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Quem é novo gestor de TI em saúde?

2019-01-17T13:35:16-02:00 17/01/2019|

50 metros livres é a prova mais rápida de natação. Quando a modalidade foi criada, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1904, o vencedor marcou o tempo de 28 segundos. Depois disso, o recorde foi sendo quebrado e, atualmente, pertence ao brasileiro Cesar Cielo, que marcou 20.91 em 2009. Se pararmos para analisar, passaram pouco mais de 100 anos e o tempo que um atleta leva para nadar a mesma distância reduziu em 25%. Uma mudança considerável, que só foi possível devido ao desenvolvimento de melhores rotinas de treino, de trajes tecnológicos e das novas práticas de nutrição. Por melhor que seja o atleta, se ele não acompanhar as tendências e se atualizar, ele não vai conseguir atingir alto rendimento para se tornar competitivo diante dos demais.

No mundo corporativo acontece da mesma forma. O profissional que não for capaz de entender que as demandas evoluíram, que não acompanhar as tendências, se atualizar e adotar novas metodologias provavelmente terá dificuldades ao longo de sua carreira. Hoje, abordaremos especificamente o gestor de TI nas instituições de saúde, um líder de negócios que está vendo o seu papel mudar rapidamente diante das inovações decorrentes das transformações tecnológicas.

 

Gestor de TI

Se antes o CIO (Chief Information Officer) ou líder de TI na instituição de saúde tinha como função garantir que redes e servidores funcionassem adequadamente, com o passar dos anos sua atuação foi se ampliando e evoluindo para implantações mais robustas e gerenciamento de projetos. Atualmente, cabe a ele lidar com a transformação digital, posicionar o departamento de forma mais ativa e estratégica na gestão, aplicando a tecnologia em benefício do hospital, corpo clínico e pacientes.

As demandas evoluíram e nós estamos aqui para te ajudar nesta jornada. A seguir, apresentamos as novas atribuições do gestor de TI:

Modernizar a visão da área: historicamente, o departamento de TI ocupava uma função meramente operacional, cuidando basicamente de suporte tático e implementação. Com a transformação digital e a era da inovação e do conhecimento, a área ganhou mais relevância, tonando-se agente ativa e consultiva da estratégia, com habilidade de conectar diferentes peças para melhores resultados. Para tanto, líderes de tecnologia devem praticar o pensamento transformacional, com um viés mais estratégico e menos funcional;

Profissionalizar: uma TI madura está diretamente relacionada à profissionalização da área. É imperativo que executivos de TI trabalhem para impulsionar a inovação e, portanto, adotem metodologias para acompanhar e mensurar a estratégia empresarial, gerenciar processos e pessoas e estabeleçam políticas de governança corporativa;

Traduzir conceitos e formar parcerias: o líder de TI é considerado um consultor dentro do hospital. Primeiro, ele precisa entender todos os aspectos do negócio, sejam eles operacionais, clínicos ou administrativos, para cumprir a estratégia – isso inclui a atuação dos médicos, a natureza da cadeia de suprimento ou os processos de RH. Só assim ele conseguirá traduzir a tecnologia para a linguagem de negócio e ensinar como implementar, extrair valor e reduzir custos com a adoção de soluções em organizações de saúde;

Analisar dados: à medida que hospitais avançam em direção à ciência da informação e embarcam na transformação digital, mais e mais dados são gerados pelos sistemas informatizados. Lançar mão de tecnologias como Business Intelligence (BI) e Big Data é essencial para extrair valor desse volume de dados dentro do contexto da saúde e gerar insights para o negócio. No entanto, é comum ver organizações que ainda consideram que inovar é sinônimo de implantar o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) ou um sistema de gestão. Isso faz parte, mas os desafios vão muito além e incluem conectividade, interoperabilidade, otimização e inovação para alcançar metas ainda mais estratégicas.

 

 

Evolução do CIO

Os tempos e as demandas mudaram. O papel do CIO está evoluindo para um executivo muito mais estratégico, capaz de impactar a receita e expandir os negócios, ao mesmo tempo em que deve estar focado para melhorar a experiência e segurança do paciente na relação com o hospital. É uma mudança que exige ajustes na cultura da instituição e abrange não só a área de TI, mas todas as funções do negócio. E você, gestor de TI, como está se preparando?