantação, entretanto, é preciso entender as necessidades da instituição para que o projeto de BI traga os resultados esperados. Baseando-se nas necessidades e com um objetivo claro é possível estabelecer uma estratégia e meios de alcançá-la, lembrando sempreque a coleta de dados e os resultados serão a longo prazo.
Integrar os dados da saúde é extremamente importante porque o paciente será visto como um todo e não sob a dimensão de um único tratamento, procedimento ou doença. Da mesma forma, o acompanhamento dos prestadores e procedimentos irá garantir um maior controle e padrão no atendimento ao paciente. E tudo isso irá melhorar a gestão na área da saúde. “Fazer um acompanhamento administrativo, dos diagnósticos e procedimentos hospitalares – para citar apenas alguns elementos – é fundamental para uma gestão efetiva e pró-ativa. Quando se fala do trato com o paciente, ter as informações de maneira integrada e holística, manter os prontuários, atendimentos, exames, diagnósticos e tudo que se relaciona com sua saúde podem melhorar muito o trabalho dos médicos”, relata Celso.
Conecte/w Indicadores
Esse é justamente o objetivo da Wareline: evoluir e trazer soluções eficientes para a gestão hospitalar. Por isso, o BI já é uma realidade para a empresa. Desde o ano passado temos o Conecte/w Indicadores, uma solução de BI e análise de dados totalmente integrada ao nosso sistema de gestão hospitalar, que permite a realização de análises amplas da instituição e serve como um guia para as decisões do administrador hospitalar. Com os resultados obtidos é possível identificar os riscos que podem atrapalhar a gestão e, com isso, criar soluções para corrigi-los rapidamente. O mapeamento leva em consideração os diversos setores da organização, como o administrativo, o financeiro, o faturamento, entre outros. 
Com a solução, o usuário pode explorar, analisar, cruzar e visualizar dados com agilidade e, em seguida, definir quais ações irá tomar. A tendência é que esse tipo de ferramenta traga mais agilidade e precisão ao processo decisório, deixando em evidência novas oportunidades de receita e de redução de custos, além de meios para alcançar o máximo de eficiência operacional. “A ferramenta foi totalmente desenvolvida pela Wareline, contando com um software e um banco de dados, não tendo assim a necessidade de integração com outro sistema”, explica a gerente de marketing da Wareline, Paula Usier. Como o custo benefício é equilibrado, a ferramenta é democrática na medida em que pode atender unidades de diferentes portes, além de ter um custo de implementação 40% mais baixo do que costuma ser praticado no mercado. Isso porque a Wareline aplicou sua expertise na criação da ferramenta, diminuindo a necessidade de analistas que encarecem o preço final. “Sabemos que o investimento em soluções em BI são mais significativos, em especial por conta do valor do profissional técnico que realiza a implantação. Por isso, focamos em uma ferramenta que fosse acessível para diferentes realidades de hospitais, ou seja, independente do tamanho da entidade, ela poderá contar com todos os benefícios que esses indicadores proporcionarão para as instituições”, garante Paula.
Entre suas funcionalidades, a ferramenta poderá ser utilizada por quantos usuários forem necessários, mediante um cadastramento por perfil (Operacional, Gestor de TI e Administrativo). O cliente também pode ter acesso a alguns de seus indicadores em plataformas móveis, como Tablets e Smartphones. “A utilização do BI pode determinar o sucesso ou insucesso de um empreendimento. Desta forma, uma gestão adequada que saiba exatamente medir e acompanhar os custos, prestadores e receitas, é fundamental para manter a saúde financeira das instituições da área”, finaliza Celso.
2016-07-13T00:00:00-03:00