• Remuneração em hospitais

Novas formas de remuneração na saúde já são realidade em hospitais

2018-09-20T11:53:25-03:00 20/09/2018|

Unidades e operadoras de saúde estão substituindo o pagamento por serviço (fee for service), modelo de remuneração predominante no sistema de saúde do País. A tentativa é buscar alternativas que tornem o custo de cada atendimento mais previsível e associado ao desempenho do atendimento e do tratamento. Isso traria mais sustentabilidade e eficiência às instituições.

Repensar o modelo de organização dos sistemas de saúde parece ter se tornado vital diante da realidade financeira e econômica que unidades e operadoras de saúde suplementar estão passando desde o início da crise brasileira. A matéria recentemente divulgada pelo Estadão comprova essa transição. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) inaugurou, há um ano, uma unidade onde os procedimentos têm preço fixo. Desde 2017, o Hospital Albert Einstein adota um modelo de remuneração fixa para procedimentos de ortopedia. E, há três meses, incorporou a ideia ao atendimento ambulatorial. O próximo passo é um projeto-piloto para analisar a viabilidade de pacotes para tratar câncer de mama com preço fixo.

Mas, você sabe o que muda na prática com a adoção de novas formas de pagamento? Quais seriam essas opções de remuneração na saúde e por que poderiam desafogar o atual sistema? Confira nosso post de hoje!

Fee for service

O pagamento por serviço consiste na remuneração de honorários de acordo com o volume de material consumido, o atendimento prestado ou estrutura utilizada. Ou seja, por cada exame ou procedimento realizado, diária ou qualquer outro consumo dentro da unidade de saúde. Esta estrutura pode induzir ao desperdício ou estimular a realização de mais procedimentos além dos necessários, visando ao aumento de remuneração. E pouca ou nenhuma qualidade do atendimento prestado é avaliada.

Novos modelos de remuneração na saúde

Muitas empresas estão mudando os padrões de trabalho e passando a priorizar o resultado e qualidade da entrega – e não, necessariamente, os passos executados ou tempo demandado para chegar lá. Os novos modelos de remuneração na saúde também se movimentam nesta direção.

A fórmula não é única e as instituições estão testando diferentes possibilidades para entender os benefícios de cada modelo e qual melhor se adapta à sua realidade. Confira algumas opções de remuneração na saúde:

  • Pagamento por grupo de diagnósticos relacionados: quando se estabelece uma remuneração fixa para determinados procedimentos, para o atendimento ambulatorial como um todo ou até para o tratamento de alguns tipos de doenças, como o câncer de mama. Neste formato, desburocratiza-se a relação com as operadoras e há um aumento na eficiência das instituições;
  • Pagamento por capitação: remuneração baseada em algum tipo de metodologia capaz de categorizar os pacientes segundo variáveis de idade, diagnóstico, complexidade assistencial e procedimentos. Também pode ser na forma de repasses de valores fixos, calculados com base no histórico de atendimentos do hospital e revistos periodicamente para readequação, de acordo com a complexidade e volume de atendimentos realizados;
  • Pagamento por salário por tempo fixo: consiste no sistema salarial como em qualquer outra profissão;
  • Pagamento de salário variável: remuneração é feita em função de volume (produtividade) e qualidade de atos e procedimentos;
  • Pagamento de um mix: parte fixa (salário) + parte variável (bônus por performance).

A grande tendência para o futuro é o estabelecimento do Pagamento por Performance que seja capaz de pagar o prestador de acordo com a excelência e qualidade do desfecho clínico. A própria Agência Nacional de Saúde (ANS) está se preparando para implementar projetos-piloto que adotem formas inovadoras de remuneração.

Implementações de modelos similares em outros países já mostram resultados significativos. Os sistemas de saúde europeu e brasileiro se distingam em inúmeros aspectos. Ainda assim, em Portugal, uma reforma no sistema de saúde iniciada em 2005 vem mostrando resultados satisfatórios. Houve a redução em torno de 25% em custos, aumento das taxas de cobertura da população e maior satisfação de usuários e profissionais.

Tecnologia

Esta mudança de paradigma na área da saúde está diretamente relacionada ao desenvolvimento tecnológico e à crescente capacidade de:

  • captar e interpretar dados clínicos;
  • analisar históricos;
  • medir práticas de procedimentos;
  • mensurar o consumo de recursos;
  • gerar informações valiosas para a tomada de decisão.

Quando a instituição de saúde conta com um software hospitalar confiável, que fornece métricas e estabelece parâmetros, a mensuração do valor dos tratamentos e dos resultados é muito mais precisa. Isso impacta na remuneração. É a tecnologia otimizando processos, recursos e abrindo caminho para um atendimento de mais qualidade, que coloca o paciente em primeiro lugar e é mais sustentável financeiramente.

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